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quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Beijar-te

Era capaz de beijar o teu corpo todo,
e depois voltar a fazê-lo.
Era capaz de te olhar nos olhos,
e contemplar a beleza que deles irradia,
durante horas.
Era capaz de te abraçar,
e sonhar que esse momento durasse para
sempre…

José Pedro Cadima

(poema extraído de "Sonhos a Um espelho", Papiro Editora, Lisboa, 2009 - conferir data de lançamento público na mensagem imediatamente abaixo)

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Sonhos a Um Espelho


O autor José Pedro Cadima e a Papiro Editora têm o prazer de convidar V. Exa. a estar presente no lançamento promocional do livro Sonhos a Um Espelho, que terá lugar no dia 14 de Março de 2009, pelas 16 horas na Fnac Braga Parque.

Papiro Editora
Lisboa
Rua Virgílio Martinho nº3 D escritório F 1600-821 Lisboa
t 218 931 620 * f 218 931 629 * infolisboapapiroeditora.com

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Sonhos a Um Espelho

O autor José Pedro Cadima e a Papiro Editora têm o prazer de convidar V. Exa. a estar presente no lançamento promocional do livro Sonhos a Um Espelho, que terá lugar no dia 14 de Março de 2009, pelas 16 horas na Fnac Braga Parque.

Papiro Editora
Lisboa
Rua Virgílio Martinho nº3 D escritório F 1600-821 Lisboa
t 218 931 620 f 218 931 629 e infolisboapapiroeditora.com

sábado, janeiro 17, 2009

Luz…

Luz da minha paixão,
desce do céu,
vem iluminar meu coração,
sufoca-me com beijos,
enche-me de desejos.
Ah luz como és bela!
Quão reconfortante é olhar para ti.
Apetece-me abraçar-te, beijar-te,
deixar-te penetrar meu coração.
Não sei, no entanto, se não me cegarias
de ilusão.

José Pedro Cadima

(texto retirado do livro "Sonhos a Um Espelho", com lançamento agendado para o dia 14 de Março pf., pelas 16,00 horas, na FNAC de Braga, Braga Parque; edição de Papiro Editora, Lisboa)

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Lançamento do livro "Sonhos a Um Espelho"

Agendado o lançamento do livro "Sonhos a Um Espelho",
de José Pedro Cadima,
Papiro Editora,
Lisboa, 2009:

FNAC BRAGA,
Braga Parque:
dia 14 de Março, às 16h00.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Tristeza profunda

Falei-te,
vi-te
e isso deveria ter sido suficiente
para que esta tristeza profunda se apaziguasse.
Mas não foi.
A fonte de vida que tu constituis
não teve força bastante, hoje,
para varrer esta angustia,
este desconsolo que me invadiu,
hoje, logo hoje
que, porventura, necessitavas tanto quanto eu
que fosse capaz de te dizer,
do fundo da mais fundada crença,
que a tormenta está passada,
que ainda há amanhãs que sorriem,
a leste, a ocidente,
nos teus lábios
que tanto me tentam,
noutros dias.

José Cadima

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Ninguém

Ninguém para amar.
Ninguém para beijar,
nem, mesmo, tu.
Tu, que já foste o meu refúgio seguro,
o meu ponto de encontro,
o mar agitado em que naveguei.

Ninguém para abraçar.
Ninguém de quem me socorrer,
nem mesmo naqueles momentos
em que um ombro já bastava.
Os amigos?
Por muitos que pareçam,
não me fazem sentir menos só.
Faltas-me tu!

Faltam-me os teus beijos.
Faltam-me os teus abraços.
Falta-me o teu amor.
Faltas-me tu,
na sede de amor que já sentiste,
no desejo de correr para os meus braços
que já te animou,
na disponibilidade para navegar
o mar revolto que atravesso.

Ninguém para beijar,
nem, mesmo, tu.


