O orgulho de te ver
A tentar mudar o mundo
A tentar escalar montanhas
A tentar dobrar Cabos de alguma Esperança
A tentar mudar o ser humano
A tentar fazê-lo ser humano
A tentar jogar frontal e directo
A tentar ser honesto
A tentar jogar certo
A tentar ajudar os outros a crescer
A tentar libertar os outros
Fazes ideia do orgulho que tenho por tentares?
Acredito que não.
Sou apenas uma pequerrucha…
C.P.
Imagina só poderes ver os meus sonhos no meu reflexo. "Jornal de Parede" de José Pedro Cadima e de José Cadima
sábado, fevereiro 28, 2009
terça-feira, fevereiro 24, 2009
“O gato e o sapato”
“Devo confessar a perplexidade que me assiste ao constatar a facilidade com que algumas pessoas, de um momento para o outro, abdicam de metas por que lutaram durante décadas ou aceitam que se chame sapato ao gato.
Talvez seja ingenuidade minha mas continuo a acreditar que há coisas e princípios de que não se abre mão por dinheiro nenhum, isto é, não têm preço. Dantes, ia-se mesmo mais longe e era usual dizer-se que havia «coisas» que não se emprestavam: por exemplo, a mulher e o carro. Temos no entanto que consentir que os tempos são outros.
Vem tudo isto a propósito, como certamente já terão alcançado, do abuso de linguagem que por aí vai, que tem expressão acabada no chamado Plano de Desenvolvimento Regional 1994/99.
Então não é que alguém, não sei se ministro ou secretário de estado, resolveu chamar «Plano de Desenvolvimento Regional» a um documento de planeamento que: primeiro, de quatro objectivos específicos que consagra, só um comporta intervenções territorializadas; segundo, e decorrente dos muitos milhões de ECUs que consigna, reserva uma percentagem de cerca de 20% para a correcção dos desequilíbrios existentes no território nacional; terceiro e último, tem na Expo 98 lisboeta um dos seus projectos estruturantes (e, obviamente, um soberbo sorvedor de recursos financeiros).
Incrível, não acham?! Diria mais: quase tão incrível quanto a falta de interesse ou percepção com que isso passou junto da opinião pública, e dos próprios actores sociais e políticos. Que eu saiba, com a honrosa excepção de um professor universitário de Évora (mal intencionado?) e de meia dúzia de presidentes de Câmara, ninguém mais reparou nisso ou lhe concedeu qualquer atenção.
Para sossegar os leitores, devo informar que o professor universitário em questão teve o destino que merecia em razão da ousadia: a comunicação em que cometia a heresia foi ignorada, por um lado; além disso, de seguida foi designado vice-reitor da referida universidade, como único meio de expiar o pecado. Relativamente aos autarcas não vale a pena falar; no final, eles são também participantes do mesmo jogo político e, portanto, não lhes faltará oportunidade para se pagarem na mesma moeda.
E sabem que mais? Tenho para mim como mais incrível ainda que ministros, secretários de estado e o próprio primeiro-ministro consigam referir-se ao «PDR» nas suas deambulações pelo Alto Minho, Trás-os-Montes, Beira Interior e Alentejo, enaltecendo as virtualidades redentoras dos meios financeiros que consagra, sem que, a meio do discurso, desatem a rir a “bandeiras despregadas”.
Parolos! Que bem nos achamos na figura de parolos.”
J.C.
Talvez seja ingenuidade minha mas continuo a acreditar que há coisas e princípios de que não se abre mão por dinheiro nenhum, isto é, não têm preço. Dantes, ia-se mesmo mais longe e era usual dizer-se que havia «coisas» que não se emprestavam: por exemplo, a mulher e o carro. Temos no entanto que consentir que os tempos são outros.
Vem tudo isto a propósito, como certamente já terão alcançado, do abuso de linguagem que por aí vai, que tem expressão acabada no chamado Plano de Desenvolvimento Regional 1994/99.
