Imagina só poderes ver os meus sonhos no meu reflexo. "Jornal de Parede" de José Pedro Cadima e de José Cadima
quinta-feira, outubro 15, 2026
sexta-feira, junho 19, 2026
Diário de Bordo, 7 de junho de 2026
Sigo
nesta ocasião num voo da Ryanair com destino a Estocolmo (Arlanda). Tenho a
ideia que será a 5ª vez que me desloco à Suécia. Desta vez, não viajo em
trabalho e, apesar de segui sozinho no banco, a minha mulher, Paula Cadima
Remoaldo, segue no mesmo voo, alguns lugares maia a traz. Esta e uma das
maravilhas destes voos “low cost”, em que, se queremos ter a nossa mulher
sentada junto de nós, temos que pagar para isso.
Viajo
há pouco mais de 2 horas e já estou saturado e desconfortável no meu banco. Por
cortesia para com a minha mulher, aceitei acompanhá-la neste voo na visita que
vai fazer à filha. Quis ter esse gesto para com ela, se bem que, aquando da
reserva e depois, já no processo de obtenção dos “cartões de embarque”, me
tenha questionado múltiplas vezes sobre se não teria sido preferível ficar em
braga/Ponte de Lima, acompanhando o Fera. Sei que vai sentir muito a minha
falta, e eu também vou sentir muito a falta dele e, sobretudo, preocupa-me o
seu conforto. Infelizmente, ainda faltará mais de 1 hora para chegarmos ao
aeroporto de destino.
À
medida que o tempo passa, a viagem vai tornando-se mais penosa. E eu que,
durante muitos anos, adorava viajar e fazer dessas deslocações momentos de
vasão e descontração do meu quotidiano de trabalho. Como se pode hoje em dia,
voando em companhias aéreas como a Ryanair, sentir conforto, descontração e
ansiar a oportunidade de um próximo voo? Embora nada me tenha sido oferecido, passaram,
entretanto, pelo corredor funcionários vendendo sandes e bebidas, primeiro,
café, chás e outras bebidas, depois, e, num terceiro momento, bilhetes de
lotaria. E eu que desejava sentir-me menos apertado e mais confortável no meu
banco de avião.
Os
funcionários parecem simpáticos e, obviamente, têm que fazer pela vida, mas não
será excessivo pedir-lhes todos estes fretes? As pessoas acostumam-se,
dir-se-á. Entretanto, eu é que sinto mais dificuldade em acostumar-me a tais
modelos de viagem, tanto mais que há muitos anos que deixei de fazer viagens
longas em autocarro. O comboio proporciona-me bastante mais espaço para estar e
para me movimentar pelos corredores, se necessário.
Assiste-me
a dúvida sobre o tipo de companheiros de viagem que tenho. Aparentemente,
muitos são portugueses, jovens ou de meia-idade. Estarei entre os viajantes de
mais idade. Haverá, seguramente, alguns que serão emigrantes, mas não sou capaz
de discernir quais.
Há
suecos a bordo e há, também, pessoas de outras nacionalidades. Duas mulheres
jovens serão japonesas ou coreanas. Depois de visitarem o Porto, presumo,
estarão em visita a paragens mais a norte, na Europa? Também percebi a presença
de agentes comerciais na porta de embarque, ainda no aeroporto de partida.
Fiquei com a ideia de que seriam representantes de alguma empresa de confeções
ou de têxteis. E os demais? Haverá
muitos turistas portugueses rumando à Escandinávia?
Saí
de casa, desta vez, sem grandes preocupações com o trabalho que tenho por
fazer. Na verdade, procurarei que isso não acontecesse, planeando assumir as
tarefas que tenho “em carteira” depois do meu retorno a Portugal. Vamos ver
como as coisas correm até lá.
Enquanto tomava estes apontamentos, os funcionários de bordo tiveram a oportunidade de percorrer o corredor do avião mais uma vez “oferecendo” perfumes e outras lembranças ditas “duty free”. Algum tempo depois o comandante do avião anunciou, em bom português, que noa prestávamos para chegar. Alegra-me isso, isto é, esse foi um dos momentos mais ansiados deste voo. Ainda bem que o próximo voo é só daqui a 8 dias. Tentarei entretanto recuperar deste e preparar-me melhor para esse.
José Cadima Ribeiro
sexta-feira, dezembro 22, 2023
segunda-feira, março 14, 2022
Há 10 anos, por ocasião da celebração dos 30 anos da Escola de Economia e Gestão (UMinho)
Cheguei a Braga a meio de
Dezembro de 1982 para iniciar funções docentes pouco depois, em Janeiro de
Quando cheguei a Braga,
conhecia uma única pessoa na cidade e na Universidade do Minho. Conhecêramo-nos
enquanto estudantes do Instituto Superior de Economia, da Universidade Técnica
de Lisboa (actualmente, ISEG). Por coincidência, trata-se do Presidente da
Escola de Economia e Gestão (EEG) em funções (Manuel Rocha Armada).
