domingo, agosto 24, 2008

Cartas de Amor ou quase

Conseguiste distorcer tudo quanto eu disse.
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Não te incomodo mais. Sei que estás cheia de trabalho, e o tempo que perdeste comigo ontem não te ajudou nada.
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Dar-me-ás notícias oportunamente, se te sobrarem uns minutos para me dares alguma atenção.
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Havemos de arranjar alguma coisa, no pressuposto que não te percas de amores pelos lugares para onde vais.

José Cadima

sexta-feira, agosto 22, 2008

A Janela

Há dias em que a janela tenta falar de mim às pessoas que não conheço. Tem vontade de me dar a conhecer. Tem vontade de contar meus segredos a toda gente. Nas ruas da vizinhança, ela fala e tenta não se calar. Tim-tim por tim, conta que esta manhã me ajoelhei perante mim mesmo, ao tropeçar nas escadas. Já dizia eu a mim mesmo: “Um dia cairei para me ajoelhar em frente de algo que todos os dias piso”.
Certo dia, ouvi a janela gritar. Queria contar ao senhor coelho que lá fora passava que eu queria ir atrás dele para o matar. Não podia ser assim! O homem, enquanto caçador, tem que matar para comer. O coelho tem que morrer para que eu possa dizer que comi.
Tranquei-me cá dentro, engendrando modo de a fazer calar. Se a via aberta, fechava-lhe a boca. Lá para fora não diria mais nada. Mas não era isso que a calava: os vidros partiram, como que lábios a rasgar, e a janela falava, falava. Nada a calava.
- Oh janela, cala-te! - dizia eu transtornado – Não contes mais a minha vida aos senhores que moram aqui ao lado.
Já todos sabiam quem eu era na rua; não bastava que soubessem quem eu era em casa. Já todos sabiam onde vivia; não bastava sabê-lo eu. Talvez um dia, bêbado e sem encontrar meu caminho, isso me possa ajudar. A quem enganava eu? Bêbado, sei melhor o caminho para casa. Sempre a direito e contornando as curvas, nunca me engano.
– Mas janela, oh minha janela, cala-te! – Não se calava. Pedi um tempo de silêncio. Não o respeitou… Cada dia que passava, mais as pessoas para mim apontavam. Comentavam umas com as outras quando saia, quando entrava… Perseguiam-me, verdadeiramente. Sei que sim, que sabiam meus segredos, meus fracassos. A janela contara tudo, até o chichi que fizera na cama, em criança. E eles, eles que me perseguiam, usariam isso para me assustar, para me corromper, para me atacar. Estava criada a oportunidade de me chantagearem!
Fartei-me da janela. Não se calava… Metia-me medo, agora mais que nunca. O que iria ela dizer-me a mim? A mim, digo, não aos outros. Os outros, sabia eu que já sabiam tudo. Os outros, sabia eu que me iriam fazer sofrer e destruir. Tinha medo do que a janela me diria. Tinha tanto medo… Poderia ela saber quando eu morreria?
Um dia, sem sequer a fechar, comprei tijolos e cimento e, a bem ou a mal, fechei-a para que se calasse de vez. Achei-me protegido.
- Agora, já não falas. Nada mais lhes dirás! Não lhes poderás dizer que fui para longe. Ficarei a salvo, sabes!? A salvo! Apenas mais esta noite dormirei em casa e, para entrarem, teriam que fazer tanto barulho que me mataria primeiro. Teriam que destruir este muro para aqui entrar.
*
De noite choveu. O vento era tanto… A janela batia. Batia com tanta força… Imaginando-os lá fora, aos outros, aos seus horrores, o homem da janela ficou com tanto medo que agarrou numa caçadeira que tinha, meteu-lhe cartuchos e disparou.

José Pedro Cadima

terça-feira, agosto 19, 2008

Descreve o amor (memória)

– Escreve uma composição descrevendo o amor!
– Não sei!
– Tens que saber!
– Já por mais de mil vezes tentei e nunca o consegui.
Em todos os livros procurei e não achei o significado.
Se não existe definição como posso eu descrevê-lo?
De todas as maneiras como foi descrito o amor
aquela que melhor interpreta o que sinto é a dor.

