quarta-feira, setembro 30, 2009

Here you have your fucking lesson

We live in a double capital system:
the one of those who know;
the one of those who have.

You can have always both
if you study to know,
if you work to have.

The way things work is simple:
you are the one
who needs to be smart.

José Pedro Cadima

domingo, setembro 27, 2009

sexta-feira, setembro 25, 2009

Madrid: posar para a foto num ambiente de "família"


As notícias que de Leiria chegam a Madrid

Porque raio me telefonou a tua mãe? Passo a citar:
"A Rita faz anos para a semana. Como já acabou o curso, telefono-lhe a dar-lhe os parabéns e a dizer-lhe que passo a dar-te a ti a mesada dela."
Permite-me chamar a isto, o verdadeiro sentido de oportunidade ou o melhor presente de sempre.
Se bem que eu goste de receber mais dinheiro, como toda a gente, nem sei bem o que lhe responder. Nao faço ideia do valor que será, mas suponho que a tua mãe o deveria usar para ir viajar e expandir um pouco horizontes, em vez de o querer dar ao neto. Além disso, vou COMEÇAR a receber uma mesada no último ano de curso?
Vá lá, tem uma certa piada. Dado que não vejo nem o meu primo nem o meu irmão a entrar para a Universidade tão cedo, ainda ficava a receber a tal mesada o resto da minha vida.
De qualquer forma, prefiro a nota de 50 euros (ou as três de 20, como parece ter sido o caso) quando a vou visitar. É algo mais informal, algo mais "coisa de avós".
Um abraço,

José Pedro G. Cadima

quinta-feira, setembro 24, 2009

Melhor é impossível…

Toco-te
Tocaste-me
Toquei-te
Muito fundo
Cada vez mais fundo
Hoje fomos
Mais uma vez
Almas gémeas
Melhor é impossível…

C.P.

quarta-feira, setembro 23, 2009

Maré

Eras a maré
contra a qual tinha que lutar.

Uma força a remar
contra os meus maiores objectivos.

E, no entanto, ali estavas,
derradeiro tormento e prémio.

Estranguladora e libertadora,
eras a minha morte criativa,
a minha paz eterna.

José Pedro Cadima

Encantos e desencantos de Madrid

Apesar de vir para Madrid ter sido a melhor decisão que eu fiz na minha vida, ter escolhido vir para a Residência deve ser realmente a pior de sempre. Se eu sair de tarde para dar uma volta pelo centro da cidade, o mais provável é depois não chegar a tempo de conseguir jantar na cantina. Tenho de me levantar ás 6h30 da manhã para assistir às aulas das 9 horas!
Estou seriamente a pensar mudar-me porque fazer 3 horas em transporte público todos os dias é impossivel. Repara, isto não é Madrid. Isto é eu viver em Valença e estudar em Braga.
Acho que nem me importo de ir viver para debaixo de uma ponte no próximo mês só para poder acordar 1 hora antes das aulas começarem e para poder estar e conviver com os meus colegas Erasmus. Isso é algo que eu não estou a fazer porque moro a 60 km do meu campus.
Um abraço,
.
José Pedro G. Cadima

segunda-feira, setembro 21, 2009

Os "Xulos" e os narizes de Palhaço

Nesta campanha eleitoral todos os principais partidos têm investido a fundo nos outdoors, de dimensões cada vez maiores... Tão grandes que a continuar assim ainda algum dia vou a fazer uma rotunda e cai-me um em cima do carro! Já lá vai o tempo em que se viam uns quantos a colar cartazes!!! Estão fora de moda! Agora o que está a dar são as caras dos candidatos em tamanho XXL que dificilmente nos podem passar despercebidas...
Mas o que parece ser novidade, é que alguém decidiu chamar de Xulos (leia-se Tchulos) a todos os candidatos às eleições. Penso que apenas acontecerá em Braga e de certeza que foi algum(a) homem/mulher do Norte, bem intencionado(a), pois como todos sabemos a palavra correcta é "Chulos". Só alguém com a pronúncia do Norte poderia ter sentido a certeza do que estava a escrever!...
Acredito que alguns até o devem ser, não no verdadeiro sentido da palavra, mas andarão por lá perto...
Mas o que me chamou mais a atenção e me parece ser mais subtil e corre menos riscos de se cometerem erros ortográficos, foi a dedicação de outro homem/mulher que resolveu decorar os narizes dos nossos políticos com a variante "Palhaço" na cidade do Porto. Provavelmente, alguém das Belas-Artes do Porto!
Na realidade o fim é o mesmo, mas menos "malcriado". Reparei que ficava muito bem o nariz de Palhaço ao Rui Rio e à Elisa Ferreira (encaixava-lhes mesmo bem, porque os cartazes eram mais pequenos), mas convenhamos, o mesmo não posso dizer do Sócrates. Depois de reflectir, percebi que o problema está no tamanhão da cara dele no outdoor e no tamanhão do respectivo nariz, facto que é incontornável. Caramba, e logo a ele que se esperava poder cair como uma luva!!Vamos esperar por domingo para ver se alguns se livram dos narizes de Palhaço... Boa sorte para todos os Palhaços!

Leonor

Madrid em imagens


domingo, setembro 20, 2009

Mensagens curtas, endereçadas

"Também eu tenho vontade de te dar um abraço forte. Aliás, nesta altura estou a precisar muito disso."

José Cadima

Abdicar do que não temos

Amigos e todos quantos dizem que me querem bem,
olhem para mim, olhos nos olhos,
e digam-me friamente:
que querem de mim?
Digam-me o que querem que eu demonstre,
que devo fazer para ser melhor,
que querem que faça por vós.
Querem que abdique de quê?
Pois, bem me parecia…
Não posso abdicar de algo que não tenho,
algo como a felicidade.

José Pedro Cadima

sábado, setembro 19, 2009

Agora...

Cá estou por Leiria. Já fiz o que me trouxe a esta terra. A minha deslocação não era suposto ter significado especial. O único problema que tenho nesta altura é que não tenho nada mais para fazer aqui, isto é, agora resta-me aguardar pela hora de voltar a Braga.
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José Cadima

quinta-feira, setembro 17, 2009

Fantasma

Vamos dar as mãos!
Vejo,
escondido na noite,
um fantasma
que desaparece
por baixo de candeeiros
com formas humanas.

José Pedro Cadima

terça-feira, setembro 15, 2009

À chuva

Sempre a meu lado,
vais à chuva,
sempre à chuva!

E eu, pelo guarda-chuva
coberto e liberto
e, no entanto, preocupado.
Porque vais à chuva?

José Pedro Cadima

segunda-feira, setembro 14, 2009

Não sou dos que...

Não sou dos que, chegado Agosto, vai a correr fazer as malas e ruma ao Algarve. Em vez disso, aproveito para fazer as tarefas que ficaram para trás e correr menos. Assim, estou seguro de iniciar o ano funcional seguinte com a agenda em dia. Assim fazendo, liberto-me de filas de trânsito, de filas de gente nos restaurantes, de serviços de restauração de má qualidade e de muita outra confusão. Com mais tempo, posso olhar para o que vai ocorrendo e, mesmo, retornar a documentos que vou arquivando para memória futura.
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J. Cadima Ribeiro

sábado, setembro 12, 2009

O passo seguinte

Não é por caminharmos
que se dá a nossa evolução.

É porque imaginamos
o passo seguinte.

Sentir medo
mas sentir-lhe o apelo.

Evoluímos
para poder dá-lo!

José Pedro Cadima