Imagina só poderes ver os meus sonhos no meu reflexo. "Jornal de Parede" de José Pedro Cadima e de José Cadima
sexta-feira, setembro 10, 2010
Pelo mar dentro (II)
Pelo mar dentro,
fomos até à ilha das pedrinhas.
Colhemos por lá duas pedrinhas
roladinhas e coloridas.
Havemos de lá voltar um dia.
Retornaremos lá um dia!
K
fomos até à ilha das pedrinhas.
Colhemos por lá duas pedrinhas
roladinhas e coloridas.
Havemos de lá voltar um dia.
Retornaremos lá um dia!
K
quarta-feira, setembro 08, 2010
segunda-feira, setembro 06, 2010
Pelo mar dentro
Pelo mar dentro
tentámos ir.
Fomos até à ilha das pedrinhas,
ilha repleta de sonhos,
ilha repleta de símbolos.
Havemos de lá voltar um dia.
Um dia, havemos de lá voltar...
K
tentámos ir.
Fomos até à ilha das pedrinhas,
ilha repleta de sonhos,
ilha repleta de símbolos.
Havemos de lá voltar um dia.
Um dia, havemos de lá voltar...
K
sábado, setembro 04, 2010
quinta-feira, setembro 02, 2010
Ele há coisas do arco-da-velha
Os leitores habituais terão sentido a minha ausência de vários meses das “páginas” deste jornal de parede. Não foi por vontade, já que sei bem a saudade que tal deixa nos meus leitores e, especialmente, nas muitas fãs que felizmente tenho, nem por falta de insistência dos seus editores no sentido de que eu vertesse aqui mais amiúde o que me vai na alma, que, lembro, são meus amigos de longa data. Faltou-me tempo e faltou-me, sobretudo, tema de análise, posta a acalmia, quase clima de romance, que se vive na sociedade portuguesa de há um par de anos a esta parte. É como se aquilo que alguns usam designar de “silly season”, referindo-se a certo período de cada ano (Julho/Agosto), se tivesse estendido por este período todo.
Conto, uma vez mais, com a benevolência dos meus caros leitores e queridas leitoras, à semelhança do que fazem os portugueses sempre que, em período eleitoral, acabam a referendar todo o rol de asneiras feito pelo governo em funções e pelos outros, tal e qual, que os antecederam.
Pois, dizia eu, a persistir este ambiente de romance que se vive na sociedade portuguesa, continuaria sem motivo de análise social. Não deixando de ser assim, por puro acidente, entrou-me hoje pelos olhos dentro um título que se encontrava na primeira página de um jornal de Braga e que, grosso modo (não memorizei rigorosamente as palavras empregues no jornal), dizia assim: “Sócrates inaugura Hotel Meliã”.
E o que é que isto tem de relevante a ponto de fazer o cronista saltar para esta trincheira? Perguntarão os meus caros leitores e as minhas queridas leitoras. Pois, o que tem de singular é o facto do referido hotel ter entrando em funcionamento há bem mais de um mês, conforme é bem notório perscrutando-o a partir da avenida que lhe é fronteira.
Incontestável que o hotel se encontre em plena operação há várias semanas, ocorre perguntar como é possível que tal aconteça sem que tenha sido previamente e solenemente inaugurado? Será que possível que tenhamos todos, os portugueses digo, ficado doidos? Ou isso aconteceu porque o hotel é parte de uma cadeia hoteleira espanhola e, portanto, estranha aos nossos bons costumes? E, a ser assim, ocorre-me adicionalmente questionar: e que costumes tem eles, os espanhóis? Não são gente civilizada e dada à bonomia, também?
Dito isto, perceberão os leitores e leitoras deste jornal de parede que eu não pudesse deixar de lavrar umas linhas dando expressão do meu desconforto e indignação. Bem diz o nosso povo, que ele há coisas do arco-da-velha. Pelo menos, que não fiquem sem registo, digo eu.
J. C.
Conto, uma vez mais, com a benevolência dos meus caros leitores e queridas leitoras, à semelhança do que fazem os portugueses sempre que, em período eleitoral, acabam a referendar todo o rol de asneiras feito pelo governo em funções e pelos outros, tal e qual, que os antecederam.
Pois, dizia eu, a persistir este ambiente de romance que se vive na sociedade portuguesa, continuaria sem motivo de análise social. Não deixando de ser assim, por puro acidente, entrou-me hoje pelos olhos dentro um título que se encontrava na primeira página de um jornal de Braga e que, grosso modo (não memorizei rigorosamente as palavras empregues no jornal), dizia assim: “Sócrates inaugura Hotel Meliã”.