Então não é que alguém, não sei se ministro ou secretário de estado, resolveu chamar «Plano de Desenvolvimento Regional» a um documento de planeamento que: primeiro, de quatro objectivos específicos que consagra, só um comporta intervenções territorializadas; segundo, e decorrente dos muitos milhões de ECUs que consigna, reserva uma percentagem de cerca de 20% para a correcção dos desequilíbrios existentes no território nacional; terceiro e último, tem na Expo 98 lisboeta um dos seus projectos estruturantes (e, obviamente, um soberbo sorvedor de recursos financeiros).
Incrível, não acham?! Diria mais: quase tão incrível quanto a falta de interesse ou percepção com que isso passou junto da opinião pública, e dos próprios actores sociais e políticos. Que eu saiba, com a honrosa excepção de um professor universitário de Évora (mal intencionado?) e de meia dúzia de presidentes de Câmara, ninguém mais reparou nisso ou lhe concedeu qualquer atenção.
Para sossegar os leitores, devo informar que o professor universitário em questão teve o destino que merecia em razão da ousadia: a comunicação em que cometia a heresia foi ignorada, por um lado; além disso, de seguida foi designado vice-reitor da referida universidade, como único meio de expiar o pecado. Relativamente aos autarcas não vale a pena falar; no final, eles são também participantes do mesmo jogo político e, portanto, não lhes faltará oportunidade para se pagarem na mesma moeda.
E sabem que mais? Tenho para mim como mais incrível ainda que ministros, secretários de estado e o próprio primeiro-ministro consigam referir-se ao «PDR» nas suas deambulações pelo Alto Minho, Trás-os-Montes, Beira Interior e Alentejo, enaltecendo as virtualidades redentoras dos meios financeiros que consagra, sem que, a meio do discurso, desatem a rir a “bandeiras despregadas”.
Parolos! Que bem nos achamos na figura de parolos.”
J.C.
(reprodução integral de crónica do autor identificado publicada no jornal Notícias do Minho de 94/12/17, em coluna regular genericamente intitulada “Crónicas de Maldizer”)
sábado, fevereiro 21, 2009
Minha Querida Helena
“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento, mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem” (B. B.). Sendo assim embora, tenho que agradecer a benevolência com que apreciaste os breves momentos que passámos juntos e pedir-te desculpa por te ter tratado de forma tão rude.
Fico muito desconfortável quando alguém penetra no meu mundo e ainda mais quando, simultaneamente, pressinto “estranhos” a tentar cercar-me. Nessas circunstâncias, sou obrigado a pôr armadura e a rechaçar quem quer que se aproxime. Tu foste vítima disso. Pode ser que numa próxima vez tenhas mais sorte. Não posso dizer-te mais nada, isto é, não sou capaz de garantir-te que isso não volte a acontecer.
Fazes-me falta, é certo. Disso te falei já noutra ocasião. Também te dizia que é da minha natureza sentir falta de quem me faz sorrir. Não te disse, no entanto, que a natureza sou eu e tu sabes quanto a natureza é caprichosa e injusta, porque lhe escapa o sentido comum de justiça.
Sinto falta de ti, mas, amiúde, não deixo de perceber-te como uma ameaça. Ameaça-me a incerteza de ser teu porto seguro ou, melhor, a certeza de saber que nos mares por onde navego raramente há águas calmas e se, com engenho, algumas vezes, a pulso, na maior parte dos casos, vou conseguindo manter o barco à tona da água, receio que o teu peso altere este frágil equilíbrio que me permite marear.
Fazes-me falta sobretudo nestes dias amargos. As tuas ausências ocupam-me o pensamento e, no entanto, não me deixo convencer que não sejas uma ameaça ao meu mundo. Balanço entre baixar defesas e deixar-te entrar ou manter-me em estado de alerta, protegido por muralhas que nem tu saberás galgar.
Querida Helena, perdoa-me por, nestes breves momentos que passámos juntos, não ter sido capaz de deixar de ser natureza para ser tão só o amor que anseias ter, suave e doce.
Um beijo muito grande,
José Cadima
Fico muito desconfortável quando alguém penetra no meu mundo e ainda mais quando, simultaneamente, pressinto “estranhos” a tentar cercar-me. Nessas circunstâncias, sou obrigado a pôr armadura e a rechaçar quem quer que se aproxime. Tu foste vítima disso. Pode ser que numa próxima vez tenhas mais sorte. Não posso dizer-te mais nada, isto é, não sou capaz de garantir-te que isso não volte a acontecer.