José Cadima

sábado, dezembro 13, 2008

Beijar-te com os meus olhos

Beijar-te com os meus olhos
Dizer-te que te amo num simples olhar
Será que o sentes?
Nas vezes que o faço
Quando apenas temos os nossos olhos
Como elemento de sedução?
Passaram cinco meses
E continuo a querer beijar-te com os meus olhos
Com a mesma intensidade de então
Às vezes, com maior intensidade
Como entregar-me a esses olhos?
Antes não o sabia fazer
Estou agora a aprender
Ainda há pouco te deixei
E já sinto vontade de beijar-te novamente com os meus olhos…

C.P.

domingo, dezembro 07, 2008

Flor sonhada

Espero, anseio que sejas tu
a flor que me devolva à vida,
o ponto de encontro onde me ache.
Há tanto tempo que procuro,
há tanto tempo que te espero
que já descria de poder encontrar-te.
Serás tu capaz de realizar os meus sonhos?
Serás tu o sonho
intenso e repousado que busco?
Seguro é ter eu um amor infinito
para dedicar-te.

José Cadima

sexta-feira, novembro 21, 2008

Fortalecer-me

Ainda há pouco uma tormenta
Daquelas que nos fazem estremecer
Me surpreendeu no horizonte
Tentaste, para minha surpresa,
De várias formas suavizá-la…
E até conseguiste dominá-la
Dizem que o amor se fortalece
Nos momentos difíceis
Dizem que o amor aguenta
As tormentas mais difíceis
Que fundo terá de verdade?
Quando estou contigo
A tormenta não chega cá
Fica perdida no horizonte
Ou passa bem ao lado rapidinha
Obrigada, meu amor, por me fortaleceres
Obrigada, meu amor, por me defenderes

C.P.

sábado, novembro 15, 2008

Gostar de ti

Se gosto de ti?
Ainda te sobra dúvida sobre isso?
Gosto! Claro,
embora talvez preferisse que fosse doutro modo.
Teria menos inquietude.
Viveria menos angustiado
com o receio de te ver partir, um dia,
amanhã, talvez.
Tentei-o; tentei-o, convictamente,
mas perdi.

Agora, que sou eu sem ti?
Falhado que foi o empreeendimento
de não ser, para ti,
mais que um desconhecido,
restar-me-á, porventura, o destino de te amar
mesmo quando eu não seja já para ti
mais que uma memória,
amarga ou de travo doce, suave.

José Cadima


[texto inspirado em "O teu amigo desconhecido", de José Pedro Cadima (2004)]

segunda-feira, novembro 10, 2008

Sentir-te a meu lado

“Deito-me e sinto-te a meu lado”,
dizias-me tu há algum tempo,
não muito porque curto
é ainda o horizonte do nosso encontro.
Também eu te imagino a meu lado,
mas vezes há em que a magia
de que me sinto possuído não tem força bastante
para tornar real o desejo sonhado.
Que será que te leva para longe?
O vento que pressinto lá fora
ou os fantasmas que habitam a tua e a minha cabeças?
Concentrando-me muito,
chego, por vezes, a ouvir o sussurrar das tuas palavras,
mas mais não consigo.
Sobretudo, o sonho de aconchegar-te no meu leito,
de abraçar-te demoradamente
soa-me a quimera.
Em sonhos, envolvo-te nos lençóis,
deito-te a meu lado.
Pena é que seja só em sonhos!
Valem-me os sonhos, apesar de tudo.

José Cadima

domingo, novembro 09, 2008

Quando vejo a chuva cair

Vejo a chuva cair
e interrogo-me se, com ela,
não vão as minhas próprias lágrimas,
lágrimas de desconsolo e de desencanto.
Olho a chuva, lá fora,
e vejo as minhas próprias lágrimas,
que já foram de amor e, agora, são só de dor.
Olho a chuva lá fora, que cai grossa,
e vejo o meu mundo desfazer-se,
agora que sinto que o amor não alcanço.

José Pedro Cadima

(poema extraído de Sonhos a um Espelho, Papiro Editora, Porto - no prelo)

sábado, outubro 25, 2008

O sábio (2)

Um dia, fui procurar o amor.
Julguei, até, tê-lo encontrado.
Puro engano: não passava de uma miragem,
a miragem do amor.