E o que é que isto tem de relevante a ponto de fazer o cronista saltar para esta trincheira? Perguntarão os meus caros leitores e as minhas queridas leitoras. Pois, o que tem de singular é o facto do referido hotel ter entrando em funcionamento há bem mais de um mês, conforme é bem notório perscrutando-o a partir da avenida que lhe é fronteira.
Incontestável que o hotel se encontre em plena operação há várias semanas, ocorre perguntar como é possível que tal aconteça sem que tenha sido previamente e solenemente inaugurado? Será que possível que tenhamos todos, os portugueses digo, ficado doidos? Ou isso aconteceu porque o hotel é parte de uma cadeia hoteleira espanhola e, portanto, estranha aos nossos bons costumes? E, a ser assim, ocorre-me adicionalmente questionar: e que costumes tem eles, os espanhóis? Não são gente civilizada e dada à bonomia, também?
Dito isto, perceberão os leitores e leitoras deste jornal de parede que eu não pudesse deixar de lavrar umas linhas dando expressão do meu desconforto e indignação. Bem diz o nosso povo, que ele há coisas do arco-da-velha. Pelo menos, que não fiquem sem registo, digo eu.
J. C.
terça-feira, agosto 31, 2010
Choro o que tenho que chorar (2)
Sinto que nada importa.
Sinto que tudo importa.
Por momentos,
apago-me do mundo.
Não choro muito,
nem choro pouco.
Choro só o que tenho que chorar.
José Pedro Cadima
Sinto que tudo importa.
Por momentos,
apago-me do mundo.
Não choro muito,
nem choro pouco.
Choro só o que tenho que chorar.
José Pedro Cadima
domingo, agosto 29, 2010
sexta-feira, agosto 27, 2010
quinta-feira, agosto 26, 2010
Tons preto e branco (II)
Cresce-se a pouco e pouco,
com saltos de permeio.
Viver é vibração, intensidade,
tontura, frustração, desapontamento,
muita frustração e alguma expectativa.
Momentos há, ainda, em que se sente
e não se entende
o porquê da música no ar.
É assim que eu vejo a vida,
embora talvez seja só eu que entenda as coisas assim.
Neste alvoroço,
vou aprendendo a abraçar as diversas almas
que me vão assombrando.
Em razão dos olhos que tenho,
é assim que eu vejo a vida.
Porventura, por serem tão escuros,
levam-me a que veja tudo ao som de música
e em tons preto e branco.
Se as imagens me chegam a preto e branco,
já a música é corrida,
“alegro” poucas vezes,
melancólica noutras vezes
e triste em muitas ocasiões.
Momentos há em que sinto
e não entendo
o porquê da música no ar.
José Pedro Cadima
com saltos de permeio.
Viver é vibração, intensidade,
tontura, frustração, desapontamento,
muita frustração e alguma expectativa.
Momentos há, ainda, em que se sente
e não se entende
o porquê da música no ar.
É assim que eu vejo a vida,
embora talvez seja só eu que entenda as coisas assim.
Neste alvoroço,
vou aprendendo a abraçar as diversas almas
que me vão assombrando.
Em razão dos olhos que tenho,
é assim que eu vejo a vida.
Porventura, por serem tão escuros,
levam-me a que veja tudo ao som de música
e em tons preto e branco.
Se as imagens me chegam a preto e branco,
já a música é corrida,
“alegro” poucas vezes,
melancólica noutras vezes
e triste em muitas ocasiões.
Momentos há em que sinto
e não entendo
o porquê da música no ar.
José Pedro Cadima
terça-feira, agosto 24, 2010
segunda-feira, agosto 23, 2010
Longe e perto
Longe, outra vez,
fico mais perto de mim,
e com mais espaço para deixar fluir o pensamento.
Longe e perto, outra vez.
Que bom é partir!
Que bom é regressar!
Noutros tempos, partir era certeza
de evasão do quotidiano,
ânsia de chegar,
onde a sensação de diferente, de novo,
me permitia alcançar a serenidade
que o dia-a-dia me roubava.
Hoje, perdi essa capacidade de abstracção
e, talvez, a vontade de começar de novo.
Nos tempos que correm, encontro-me a espaços,
ausento-me esparsamente,
e sorrio mais episodicamente, ainda.