Fazes-me falta, é certo. Disso te falei já noutra ocasião. Também te dizia que é da minha natureza sentir falta de quem me faz sorrir. Não te disse, no entanto, que a natureza sou eu e tu sabes quanto a natureza é caprichosa e injusta, porque lhe escapa o sentido comum de justiça.
Sinto falta de ti, mas, amiúde, não deixo de perceber-te como uma ameaça. Ameaça-me a incerteza de ser teu porto seguro ou, melhor, a certeza de saber que nos mares por onde navego raramente há águas calmas e se, com engenho, algumas vezes, a pulso, na maior parte dos casos, vou conseguindo manter o barco à tona da água, receio que o teu peso altere este frágil equilíbrio que me permite marear.
Fazes-me falta sobretudo nestes dias amargos. As tuas ausências ocupam-me o pensamento e, no entanto, não me deixo convencer que não sejas uma ameaça ao meu mundo. Balanço entre baixar defesas e deixar-te entrar ou manter-me em estado de alerta, protegido por muralhas que nem tu saberás galgar.
Querida Helena, perdoa-me por, nestes breves momentos que passámos juntos, não ter sido capaz de deixar de ser natureza para ser tão só o amor que anseias ter, suave e doce.
Um beijo muito grande,
José Cadima
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
Que é amar?
É sentir esta vontade de correr para ti
Correr e correr sem parar
Fazeres-me rir
Fazer-te sorrir
Baloiçar-me
Baloiçar-te
Fazer Dlim, Dlão
Esquecendo o mundo lá fora
Fazer versos apenas para ti
Senti-los e alimentá-los
Sentir de forma intensa os teus Xi-Corações
Que nunca tive antes
Permitires que me revele
Que seja eu própria, finalmente
Mimares-me
Mimar-te
Ter a certeza de que te vou amar até ao fim
C.P.
Correr e correr sem parar
Fazeres-me rir
Fazer-te sorrir
Baloiçar-me
Baloiçar-te
Fazer Dlim, Dlão
Esquecendo o mundo lá fora
Fazer versos apenas para ti
Senti-los e alimentá-los
Sentir de forma intensa os teus Xi-Corações
Que nunca tive antes
Permitires que me revele
Que seja eu própria, finalmente
Mimares-me
Mimar-te
Ter a certeza de que te vou amar até ao fim
C.P.
sábado, fevereiro 14, 2009
Falta de ti
Fazes-me falta.
Fazes-me muito falta,
e não é por ser dia de namorados.
É, antes, porque é da minha natureza
sentir falta de quem me faz sorrir,
de quem me faz sentir relevante,
num tempo de datas e gestos gratuitos.
É bom sentirmo-nos desejados.
Sinto falta de ti,
amor de anos tardios,
quando o amor parecia
não estar mais ao meu alcance.
Fazes-me falta sobretudo nestes dias amargos,
em que a tua ausência sofrida
te torna mais presente no meu pensamento.
Fico a desejar que amanhã queira dizer regresso.
Fico a ansiar que as circunstâncias infelizes
que te mantiveram longe, nestes dias sofridos,
sejam apenas tempo de espera de dias risonhos.
Sinto falta de ti,
uma desesperante falta de ti.
José Cadima
Fazes-me muito falta,
e não é por ser dia de namorados.
É, antes, porque é da minha natureza
sentir falta de quem me faz sorrir,
de quem me faz sentir relevante,
num tempo de datas e gestos gratuitos.
É bom sentirmo-nos desejados.
Sinto falta de ti,
amor de anos tardios,
quando o amor parecia
não estar mais ao meu alcance.
Fazes-me falta sobretudo nestes dias amargos,
em que a tua ausência sofrida
te torna mais presente no meu pensamento.
Fico a desejar que amanhã queira dizer regresso.
Fico a ansiar que as circunstâncias infelizes
que te mantiveram longe, nestes dias sofridos,
sejam apenas tempo de espera de dias risonhos.
Sinto falta de ti,
uma desesperante falta de ti.
José Cadima
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Beijar-te
Era capaz de beijar o teu corpo todo,
e depois voltar a fazê-lo.
