Imagina só poderes ver os meus sonhos no meu reflexo. "Jornal de Parede" de José Pedro Cadima e de José Cadima
quarta-feira, agosto 21, 2013
segunda-feira, agosto 19, 2013
sexta-feira, agosto 16, 2013
sábado, agosto 10, 2013
Desaparecer
Andar por
aí?
Desaparecer
a pouco e pouco?
Desaparecer,
simplesmente?
A vida é
feita de encruzilhadas, também,
aparte desafios,
aparte encontros
e desencontros.
Desalentado,
injustiçado, descrente
sigo rumo
que me leva a lugar incerto.
Desde esse
lugar, em catadupa,
ocorrem-me questionamentos
múltiplos,
vontade
firme de não calcorrear caminhos trilhados.
Nesse
ensejo, a dúvida mais presente é se é hora de desaparecer
ou basta-me
andar por aí,
diluído em multidões que sempre me desconfortaram.
Desaparecer,
sim!
José Cadima
sexta-feira, agosto 09, 2013
terça-feira, agosto 06, 2013
domingo, agosto 04, 2013
Uma noite para esquecer
Uma casa magnífica, um quarto magnífico, um lugar de
tranquilidade difícil de igualar, e nem por isso o sono me assiste, isto é,
apesar de tudo ou por tudo isso, eis-me desperto, intranquilo, sem jeito,
absolutamente perdido a meio da noite. Deitado porquê se nem por isso me sinto
descansar mais? Presumo-te a dormir, a meu lado, mas nem por isso a tua
quietude aparente me trás o sossego que me falta, nem por isso o teu sono me
contagia. Desejava que sim, do mesmo modo que o teu sorriso me contagia, tantas
vezes. Noutro dia consegui-lo-á(s). Noutro dia…
Resta-me voltar a mim, aos meios anseios, aos meus problemas
não resolvidos, aos meus medos. O medo de não estar ao meu alcance ajudar
alguém que me importa muito ajudar a sair do buraco no tempo em que se deixou
cair, por razões que não sei descortinar. O temor de desacreditar que vale a
pena resistir, ser quem sou. O receio que, nalgum momento, deixe de fazer
sentido lutar contra os fantasmas que, tantas vezes, te levam para longe, mesmo
caminhado a par comigo ou sabendo-te deitada a meu lado. Sinto a tua respiração
mas não me sinto capaz de respirar contigo, embora desejando consegui-lo,
embora ansiando fazê-lo, muito, muito…
Porque tem que ser assim? Porque tem que ser este, também,
lugar de desencontro? Para já, desde logo, de desencontro de sonos. Pergunto-me
sobre os sonhos e não tenho resposta certa, mais claramente dito, não encontro
resposta.
De fonte segura, fica-me a vigília. Até quando? Quando
soçobrará este corpo cansado perante o sono, esta intranquilidade perante a
serenidade da envolvente tranquila desta casa imensa, cheia de memórias,
alimentadora de sonhos?.
Não me ficando grande lugar para sonhos, à força de uma
travessia longa de desapontamentos – cinquenta e muitos anos creio permitirem
já o uso do qualificativo – queria nesta altura encontrar lugar para o sono,
paragem no tempo, encontro possível com o vazio de inquietudes, se o pesadelo
não se revelar mais forte. Nesse entretanto, poderia até voltar até ao teu
abraço, mas o pesadelo é sempre realidade próxima.
Porquê? Porque me falha a resposta para tantas perguntas que
me preenchem a mente e me enchem os dias? Porque me escapa o sono num momento
em que precisava tanto reencontrá-lo? Porque me escapas tu quando precisava
tanto que fosses o meu lugar de encontro?
quarta-feira, julho 31, 2013
De longe, chegam-lhe frases
De longe, muito longe,
chegam-lhe frases que lhe aparecem soltas.
Entre elas, julga
perceber:
Roubaste estrelas do céu […];
Moveste montanhas […];
Lutaste com dragões […];
És quem eu ambicionava ter […].
