terça-feira, fevereiro 04, 2014

Flutuando

Na água, não longe de mim, há os que nadam, os que saltitam, os que brincam. Eu flutuo, plano. Liberto do corpo, vagueio pelos lugares mais desencontrados, em busca de lugar algum.
Soa-me estranha esta ausência de materialidade. Resta-me o pensamento, que, liberto, tão depressa te procura quanto parte, em correria, ao encontro do dia que passou ou em busca do dia de contornos incertos que virá.
Soa-me estranho este espaço para deixar vaguear o espírito, esta ausência de uma materialidade asfixiante que nos enche o dia-a-dia de tudo, de nada. Flutuo, levito. Sou só espírito, sou só vontade de ausência.
Trazendo-me à relação com a água, com a terra, chegas-me tu, de quando em quando. Chegas-me da ponta mais afastada do arco-íris e, por isso, a tua presença interrompe mas não questiona decisivamente a minha ausência de substância, que se reconstitui logo que te afastas em braçadas largas.
Liberto do corpo que me pesa, sou liberdade, sou pássaro que plana empurrado pelo vento. Hoje, fica-me longe o mundo que vivi ontem, anteontem e em tantos outros dias precedentes.

José Cadima

domingo, fevereiro 02, 2014

Frenesim

Na cama, junto de mim,
pressinto  a tua presença.
Dormes, sonhas,
quedas longe.
De outro local, não muito distante,
chegam-me sinais de frenesim,
suspiros de agitação intensa.
Queria-te perto.
Queria-te agitada
mas sou incapaz se quebrar o teu sono.
Ficas longe, queria-te perto.
Questiono-me se sonhas
ou estás simplesmente ausente.
Há horas em que a ausência
é repouso bastante.
Há momentos em que, para nos libertamos,
precisamos de ser capazes
de deixar-nos envolver num frenesim intenso,
que nos tira o folgo,
que nos alheia de tudo o mais.
Pressinto-te perto de mim,
embalada por sono profundo.
De local não muito afastado,
chegam-me sinais de frenesim imenso,
que a crueza do silêncio da noite não permite abafar.

K

quarta-feira, janeiro 29, 2014

"Jamais me submeterei às horas..."!

"Jamais me submeterei às horas: as horas foram feitas para o homem, e não o homem para as horas". 

F. Rabelais

[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]

quinta-feira, janeiro 23, 2014

O silêncio

É no silêncio
que te revejo
É no silêncio
que me apercebo
de quanto te amo
É no silêncio
que sinto o quanto somos iguais
Que fazer com o silêncio?
Alimentá-lo, parece-te bem?

C.P.

sábado, janeiro 18, 2014

Memórias de um tempo (muito) distante

"Dentro deste mesmo espírito de proceder ao levantamento sumário das idiosincrasias dos cidadãos desta urbe, poderia ainda trazer outros exemplos, como o hábito de comer ´pão de rosca` ao domingo ou a peregrinação do mesmo dia ao Feira-Nova."

J. C.

domingo, janeiro 12, 2014

Sereno

"O homem sereno procura serenidade para si e para os outros". 

Epicuro


[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]

sexta-feira, janeiro 10, 2014

Até qualquer dia, meu amor!

"Não sei se o tempo que se avizinha pode ser tomado por tempo de esperança, para ti, digo. Os sinais que nos chegam vão quase todos em sentido contrário. Acreditando que o futuro não pode ser construído unicamente de mágoas e pesadelos, sou levado a achar que o teu te reservará muitas coisas boas, porque o mereces."

K

sábado, janeiro 04, 2014

sexta-feira, dezembro 27, 2013

Pergunto-me...

Pergunto-me se vale a pena.
Pergunto-me...
Termino o ano muito cansado,
exausto.
Cansado do que vejo,
cansado do meu quotidiano,
dos sonhos que ficam mais longe,
cansado...
O sossego é uma utopia inalcançável!

José Cadima

sexta-feira, dezembro 20, 2013

O amor não cansa

"O amor não cansa nem se cansa"

S. João da Cruz

[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]

quinta-feira, dezembro 12, 2013

"Heterónimo de um sujeito muito menos interessante"

"A assinatura que uso não é apenas uma conveniência de circunstância. O autor desta publicação é mesmo o que assina com as iniciais J. C., um heterónimo de um sujeito muito menos interessante, com um nome "comum"

J. C.

[reprodução de parágrafo de Prefácio de livro intitulado Crónicas de Maldizer, datado de Março de 2000, Edição de autor, Braga (produzido nas oficinas da APPACDM Distrital de Braga),  adquirido há poucos dias na Feira do Livro de Braga]

terça-feira, dezembro 03, 2013

So much of life is a negotiation

"So much of life is a negotiation - so even if you're not in business, you have opportunities to practice all around you."

Kevin O'Leary

(citação extraída de SBANC Newsletter, December 3, Issue 798 - 2013, http://www.sbaer.uca.edu)