Era capaz de te olhar nos olhos,
e contemplar a beleza que deles irradia,
durante horas.
Era capaz de te abraçar,
e sonhar que esse momento durasse para
sempre…
José Pedro Cadima
(poema extraído de "Sonhos a Um espelho", Papiro Editora, Lisboa, 2009 - conferir data de lançamento público na mensagem imediatamente abaixo)
e depois voltar a fazê-lo.
Era capaz de te olhar nos olhos,
e contemplar a beleza que deles irradia,
durante horas.
Era capaz de te abraçar,
e sonhar que esse momento durasse para
sempre…
José Pedro Cadima
(poema extraído de "Sonhos a Um espelho", Papiro Editora, Lisboa, 2009 - conferir data de lançamento público na mensagem imediatamente abaixo)
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Sonhos a Um Espelho

O autor José Pedro Cadima e a Papiro Editora têm o prazer de convidar V. Exa. a estar presente no lançamento promocional do livro Sonhos a Um Espelho, que terá lugar no dia 14 de Março de 2009, pelas 16 horas na Fnac Braga Parque.
Papiro Editora
Lisboa
Rua Virgílio Martinho nº3 D escritório F 1600-821 Lisboa
t 218 931 620 * f 218 931 629 * infolisboapapiroeditora.com
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Passar a Ponte
Foi há cerca de oito meses
Que uma ponte te quis lançar
Não sabias na altura
Que ta queria entregar
Para passares
Sem perigo de baloiçares
Eras então um grande desafio
Ainda bem que o abracei
Pois sei que o serás para todo o sempre
Hoje como então
Continuo a sentir-te a todo o instante
Mas já sem agonia constante
Alegria sinto
Sempre que estou contigo
Mas continuo a perguntar-me
Como posso merecer um homem assim?
C. P.
Que uma ponte te quis lançar
Não sabias na altura
Que ta queria entregar
Para passares
Sem perigo de baloiçares
Eras então um grande desafio
Ainda bem que o abracei
Pois sei que o serás para todo o sempre
Hoje como então
Continuo a sentir-te a todo o instante
Mas já sem agonia constante
Alegria sinto
Sempre que estou contigo
Mas continuo a perguntar-me
Como posso merecer um homem assim?
C. P.
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Minha Querida Helena
Pese o carinho com que me tratas, pese as palavras doces que me diriges, sinto em ti alguma amargura quando reclamas da forma como te trato. Reclamas que me escuso a usar a palavra amor. Queixas-te de que o amor que me dedicas é maior que aquele com que te (não) correspondo.
Desculpa que questione esse teu modo de pensar o amor. Para mim, o amor não é coisa de palavras ou, pelo menos, de grandes declarações, até porque facilmente tropeço nelas; sobretudo se de palavras ditas se trata. A palavra escrita já me dá mais conforto e, por isso, nela me refugio amiúde, como faço agora. O amor, minha querida Helena, é para mim uma coisa do domínio exclusivo das emoções, das emoções fortes, digo, tal qual a raiva, o desprezo, a recusa assumida de algo que me é imposto. O amor, sinto-o bem vivo, aos pulos, quando te acolho nos meus braços, quando te aperto contra mim, querendo tornar esse abraço mais forte mas receando, ao mesmo tempo, esmagar-te. Sim, isso é amor mesmo, mesmo se fico no limiar de te magoar fisicamente.
Aceito, amor meu, que te exprimas de forma distinta da minha. Aceita, por seu turno, que eu me exprima à minha maneira. Não sei ser senão à minha maneira, mesmo quando isso é razão de desconforto para outros e, nessa medida, para mim. Não sei ser de outra maneira… Não sei e, confesso-te, também já não quero.
No passado, cheguei, amiúde, a encarar teatralizar os meus gestos, as minhas palavras. Conclui logo que não tinha jeito para o teatro. Aparte isso, a minha vida tinha já drama suficiente. Pena tenho que me tenha feito amargo em expressão desse drama. Se me tivesse sido possível escolher, teria preferido vestir o fato do actor de comédia, sem me tornar comediante.
Não sei ser diferente do que sou. Percebendo-o, talvez consigas que fiquem menos amargas as minhas palavras e pensamentos. Sonho que sim. Sonho que sim, como sonho contigo, meu amor.