Fui contratado para a
dita “unidade” na mesma altura que 5 outros jovens recém-licenciados, dos quais
permanecem ao serviço da Universidade do Minho apenas 2: Luís Gonçalves (Escola
de Direito) e Pedro Vasconcelos (Escola de Direito). Um outro, que alguns dos
presentes conhecerão, ainda é fácil encontrá-lo por Braga mas há muito
enveredou por outro percurso profissional (a banca). Refiro-me a António
Marques, actual Presidente da Direcção da Associação Industrial do Minho e, curiosamente,
também Presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico do Cávado e do AVE
(IPCA).
Entre o serviço que me
foi distribuído nesse primeiro ano e nos que se seguiram estavam cadeiras como
Macroeconomia, Moeda e Crédito, Desenvolvimento Económico Regional e Local,
Análise Económica de Projectos e Análise
de Projectos. Os destinatários do ensino de que
fui encarregue eram alunos de Gestão, de Administração Pública e de Relações
Internacionais, se bem que também me tivesse calhado leccionar disciplinas como
"Problemas Económicas da Actualidade" em “opções culturais” de cursos
de Engenharia.
Entre os alunos que tive
logo no meu primeiro ano na UM (a marca UMinho é uma coisa recente)
encontravam-se dois(duas) que pouco tempo depois viriam a integrar o corpo
docente da “Escola”. Desses(dessas), um(a) aposentou-se entretanto,
permanecendo em funções outro(a). Refiro-me a, respectivamente, Elvira Lima e
Mª Helena Guimarães.
A UCP-Economia e Gestão
era então (Janeiro de 1983), no total, qualquer coisa como 29 docentes e 2
funcionários, todos instalados no último piso de um prédio situado na rua D.
Pedro V, construído para servir de habitação. Como local de trabalho, a uns
calhou a sala de estar ou os quartos, a outras a cozinha.
Soube algum tempo depois
que, até pouco antes, as ditas instalações tinham sidas partilhadas com colegas
das Ciências Sociais. Cheguei mesmo a cruzar-me aí com um (Aníbal Alves –
Comunicação Social) que, estando no estrangeiro a preparar doutoramento quando
a “cisão” se deu, aproveitou uma visita que fez a Portugal mais tarde para
recolher livros e outro material que deixara no espaço que usava para
trabalhar. Desse processo de emancipação da Economia e Gestão das Ciências
Sociais não me chegou mais do que isso. Ouvi falar de nomes, como Lima de
Carvalho, que só muito mais tarde conheci.
Foi nesse espaço que
travei contacto também com Altamiro Machado (Informática de Gestão/Sistemas de
informação). Tal aconteceu numa ocasião em que fez uma visita ao Professor
António Vale e Vasconcellos. Ambos, são nesta altura apenas memória, como
vários outros professores com que me fui cruzando nos corredores da UMinho e
nas ruas das cidades de Braga e de Guimarães, de bastantes dos quais guardo
gratas recordações.
A Escola de Economia e
Gestão era então apenas um projecto, em todo o caso, partilhado com razoável
entusiasmo por muitos de nós.
A fase imediatamente
seguinte de materialização desse projecto foi vivida no Edifício da Rua do
Castelo, tendo-se constituído num momento particularmente rico em matéria de
convívio, tirando proveito da existência logo ao lado de alguns cafés e
restaurantes, onde, a meio da tarde, era possível trocar ideias entre um prato
de rissóis e algumas cervejas. Tínhamos o futuro pela frente. Sonhar era
possível.
J. Cadima Ribeiro
quarta-feira, agosto 13, 2014
"Quando eu for grande"
domingo, junho 22, 2014
Recordando: "So much of life is a negotiation"
Kevin O'Leary
(citação extraída de SBANC Newsletter, December 3, Issue 798 - 2013, http://www.sbaer.uca.edu)
quinta-feira, junho 05, 2014
"Queria não querer nada"!
[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]
quinta-feira, maio 29, 2014
O "Chamador" no Museu Nogueira da Silva
terça-feira, maio 27, 2014
Amizade
Lord Byron
[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]
quinta-feira, maio 22, 2014
Passagem para a outra margem
sábado, maio 17, 2014
Chaves: casas tradicionais (urbanas)
quarta-feira, maio 14, 2014
"Não gabes um dia..."
(Dito popular lembrado por Mário Marques numa mensagem que nos caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, a propósito da previsão meteorológica feita para os próximos dias)
quarta-feira, maio 07, 2014
Miragem
(Dito popular lembrado por Mário Marques numa mensagem que nos caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, a propósito da previsão meteorológica feita para os próximos dias)
sexta-feira, abril 25, 2014
25 de Abril, sempre!
de partilhar com todos os seus leitores, clientes e amigos.
quarta-feira, abril 23, 2014
"A tua glória é ainda maior porque todos te admiram embora ninguém te entenda"!
terça-feira, abril 22, 2014
Negotiation
Kevin O'Leary
(citação extraída de SBANC Newsletter, December 3, Issue 798 - 2013, http://www.sbaer.uca.edu)








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