José Pedro Cadima

segunda-feira, agosto 18, 2008

Sinto-te (Estás longe)

Tão presente te sinto
E tão longe estás… apenas de mim…
Quero sentir-te perto
Perto de mim…
Revelar-te que Te Amo
Que és Tu
Quem eu quero
E Amo

C.P.

sábado, agosto 16, 2008

Cartas de Amor ou quase

Sublinho: se tens coisas por fazer, dá-lhes prioridade. Eu ficarei sempre para uma 3ª ordem de prioridades. Não levarei a mal.
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Essa é matéria para ser tratada pessoalmente, de preferência, para que tudo resulte muito bem esclarecido.
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Se achares que não me deves falar mais, aceitarei. Ficarei triste mas aceitarei. Dir-me-ás o que entenderes ou não me dirás nada.
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Estou, de facto, cansado. Neste caso, não foi culpa tua: um beijo trocado às escondidas não desgasta tanto.
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Quanto a gostares um bocadinho de mim, não é problema. Eu também gosto um bocadinho de ti.

José Cadima

sexta-feira, agosto 15, 2008

Diário de uma viagem - décimo-segundo dia

Olá,
Já estive a fazer a mala. Ao fim da noite devo acabar de fazê-la. Amanhã volto para Portugal.
"1.1 CADIMA/JOSEMR
1. TP 386 S 03AUG PORTO / LONDRES (LHR) HK1 1620 1835
2. TP 8953 S 03AUG LONDRES (LHR) / MANCHESTER HK1 2050 2155
3. BD 597 E 16AUG MANCESTER / LONDRES (LHR) HK1 1410 1515
4. TP 387 S 16AUG LONDRES (LHR) / PORTO HK1 1925 2135"
No bilhete ainda tem um autocolante da TAP, que tapa a hora. Removo-o ou deixo estar quando o apresentar no check in?
Um abraço,
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José Pedro G. Cadima
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Olá,
Compreendo mas, apesar desse acontecimento, Liverpool é a cidade mais activa em termos de música do Reino Unido. As bandas com origem em Liverpool passaram mais tempo no top musical do que as bandas com origem em qualquer outra cidade, mesmo Londres. Repara que já era uma capital da música.
Agora que me vou embora, não tem importância. Nota que eu não disse que isto foi uma má experiência. Também conheci pessoas interessantes, mas é uma cidade onde tenho dificuldade em ir a lugares onde me possa divertir.
Sim, amanhã também tenho aulas. Já me deram o certificado, mas não diz quanto tempo cá fiquei nem em que nível estou. Apenas diz que estive presente nas aulas na EF, em Manchester.
Um abraço,

JPGCadima

quinta-feira, agosto 14, 2008

Diário de uma viagem - décimo-primeiro dia

Olá,
Não foi isso que eu disse. O que eu disse foi que a cidade de Liverpool faz mais o meu género, por isso eu devia ter ido para lá ao em vez de vir para aqui (para Manchester). Não falei em nenhuma ERSA e apenas referi aquela data porque tu e o meu irmão estarão lá nessa altura.
Uma das minhas aulas foi sobre um parque florestal a norte de Manchester; outra foi sobre a cidade a Oeste (Liverpool). Vai haver um festival de música quando lá estiveres. O centro da cidade estará fechado - daí a data de 24/25 de Agosto.
Um abraço,
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José Pedro G. Cadima
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Olá,
São só mais dois dias e estou em Braga!
Estou um pouco desapontado porque pensei que seria uma experiência melhor. Liverpool é bem melhor. Parece que os bares e pubs de lá têm muito melhor ambiente e identificam-se muito mais comigo, além de que passam muita música pop/rock.
Um abraço,

José Pedro G. Cadima

quarta-feira, agosto 13, 2008

Desaparecer

Desaparecer: quantas vezes não desejamos nós isso?
Um desejo repentino, surgido após uma cena desastrosa. Quando tudo acontecer, não é aqui que quero estar. Quando tudo se revelar, não quero existir.
Querer desaparecer mantém-nos acordados à noite, muitas vezes. Tentar fechar os olhos ao dia de amanhã. Tenho medo, não sei o que me reserva o dia de amanhã.
Um olhar sobre a vida. Memórias que nos fazem ferida, que nos dão vontade de desaparecer.

Vi-te um dia e decidi que te queria. Tu decidiste não me querer, da mesma maneira. Tive então vontade de desaparecer.
Culpo-te a ti e a todos por me terem dado essa vontade. Vi cada dia passar e dizer-me que tinha fracassado. Ou desapareço ou choro! Chorei.