Recebe um xicoração muito grande,
José Cadima
Desculpa que questione esse teu modo de pensar o amor. Para mim, o amor não é coisa de palavras ou, pelo menos, de grandes declarações, até porque facilmente tropeço nelas; sobretudo se de palavras ditas se trata. A palavra escrita já me dá mais conforto e, por isso, nela me refugio amiúde, como faço agora. O amor, minha querida Helena, é para mim uma coisa do domínio exclusivo das emoções, das emoções fortes, digo, tal qual a raiva, o desprezo, a recusa assumida de algo que me é imposto. O amor, sinto-o bem vivo, aos pulos, quando te acolho nos meus braços, quando te aperto contra mim, querendo tornar esse abraço mais forte mas receando, ao mesmo tempo, esmagar-te. Sim, isso é amor mesmo, mesmo se fico no limiar de te magoar fisicamente.
Aceito, amor meu, que te exprimas de forma distinta da minha. Aceita, por seu turno, que eu me exprima à minha maneira. Não sei ser senão à minha maneira, mesmo quando isso é razão de desconforto para outros e, nessa medida, para mim. Não sei ser de outra maneira… Não sei e, confesso-te, também já não quero.
No passado, cheguei, amiúde, a encarar teatralizar os meus gestos, as minhas palavras. Conclui logo que não tinha jeito para o teatro. Aparte isso, a minha vida tinha já drama suficiente. Pena tenho que me tenha feito amargo em expressão desse drama. Se me tivesse sido possível escolher, teria preferido vestir o fato do actor de comédia, sem me tornar comediante.
Não sei ser diferente do que sou. Percebendo-o, talvez consigas que fiquem menos amargas as minhas palavras e pensamentos. Sonho que sim. Sonho que sim, como sonho contigo, meu amor.
Recebe um xicoração muito grande,
José Cadima
terça-feira, fevereiro 03, 2009
"A dinâmica económica internacional pode ser vista como a maior de todas as olimpíadas"
"A dinâmica económica internacional pode ser vista como a maior de todas as olimpíadas, isto é, uma enorme competição.
Para sustentar a ideia de competição basta procurar alguns indicadores económicos e perceber que todos os anos há uma enorme corrida onde todos os países são pontuados com melhores ou piores classificações. Qualquer competidor quer, obviamente, o ouro, mas dificilmente se verá Portugal, como candidato, receber o diploma de participação, quanto mais uma verdadeira medalha."
José Pedro Cadima
*
(excerto de artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, integralmente reproduzido em Economia Portuguesa, sob o título Guia para a competição)
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Mensagens curtas, endereçadas
Obrigado pelo esforço que fizeste para dar encaminhamento atempado à nossa encomenda.
Imaginei que gostasses de ler o texto. É um texto para descontrair. Gostava de ter tempo e espírito para retomar aquele tipo de trabalho. O J.C. tem entretanto andado perdido por aí e não sei se alguma vez mais o reencontrarei.
José Cadima
José Cadima
sexta-feira, janeiro 30, 2009
“Quando eu for grande”
“O meu sonho, quando for grande, é ser analista político. Não é o máximo? Vou também ter o meu clube de «fans» e receber imensas cartas e postais ilustrados. Só não decidi ainda se vou morar na Quinta da Marinha ou em Cascais. A seu tempo se verá.
É um trabalho bem árduo o de «fazedor de opinião» e que deixa muito pouco tempo livre para outros trabalhos menos nobres, mas o paizinho acha que é muito gratificante e, além disso, permite-nos dar notas aos políticos, ao Mário Soares, ao Guterres, ao Nogueira, ao Joãozinho, ao Fernandinho e à Sónia, e aos outros todos. Depois é que eles vão ver: não hei-de ser como o Marcelo que usa uma escala que começa em 15 e acaba em 18 (só para os amigos do peito).
Já comecei a treinar-me: o paizinho inscreveu-me no «karaté», onde a gente aprende a gritar forte, e, sempre que posso, vou com a mãe ao mercado do peixe e das hortaliças. A mãe não fica muito entusiasmada com a minha companhia por causa, como diz, da língua porca que lá se usa; mas eu já lhe fiz ver que quanto mais cedo eu começar a minha aprendizagem política mais hipóteses tenho de fazer figura na televisão. Só espero que na altura ainda se faça o «Flash Back», para eu poder substituir o Pacheco Pereira ou o Magalhães. Adoro aquela confusão, com todos a falarem ao mesmo tempo.
