Cresce-se a pouco e pouco,
com saltos de permeio.
Viver é vibração, intensidade,
tontura, frustração, desapontamento,
muita frustração e alguma expectativa.
Momentos há, ainda, em que se sente
e não se entende
o porquê da música no ar.
É assim que eu vejo a vida,
embora talvez seja só eu que entenda as coisas assim.
Neste alvoroço,
vou aprendendo a abraçar as diversas almas
que me vão assombrando.
Em razão dos olhos que tenho,
é assim que eu vejo a vida.
Porventura, por serem tão escuros,
levam-me a que veja tudo ao som de música
e em tons preto e branco.
Se as imagens me chegam a preto e branco,
já a música é corrida,
“alegro” poucas vezes,
melancólica noutras vezes
e triste em muitas ocasiões.
Momentos há em que sinto
e não entendo
o porquê da música no ar.
José Pedro Cadima
4 comentários:
crescer é um processo dificil,
não tem que ver só com a idade,
crescemos de muitas maneiras,
continuamos a crescer,
ao longo da vida.
com muitas desilusões.
cara Paula.
tem muita razão no que diz.
a felicidade está, dentro de nós.
existem pessoas, que não conseguem ser felizes.
Podem ter tudo,
nada as satisfaz.
Há quem já nasça infeliz,
e nunca vão conseguir sê-lo.
o cérebro é que comanda.
são pessoas geralmente deprimidas,
raramente estão bem.
tudo é motivo para tristeza.
nada lhes agrada,
e quando agrada é por pouco
tempo.
Pedro
a verdade, verdadinha, é que naõ há poeta bom que não seja melancólico e dado a tristezas metafísicas. Ser triste faz parte da vida, como a alegria, mas os poetas têm mesmo mais dificuldade em ver o colorido...mas já pensou no que seria o mundo sem poetas? Aceite-se como é e vai ver que também irá mudando... quem não muda? apenas os irrecuperáveis!!!
Mas não mude muito pois gosto dos seus poemas.
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