Talvez o sorriso que me reste sejas tu.
Talvez sejas tu a razão que me ficou para regressar
e, porventura, também para partir,
fazendo da viagem um ponto de encontro.
Longe e perto, outra vez.
José Cadima
fico mais perto de mim,
e com mais espaço para deixar fluir o pensamento.
Longe e perto, outra vez.
Que bom é partir!
Que bom é regressar!
Noutros tempos, partir era certeza
de evasão do quotidiano,
ânsia de chegar,
onde a sensação de diferente, de novo,
me permitia alcançar a serenidade
que o dia-a-dia me roubava.
Hoje, perdi essa capacidade de abstracção
e, talvez, a vontade de começar de novo.
Nos tempos que correm, encontro-me a espaços,
ausento-me esparsamente,
e sorrio mais episodicamente, ainda.
Talvez o sorriso que me reste sejas tu.
Talvez sejas tu a razão que me ficou para regressar
e, porventura, também para partir,
fazendo da viagem um ponto de encontro.
Longe e perto, outra vez.
José Cadima
sábado, agosto 21, 2010
sexta-feira, agosto 20, 2010
quinta-feira, agosto 19, 2010
Pensamento do dia
É intrigante como, na Suécia, se vêem tão poucas "suecas". Porventura, nesta altura do ano, estarão mais a sul, a banhos.
.
José Cadima
terça-feira, agosto 17, 2010
Pensamento/interrogação do dia (leia-se: de um longo dia)
Para que querem os suecos tantos lagos dos cisnes se se vêem tão poucos cisnes?
José Cadima
José Cadima
domingo, agosto 15, 2010
sexta-feira, agosto 13, 2010
A impotência dos homens
Meus caros leitores, já todos sabemos que os homens são inferiores às mulheres, pelo menos, no que diz respeito à maturidade em termos emocionais e no facto de não conseguirem fazer várias tarefas ao mesmo tempo. Recordo-me agora que o facto de não ligarem o hemisfério direito ao esquerdo do seu cérebro explica porque têm tanta dificuldade em fazer várias tarefas ao mesmo tempo, coisa simples para grande parte das mulheres, devido à facilidade com que fazem essa ligação.
Tudo isto a propósito de quê? Que coisa me passou pela cabeça, hoje, para me lembrar de tal insinuação?
É que já me sinto saturada de ver tanto fogo por todo o lado em tão pouco tempo! E nem se fala da saturação da impotência dos homens! Sim, porque ainda são eles que fazem as leis e dirigem o nosso país, de trela de rédea curta puxada pelo Engenheiro Sócrates!
Quase ao mesmo tempo da abertura dos saldos, eis que começou a época dos incêndios. Sei que não foram encomendados pelo nosso Governo, mas, que raio, porque carga de água, eu ouvi dizer há alguns meses atrás que os reclusos iriam limpar o mato lá para Agosto!? Sim, meus caros leitores, leram bem, em Agosto. E os que estão em casa a receber o Rendimento de Inserção Social, não poderiam ser obrigados a despender um dia por semana na limpeza das matas? Em Abril, Maio, claro está!?
Neste preciso momento, vejo que no telejornal da tarde, nos seus primeiros 28 minutos, só falam de incêndios! E o Governador Civil de Aveiro a dizer que há incendiários profissionais. Ora aí está uma bonita profissão de ser ter! E parte deles, mais amadores, até pegam fogo e depois vão ajudar a apagá-lo!
Caramba, ao fim de tantas décadas com fogos, só posso pensar que é grande a impotência dos homens!
No intervalo do telejornal, eis que vejo a campanha: Portugal sem fogos depende de todos nós! E num dos avisos aparece: Não lance foguetes! Mas o Governo Civil ou a autarquia não tem que dar o seu aval para eles serem lançados (os foguetes)?
Claro que só com impedimento formal os homens deixam de lançar foguetes! Não há festa que se preze no Norte de Portugal que não tenha uma festola em Julho ou Agosto e que a anuncie através dos foguetes! É que há que animar a malta e que outra coisa mais interessante se poderia fazer do que lançar foguetes às 9 horas da manhã de um Domingo ou à meia-noite de um Sábado?
Sabem o que fazia se mandasse? Prisão perpétua ou pena de morte para os incendiários!
Ainda assim não se conseguiria remediar a aflição espelhada na cara das pessoas, a perda de tantos bens e a morte das pessoas a que se tem assistido! Se eu mandasse…
Tudo isto a propósito de quê? Que coisa me passou pela cabeça, hoje, para me lembrar de tal insinuação?