É gente muito sábia aquela, não acham? Não há nada que lhes escape: a retoma económica, as polícias, as escapadelas do Felisberto, a política de defesa baixa do Fernando, eu sei lá que mais. O que me deixa pouco à-vontade é aquela mania dos livros, do Marcelo. Porque raio é que o tipo acha que tem que meter livros na política?! Se os outros se lembram do imitar lá estou eu tramado também, e tenho que reduzir a dose diária de televisão. A não ser que eu constitua um escritório de fazedores de opinião política, e ponha os outros a lerem os livros. É uma ideia…
Há uma coisa que me preocupa no imediato: em que partido devo eu inscrever-me? Com a confusão que aí vai desde que o Cavaco se pôs ao fresco, a gente não sabe para quem é que há-de virar-se e, francamente, como é que se pode fazer análise política isenta quando não se sabe de que lado é que se deve estar?! Felizmente, sou ainda pequeno e posso esperar que a situação política se clarifique.”
J.C.
É um trabalho bem árduo o de «fazedor de opinião» e que deixa muito pouco tempo livre para outros trabalhos menos nobres, mas o paizinho acha que é muito gratificante e, além disso, permite-nos dar notas aos políticos, ao Mário Soares, ao Guterres, ao Nogueira, ao Joãozinho, ao Fernandinho e à Sónia, e aos outros todos. Depois é que eles vão ver: não hei-de ser como o Marcelo que usa uma escala que começa em 15 e acaba em 18 (só para os amigos do peito).
Já comecei a treinar-me: o paizinho inscreveu-me no «karaté», onde a gente aprende a gritar forte, e, sempre que posso, vou com a mãe ao mercado do peixe e das hortaliças. A mãe não fica muito entusiasmada com a minha companhia por causa, como diz, da língua porca que lá se usa; mas eu já lhe fiz ver que quanto mais cedo eu começar a minha aprendizagem política mais hipóteses tenho de fazer figura na televisão. Só espero que na altura ainda se faça o «Flash Back», para eu poder substituir o Pacheco Pereira ou o Magalhães. Adoro aquela confusão, com todos a falarem ao mesmo tempo.
É gente muito sábia aquela, não acham? Não há nada que lhes escape: a retoma económica, as polícias, as escapadelas do Felisberto, a política de defesa baixa do Fernando, eu sei lá que mais. O que me deixa pouco à-vontade é aquela mania dos livros, do Marcelo. Porque raio é que o tipo acha que tem que meter livros na política?! Se os outros se lembram do imitar lá estou eu tramado também, e tenho que reduzir a dose diária de televisão. A não ser que eu constitua um escritório de fazedores de opinião política, e ponha os outros a lerem os livros. É uma ideia…
Há uma coisa que me preocupa no imediato: em que partido devo eu inscrever-me? Com a confusão que aí vai desde que o Cavaco se pôs ao fresco, a gente não sabe para quem é que há-de virar-se e, francamente, como é que se pode fazer análise política isenta quando não se sabe de que lado é que se deve estar?! Felizmente, sou ainda pequeno e posso esperar que a situação política se clarifique.”
J.C.
(reprodução integral de crónica do autor identificado publicada no jornal Notícias do Minho de 95/05/06, em coluna regular genericamente intitulada “Crónicas de Maldizer”)
quarta-feira, janeiro 28, 2009
Sonhos a Um Espelho
O autor José Pedro Cadima e a Papiro Editora têm o prazer de convidar V. Exa. a estar presente no lançamento promocional do livro Sonhos a Um Espelho, que terá lugar no dia 14 de Março de 2009, pelas 16 horas na Fnac Braga Parque.