Escolheste outro. Tu e o outro. Eu e a dor.

Todos os dias te vejo adormecer antes de mim… Espero sempre que os teus olhos fechem e mergulhes nos teus sonhos para que eu possa então chorar.
Mergulhas nos teus sonhos e os meus olhos ganham brilho. Depois, uma lágrima traça um carreiro de água salgada até à almofada onde tento desaparecer.

Tenho na memória a rejeição, o dia em que preferiste outro, os carinhos que perdi. Agora, que te tenho, só falta mesmo fazer desaparecer os parágrafos que surgem acima.
Apagá-los será fácil. Difícil será apagar da minha memória os dias tristes, os dias em que faltaste.

José Pedro Cadima

Diário de uma viagem - décimo dia

Olá,
Bem, eu acho que vale a pena ver. Mas eu vi-o num IMAX, por isso a experiência é diferente - tem um efeito maior na audiência do que um cinema normal.
Certos pormenores são excessivos, mas eu achei-o um bom filme. E tem tempo suficiente: duas horas e tal. É muito mais completo do que outros filmes baseados na banda desenhada.
Um abraço,
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José Pedro G. Cadima
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Olá,
Sim, eu sei. Acho que vou 4 horas antes para ter a certeza que encontro o meu terminal.
Fui ver o Batman no ecrã IMAX. Por isso, foi uma boa experiência, já que o ecrã é o maior de Inglaterra.
Um abraço,
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José Pedro G. Cadima

Seduzir-te (seduz-me)

Sinto o teu carinho
E o sorriso que me fazes chegar.
Tento comunicar contigo
Seduzir-te e ficar a deambular.
As tuas mãos me seduzem
São elo de transmissão.
Mas, às vezes, acordo
E constato que é apenas um sonho
Um sonho que se tornou realidade.
Meu amor, que bom que é voltar a sonhar
Que bom é saber que o amor voltou a brilhar.

C.P.

terça-feira, agosto 12, 2008

A vida pára (memória)

Não há nada que eu te possa dizer
para que te sintas melhor.
E seria estúpido dizer-te que a vida continua,
pois tu sabes tão bem como eu
que a vida pára
naquele exacto momento
em que se deixa de amar alguém.

José Pedro Cadima

Diário de uma viagem - nono dia

Olá,
Penso que dentro de dez anos, com o crescimento de Moçambique, de Angola e do Brasil, serão os franceses a ter de aprender Português. De qualquer forma, não é uma língua que aprecie, tal como não sou fã da cultura francesa.
Hoje vou aos cinemas IMAX (o maior do Reino Unido) para ver o Batman.
Eu tenho dinheiro e tenho um cartão de débito, se necessário. Acho que vou de táxi pelas 10h para ter tempo para procurar o meu terminal.
Um abraço,
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José Pedro G. Cadima
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Olá,
Sim, poderão ser excessivos, mas há um ou outro dia que só tenho uma ou duas aulas, como é o caso do dia de amanhã. Por isso, vou tentar.
O indigena que partilha o meu quarto é francês e isso já é mau o suficiente. É uma pessoa simpática, mas não consegue parar quieto e o pior é que há aqui tantos franceses que fala-se mais francês do que inglês e o resto do pessoal fica de fora das conversas.
Um abraço,
.
José Pedro G. Cadima

segunda-feira, agosto 11, 2008

Diário de uma viagem - oitavo dia

Olá,
Acho que o peixe é igual ao que como na cantina da Universidade do Minho. As chips são praticamente iguais, embora um pouco mais gordas que as nossas.
Sim, compreendo isso das coisas diferentes, mas repara que é exactamente a mesma coisa em Portugal. Existem na mesma discotecas e eu já lá fui. Simplesmente não é algo novo.
Sim, a minha mãe parece-me agitada. Metem-se-lhe coisas na cabeça. Deverias conversar um pouco com ela - parece-me preocupada.
Tenho dois enormes projectos para esta semana: vou ler um livro e estava a pensar em escrever uma história. Vamos lá ver se me surge inspiração para o fazer.
Um abraço,