É que já me sinto saturada de ver tanto fogo por todo o lado em tão pouco tempo! E nem se fala da saturação da impotência dos homens! Sim, porque ainda são eles que fazem as leis e dirigem o nosso país, de trela de rédea curta puxada pelo Engenheiro Sócrates!
Quase ao mesmo tempo da abertura dos saldos, eis que começou a época dos incêndios. Sei que não foram encomendados pelo nosso Governo, mas, que raio, porque carga de água, eu ouvi dizer há alguns meses atrás que os reclusos iriam limpar o mato lá para Agosto!? Sim, meus caros leitores, leram bem, em Agosto. E os que estão em casa a receber o Rendimento de Inserção Social, não poderiam ser obrigados a despender um dia por semana na limpeza das matas? Em Abril, Maio, claro está!?
Neste preciso momento, vejo que no telejornal da tarde, nos seus primeiros 28 minutos, só falam de incêndios! E o Governador Civil de Aveiro a dizer que há incendiários profissionais. Ora aí está uma bonita profissão de ser ter! E parte deles, mais amadores, até pegam fogo e depois vão ajudar a apagá-lo!
Caramba, ao fim de tantas décadas com fogos, só posso pensar que é grande a impotência dos homens!
No intervalo do telejornal, eis que vejo a campanha: Portugal sem fogos depende de todos nós! E num dos avisos aparece: Não lance foguetes! Mas o Governo Civil ou a autarquia não tem que dar o seu aval para eles serem lançados (os foguetes)?
Claro que só com impedimento formal os homens deixam de lançar foguetes! Não há festa que se preze no Norte de Portugal que não tenha uma festola em Julho ou Agosto e que a anuncie através dos foguetes! É que há que animar a malta e que outra coisa mais interessante se poderia fazer do que lançar foguetes às 9 horas da manhã de um Domingo ou à meia-noite de um Sábado?
Sabem o que fazia se mandasse? Prisão perpétua ou pena de morte para os incendiários!
Ainda assim não se conseguiria remediar a aflição espelhada na cara das pessoas, a perda de tantos bens e a morte das pessoas a que se tem assistido! Se eu mandasse…
.
Leonor
terça-feira, agosto 10, 2010
segunda-feira, agosto 09, 2010
Já valeu a pena!
Fecho os olhos
e, mentalmente, procuro os teus.
Fazem-me falta os teus olhos.
Faz-me falta sentir-te por perto.
Valeu a pena,
já valeu a pena
atravessar esse deserto
que se entrepunha entre nós.
É bom sentir esse teu olhar,
mesmo interrogativo, algumas vezes,
mesmo inseguro, outras tantas,
reconfortante, quase sempre.
Já valeu a pena
ousar questionar certezas incertas.
Já valeu a pena
deixar que me resgatasses à minha tristeza,
à minha segurança de muitos dias sombrios.
Já valeu a pena
cobrir-te de beijos,
ainda que só em vontade,
ainda que só em delírio mental.
Sentir-me amado faz diferença.
A vida assim vale a pena.
Fecho os olhos
e tento perceber-te para além das minhas lucubrações mentais.
Procuro imaginar-te tão real quanto o desespero
que algumas, muitas vezes me atinge.
Anseio o conforto das tuas palavras,
da tua presença.
Já valeu a pena!
k
e, mentalmente, procuro os teus.
Fazem-me falta os teus olhos.
Faz-me falta sentir-te por perto.
Valeu a pena,
já valeu a pena
atravessar esse deserto
que se entrepunha entre nós.
É bom sentir esse teu olhar,
mesmo interrogativo, algumas vezes,
mesmo inseguro, outras tantas,
reconfortante, quase sempre.
Já valeu a pena
ousar questionar certezas incertas.
Já valeu a pena
deixar que me resgatasses à minha tristeza,
à minha segurança de muitos dias sombrios.
Já valeu a pena
cobrir-te de beijos,
ainda que só em vontade,
ainda que só em delírio mental.
Sentir-me amado faz diferença.
A vida assim vale a pena.
Fecho os olhos
e tento perceber-te para além das minhas lucubrações mentais.
Procuro imaginar-te tão real quanto o desespero
que algumas, muitas vezes me atinge.
Anseio o conforto das tuas palavras,
da tua presença.
Já valeu a pena!
k
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