Papiro Editora
Lisboa
Rua Virgílio Martinho nº3 D escritório F 1600-821 Lisboa
t 218 931 620 f 218 931 629 e infolisboapapiroeditora.com
Papiro Editora
Lisboa
Rua Virgílio Martinho nº3 D escritório F 1600-821 Lisboa
t 218 931 620 f 218 931 629 e infolisboapapiroeditora.com
domingo, janeiro 25, 2009
“A arte de tapar o sol com uma peneira”
“Morreu recentemente um professor universitário e economista português por quem nutria simpatia. Não uma simpatia forjada no convívio pessoal ou na afinidade ideológica mas, antes, pelo culto da irreverência e da incomodidade que ele sempre soube manter.
Morreu vítima de atropelamento, não estando confirmado que tenha sido a mando do Prof. Cavaco Silva, seu colega de Faculdade, e alvo preferencial das crónicas de crítica económica que fez publicar durante os últimos anos.
Soube já depois da sua morte que fora militante do PPD, senão mesmo sócio fundador. A confirmar-se essa circunstância mais relevada sai a sua memória num tempo em que na Universidade sobressai o culto do cinzentismo e da mediocridade.
Da derradeira conferência do Prof. Alfredo Sousa a que assisti recordo uma frase que dá bem conta da forma como estava na vida e na política.
Estava-se então em 1993. Haviam-se esgotado os fundos postos ao dispor de Portugal pela Comunidade Europeia no âmbito do Quadro Comunitário de Apoio 1989/93, e o Governo não cessava de publicitar o lançamento de novos programas de apoio a que chamava «pacotes». A dado passo da sua intervenção, o Prof. Alfredo Sousa reportar-se-ia a estas políticas nos termos seguintes: «os pacotes, que como sabem são conjuntos vazios…». A plateia rompeu em riso aberto.
Antes e depois, por múltiplas ocasiões, teve o citado economista oportunidade de reclamar doutras políticas do Prof. Cavaco que, similarmente, não passavam de tentativas de tapar o sol com a peneira, como é uso dizer-se. Terá sido pouco ouvido ou, melhor, pouco lido, o que também não espanta: os jornais têm cada vez menos leitores e o Prof. Cavaco faz questão que se saiba que, pela sua parte, não despende mais de 10 minutos (ou serão cinco?) do seu tempo diário com a leitura da imprensa.
Talvez seja por isso que o Primeiro-Ministro está em via de completar o seu décimo ano à frente do Governo do país. E talvez seja por ter compreendido isso que tem nomeado para o Ministério da Educação quem tem nomeado.
A dúvida maior que me assiste, entretanto, reside em saber se é o mesmo propósito que o move no projectado regresso à Universidade.
Os desígnios de «Deus» são verdadeiramente insondáveis.”
J.C.
Morreu vítima de atropelamento, não estando confirmado que tenha sido a mando do Prof. Cavaco Silva, seu colega de Faculdade, e alvo preferencial das crónicas de crítica económica que fez publicar durante os últimos anos.
Soube já depois da sua morte que fora militante do PPD, senão mesmo sócio fundador. A confirmar-se essa circunstância mais relevada sai a sua memória num tempo em que na Universidade sobressai o culto do cinzentismo e da mediocridade.
Da derradeira conferência do Prof. Alfredo Sousa a que assisti recordo uma frase que dá bem conta da forma como estava na vida e na política.
Estava-se então em 1993. Haviam-se esgotado os fundos postos ao dispor de Portugal pela Comunidade Europeia no âmbito do Quadro Comunitário de Apoio 1989/93, e o Governo não cessava de publicitar o lançamento de novos programas de apoio a que chamava «pacotes». A dado passo da sua intervenção, o Prof. Alfredo Sousa reportar-se-ia a estas políticas nos termos seguintes: «os pacotes, que como sabem são conjuntos vazios…». A plateia rompeu em riso aberto.
Antes e depois, por múltiplas ocasiões, teve o citado economista oportunidade de reclamar doutras políticas do Prof. Cavaco que, similarmente, não passavam de tentativas de tapar o sol com a peneira, como é uso dizer-se. Terá sido pouco ouvido ou, melhor, pouco lido, o que também não espanta: os jornais têm cada vez menos leitores e o Prof. Cavaco faz questão que se saiba que, pela sua parte, não despende mais de 10 minutos (ou serão cinco?) do seu tempo diário com a leitura da imprensa.