José Pedro G. Cadima
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Olá,
Repara que eu em Portugal, no Verão, vou sempre a festivais e a concertos, etc. No entanto, são locais frequentados por pessoas com os quais me associo. Aqui, grande parte dos estudantes não frequentam esse género de locais - são mais de discotecas.
Claro que há sítios mais apropriados para mim, isto é, onde eu possa ir. Não há é com quem (encontrei um "nightclube" de HardRock, por exemplo).
Eu gostei do fish and chips, mas ficou abaixo das expectativas. Os pratos mais famosos dos países mediterrânicos parecem-me melhores. Certamente são mais complicados e/ou originais.
Um abraço,
.
JPGCadima

domingo, agosto 10, 2008

Diário de uma viagem - sétimo dia

Olá,
Foi um fim-de-semana estranho. Tive aulas no sábado de manhã e fui à cidade dar uma volta.
É um bocado difícil divertir-me por aqui já que não tenho sorte em encontrar pessoas com as quais me identifique. Encontro muito é daquele pessoal com o qual não me dou, infelizmente.
Fui a um Take away de comida britânica, mas o fish and chips ficou aquém das expectativas.
Um abraço,
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JPGCadima
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Olá,
Não penso voltar mais gordo do que quando vim para cá.
Eu tenho uma eterna fase de pouca eficiência no uso do meu tempo. Nem sempre é mau. Poder-te-á fazer bem!
Eu falei com a Isa ao telemóvel e ela tinha assuntos pendentes por isso não respondeu. Obviamente que estou a gerir o assunto. Ela irá voltar aí para responder numa altura em que tenha mais tempo.
Um abraço,
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JPGCadima

“Onde se fala de Manuela Ferreira Leite e de mau gosto”

“No Notícias do Minho de 9 de Setembro pp., assinado por João Hemingway, surgia um artigo que se reportava a Braga de A a Z, onde, se definia Notícias do Minho do seguinte modo: «sou amigo do director e fica-me mal dizer bem. Faltam algumas coisas, mas sendo o único em Braga que emerge da sociedade civil, é imprescindível que se transforme no jornal de referência».
O leitor mais desatento talvez se questionasse com o que, naquela frase, se queria pôr em destaque na ideia «que faltam algumas coisas», e é por isso que acho louvável a ideia do director de incluir algumas páginas adiante um artigo, na secção «Opinião», que se afigura particularmente esclarecedor. O que é chato, na circunstância, é esse material pecar por excesso ao invés de por defeito, isto é, estar a mais.
A natureza do artigo fica perfeitamente a descoberto logo nos destaques que o editor entendeu fazer, ao enunciar que «o autor lança um olhar sobre questões de fundo do nosso Ministério da Educação» e «gosta de Manuel Ferreira Leite». Tanto bastou para que eu ficasse siderado: eu que me havia convencido que se havia ministério que não tinha fundo nem ponta por onde se lhe pegasse era precisamente o ministério da educação; eu que havia defendido nas páginas deste mesmo jornal que era preciso ser detentor de muito mau gosto para ser atraído pelos olhos ou pelas falas, tudo menos doces, da senhora Manuela Ferreira Leite. Mas é mesmo assim: continua a haver gostos para tudo.
Se os sublinhados do editor são uma obra-prima, que dizer então do conteúdo do artigo propriamente dito?
A resposta não pode deixar de sublinhar: i) o espanto pelo rigor da análise – bem apoiado pela invocação multiplicada de números e índices estatísticos diversos; ii) o espanto e admiração decorrentes do recurso a terminologia técnica identicamente rigorosa, de que retenho especialmente a referência à «revolução da pílula»; iii) o espanto perante a qualidade do discurso literário, bem ilustrado em passagem que se refere às escolas abertas com um só aluno, «este, coitado, sem um condiscípulo para brincar e trocar ideias, dia a dia, ano a ano, acompanhado pelo mostrengo do professor».
E se não fora o espanto, o artigo em epígrafe tocaria pelas perplexidades múltiplas que não podia deixar de despertar no leitor. Já me referi, a propósito, ao fundo do ministério sem fundos, mas que dizer de «caras que não enganam» e de ministros que «devem» ser honestos? Que dizer da expectativa enunciada de virem a ser feitos «edifícios condignos, bem localizados» nos centros urbanos para acolher uma população escolar em franca regressão? Que dizer da notícia sobre o «progressismo» reinante nas repartições e direcções do ministério da educação?
De realçar do conteúdo do artigo a que me venho reportando é ainda a menção que o autor faz à série britânica «Sim, Senhor Ministro». Daí, fica a saber-se que a série não lhe serviu para nada, e mais lhe teria valido continuar a usar o seu tempo assistindo aos concursos e/ou às telenovelas.”