Um dia, fui ter com um velho sábio
e perguntei-lhe o que se escondia no céu.
Ao que ele respondeu: “o amor”!
Fiquei, então, a saber que prefiro o inferno,
porque, na terra, demasiadas vezes
a dor do amor eu provei.

José Pedro Cadima

(texto originalmente datado de 2004, editado por José Cadima na presente data)

domingo, outubro 19, 2008

Amar-te ... E sorrir

Amar-te fortalece a minha alma
Amar-te capacita-me para enfrentar o mundo
Para enfraquecer as tormentas que vão surgindo
Ajuda-me a quebrar as ondas vivas
Que se avizinham perto da costa
Amar-te faz-me sorrir quando te vejo
Faz-me sorrir quanto te lembro
Conclui há pouco tempo
Que todos nascemos para amar
Mas nem todos temos a felicidade de ter um "objecto" de amor
Eu encontrei essa felicidade
A de te amar… E a de seres o meu "objecto" de amor

C.P.

terça-feira, outubro 14, 2008

És diferente

És diferente…
Diria mesmo, totalmente diferente
Diferente de todos os outros
Na tua simplicidade e complexidade
Na tua frontalidade e fragilidade
Na tua sinceridade e honestidade
No amor que me dás…
Quando és inteligente
Quando és determinado
Quando me olhas
Sinto que és diferente
Muito diferente dos outros
Diria mesmo, totalmente diferente
És diferente…
E amar-te é também fazeres sentir-me diferente

C.P.

terça-feira, setembro 16, 2008

Amor

...Há dois meses que pergunto a mim própria,
a cada instante,
se tanta felicidade não será um sonho.
Parece-me que o que sinto,
não é deste mundo.
Este céu sem nuvens
quando estou contigo.

C.P.

(adaptado de Victor Hugo)

sexta-feira, setembro 12, 2008

Agradecer-te

À tua espera
Penso em ti, em nós…
No amor simples que me tens dedicado
A que não estou habituada
No carinho que me ofereces
E que eu tento retribuir
No significado da canção You get what you give
Que ouço pensando em ti, em nós…
Não podemos abdicar daquilo em que acreditamos
Don't give up
You've got a reason to live
You can not forget
You only get what you give
Finalmente, agora
Tenho algo importante porque lutar
A good reason to live
Obrigada, meu amor
Pelo que me fazes sentir
I got the music in me
The reason to live
O amor está aí a chegar
Esperas-me lá fora
You're a good reason to live

C.P.

(cito, em itálico, versos de uma música dos New radicals, de que gosto muito)

domingo, setembro 07, 2008

Tocar-te (me)

Quando te toco
O mundo não existe
Existimos nós…
Simplesmente tu e eu
O mundo continua lá fora
Alucinante como sempre
Perguntas-me as horas
Não as sei dizer-te
Adivinho-as, ainda tonta de te amar
Toco-te mais profundamente
Indiferente ao passar do tempo
Ao mundo de lá de fora
Que não se interessa por nós
Deslizas os teus dedos
Deixo tocar-me
Sinto-me tua e
Sinto-te meu
Simplesmente tu e eu
O mundo…
Esse pode continuar lá fora…

C.P.

quarta-feira, setembro 03, 2008

Eu não sei…

De repente, nada parece certo.
De repente, tudo faz sentido:
o meu desespero,
a minha angústia,
a minha busca, tu.
Resposta?
Talvez!

Certeza, só tenho a que me aportas.
Segurança, só me resta a que tu me dás,
mas quase nunca fora do teu regaço.
Talvez amanhã ou num futuro mais largo
saberei recuperar a crença
que esta luta sem esperança
faz sentido,
que esta batalha que travo
pode devolver-me o sorriso perdido.

Sorriso?
Para já, só o recupero quando, no teu regaço,
me reencontro.
Apenas só o tempo do teu regaço.
Fugaz que é, vale a pena.
O teu regaço é um sortilégio:
a minha angústia sai diminuída;
a minha busca cessa.
Tu fazes sentido!
Eu? Não sei!
Eu não sei…

José Cadima