Talvez seja por isso que o Primeiro-Ministro está em via de completar o seu décimo ano à frente do Governo do país. E talvez seja por ter compreendido isso que tem nomeado para o Ministério da Educação quem tem nomeado.
A dúvida maior que me assiste, entretanto, reside em saber se é o mesmo propósito que o move no projectado regresso à Universidade.
Os desígnios de «Deus» são verdadeiramente insondáveis.”
J.C.
(reprodução integral de crónica do autor identificado publicada no jornal Notícias do Minho de 94/12/03, em coluna regular genericamente intitulada “Crónicas de Maldizer”)
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Mensagens curtas, endereçadas
Num dia "dificil", é sempre bom ter quem nos faça chegar um ombro amigo ou um beijo. Obrigado por isso.
.
José Cadima
segunda-feira, janeiro 19, 2009
És a minha luz
És a minha luz
A que surge atrás do sopro
Que já foi tímida na minha vida
Agora tem força fogosa
Que luz tão luminosa
Que me ajuda a distinguir
O Amar e Ser Amada
Mais do que um fado
Aumenta a minha paixão
Pela vida, por ti
E ilumina o meu coração
Apaixona-me essa luz
Será apenas fruto da minha imaginação?
C.P.
A que surge atrás do sopro
Que já foi tímida na minha vida
Agora tem força fogosa
Que luz tão luminosa
Que me ajuda a distinguir
O Amar e Ser Amada
Mais do que um fado
Aumenta a minha paixão
Pela vida, por ti
E ilumina o meu coração
Apaixona-me essa luz
Será apenas fruto da minha imaginação?
C.P.
sábado, janeiro 17, 2009
Luz…
Luz da minha paixão,
desce do céu,
vem iluminar meu coração,
sufoca-me com beijos,
enche-me de desejos.
Ah luz como és bela!
Quão reconfortante é olhar para ti.
Apetece-me abraçar-te, beijar-te,
deixar-te penetrar meu coração.
Não sei, no entanto, se não me cegarias
de ilusão.
José Pedro Cadima
desce do céu,
vem iluminar meu coração,
sufoca-me com beijos,
enche-me de desejos.
Ah luz como és bela!
Quão reconfortante é olhar para ti.
Apetece-me abraçar-te, beijar-te,
deixar-te penetrar meu coração.
Não sei, no entanto, se não me cegarias
de ilusão.
José Pedro Cadima
(texto retirado do livro "Sonhos a Um Espelho", com lançamento agendado para o dia 14 de Março pf., pelas 16,00 horas, na FNAC de Braga, Braga Parque; edição de Papiro Editora, Lisboa)
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Lançamento do livro "Sonhos a Um Espelho"
Agendado o lançamento do livro "Sonhos a Um Espelho",
de José Pedro Cadima,
Papiro Editora,
Lisboa, 2009:
FNAC BRAGA,
Braga Parque:
dia 14 de Março, às 16h00.
de José Pedro Cadima,
Papiro Editora,
Lisboa, 2009:
FNAC BRAGA,
Braga Parque:
dia 14 de Março, às 16h00.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Mensagens curtas, endereçadas
Que os homens amam, não está em causa. Vê o meu caso. Isso não quer dizer que o amor lhes traga grande felicidade.
Relativamente ao brilho nos olhos, encontraste a justificação mais óbvia, se bem que me faça confusão a hipótese de te dar um xicoração com óculos pelo meio. Num xicoração autêntico não há espaço para interpor rigorosamente seja o que for entre os dois.
Uma guerra entre os dois? De modo algum. Eu sou pacífico por natureza. Além disso, acho-te uma doçura, uma doçura tamanha que me confunde e que me obriga a defender-me dentro dos limites daquilo que posso.
Um xicoração,
José Cadima
Relativamente ao brilho nos olhos, encontraste a justificação mais óbvia, se bem que me faça confusão a hipótese de te dar um xicoração com óculos pelo meio. Num xicoração autêntico não há espaço para interpor rigorosamente seja o que for entre os dois.
Uma guerra entre os dois? De modo algum. Eu sou pacífico por natureza. Além disso, acho-te uma doçura, uma doçura tamanha que me confunde e que me obriga a defender-me dentro dos limites daquilo que posso.
Um xicoração,
José Cadima
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