J. C.
(reprodução integral de crónica do autor identificado publicada no jornal Notícias do Minho de 95/10/07, em coluna regular genericamente intitulada “Crónicas de Maldizer”)

sábado, agosto 09, 2008

Diário de uma viagem - sexto dia

Olá,
De facto, desconhecia que já estavas a fazer o meu diário de viagem!
Tentarei não vir daqui mais gordo, mas cozinho muito bem - tenho-me surpreendido!
Já viste algum dos textos da pasta zipada que deixei no meu pc?
Um abraço,
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José Pedro Cadima
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Olá,
Era um bar, mas era mais de bebidas do que de comidas, em especial, tinha cerveja sul americana e espanhola. Eu tenho comido bem - tenho uma cozinha no apartamento e é lá que, geralmente, faço massa, arroz ou batatas com carne, peixe e vegetais.
Uma boa novidade: finalmente comi o prato tipico, a saber: Fish and Chips!
Não tenho escrito nenhum diário, mas posso fazer uma compilação dos mails que te tenho mandado!
Um abraço,
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JPGCadima
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Olá,
Não me perderia tão facilmente. Sim, digamos que foi uma festa igual. Foi numa discoteca chamada "Copa Cabana", mas não passou música brasileira.
Eu vou sempre dando noticias.
Um abraço,
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José Pedro G. Cadima

Tic-Tac do Amor

Muito tempo aguardei
pelo Tic-Tac de um relógio.
Máquina pouco emotiva
que tem o sentido que lhe quisermos dar.
O teu relógio me chamou
e ao teu Tic-Tac me rendi.
Mas quando contigo estou
o Tic-Tac pára.
Que será feito do tempo?
Se eternidade para toda a eternidade for
Contigo ficarei.
Atrai-me esse Tic-Tac
Sinto-o, mas ainda bem que pára
Quando contigo estou...

C.P.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Diário de uma viagem - quinto dia

Olá,
Como a minha mãe te deve ter dito, eu falei com ela ontem. Ontem não tive oportunidade de ir à internet porque tive aulas e fui visitar o centro da cidade. De noite, fui a uma festa de estudantes da escola.
Referente aos baldistas, na escola está escrito que precisam de ir a 80% das aulas, mas acho que é só para meter medo porque eles continuam a balder-se. Parece-me mesmo que estão aqui pelo turismo.
Sim, já reparei que é dificil traduzir o texto, mas irei modificar o necessário para manter as ideias.
LOL = Laughing out Loud = Rir alto (sonoramente). Neste caso, sim "isto é uma festa".
Como já te disse, aqui não há televisão, mas sempre vejo um ou outro filme em inglês.
Um abraço,
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JPGCadima

quinta-feira, agosto 07, 2008

Cartas de Amor ou quase

"Não te inibas de comunicar comigo sempre que tiveres vontade. Afinal, eu sou o teu actual psicólogo."
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"Disse-te, de facto, o que se passava. Não estou seguro que essa seja sempre uma boa política. Em muitas ocasiões, é preferível deixar de lado certos assuntos, sobretudo quando eles nos tornam infelizes."
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"Obrigado pelas tuas palavras, sempre carinhosas. Confirmo-te que não estarei em condições de te acompanhar esta noite no teu observar das estrelas."
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"Decididamente, eu não fui feito para isto, como provavelmente não fui feito para muitas outras coisas."

José Cadima

Frases soltas

«Se te estás a referir à "crónica de maldizer" que publiquei hoje no meu blogue (em 2 deles), devo confessar-te que é mesmo da autoria de J. C., e não minha, isto é, não é da autoria do signatário desta mensagem, que, como podes comprovar, não assina assim. Tive o privilégio de aceder a uma cópia dos referidos textos, o que me permite publicar um ou outro, de vez em quando.
Estava longe de imaginar que o comentário era teu. É um comentário perspicaz. Tirando a referência ao António Barreto, poderia subscrevê-lo sem reservas.»
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J. Cadima Ribeiro