Mentalmente, inquire a quem possam ser endereçadas, inquire o nível de generosidade que delas possa transpirar, muita, seguramente, e o nível de retribuição que possam ter.
Porventura, sê-lo-ão em idêntica medida, talvez mais, se tal é concebível.
Dir-lhe-á quanto a ama?
Roubaste estrelas do céu […];
Moveste montanhas […];
Lutaste com dragões […];
És quem eu ambicionava ter […].
Mentalmente, inquire a quem possam ser endereçadas, inquire o nível de generosidade que delas possa transpirar, muita, seguramente, e o nível de retribuição que possam ter.
Porventura, sê-lo-ão em idêntica medida, talvez mais, se tal é concebível.
Dir-lhe-á quanto a ama?
Quanto sente a sua
falta quando ela não está?
Seguramente, mesmo
que as palavras possam não ter igual expressividade, mesmo que as palavras possam
ceder perante a emoção.
Talvez devesse dizer-lho
mais amiúde, de forma mais firme mas o receio de não saber dizê-lo leva-o a preferir
calar-se, deixar que sejam os gestos, as atenções, as emoções a falar por si.
Lamenta não saber fazê-lo
de outra maneira, lamenta quanto a possa desapontar por ser assim, sabendo que
não tem modo de ser diferente. Lamenta sobretudo por ela.
De volta ao primeiro
instante, tenta recordar as palavras que escutou, murmuradas.
Mentalmente, inquire
a quem possam ser endereçadas e fica a desejar, muito, que, algum dia, alguém lhe
destine palavras tão generosas e encorajadoras.
Desperta de seguida lamentando
que o que ouviu não tivesse ido além de um sonho.
K
segunda-feira, julho 29, 2013
Quando percebo...
"Quando percebo, não penso o mundo, ele organiza-se diante de mim".
M. Merleau-Ponty
[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]
M. Merleau-Ponty
[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]
sábado, julho 27, 2013
quinta-feira, julho 25, 2013
Braga "antiga"
[Foto de autor não identificado que nos caiu entretanto na página pessoal do Facebook. Note-se a ausência da fotografia do edifício do Banco do Minho, em especial]
terça-feira, julho 23, 2013
Mensagens curtas, endereçadas
"Precisava de estar contigo, sentir-te junto de mim por fugazes minutos que fosse e isso não aconteceu.
Á noite, era tarde de mais. Para mim, o dia não começa à noite.
Se não vai bem no correr do dia, muito dificilmente se recomporá à noite."
K
domingo, julho 21, 2013
quinta-feira, julho 18, 2013
Dinizar Becker, um académico, um amigo e um lutador
«Não sei a data certa em que trocámos as primeiras
mensagens postais; não tenho rigorosamente presente em que anos esteve em Braga
em fugazes visitas de trabalho, no quadro de um projecto de pós-doutoramento;
sei que morreu em Junho de 2003, aos 56 anos de idade, “na plenitude da sua
maturidade intelectual”, como escreveram os amigos que lhe organizaram um livro
de homenagem póstuma, reunindo o essencial da sua obra escrita, “acabado” de
vir a público, e que um amigo comum teve a gentileza de me fazer chegar há
poucos dias. Falo de Dinizar Becker, um homem “de tantas faces, polemista por
natureza e ofício, indignado, produtivo e combativo … neste momento de
agudização de uma crise mundial, que provoca perplexidades sem respostas, sobre
a qual Dinizar teria muito a dizer” [Desenvolvimento Contemporâneo e seus (Des)caminhos: a contribuição da obra
de Dinizar Becker, Agostini,
Bandeira e Dallabrida (Org.), UNIVATES, 2009, Lajeado, Brasil, p.25]. Em boa hora o fizeram. Estou-lhes grato pela
homenagem que por essa via lhe prestaram em nome dos muitos amigos que teve em
vida, entre os quais julgo poder incluir-me.
J. Cadima Ribeiro»
domingo, julho 14, 2013
Quando a gente sofre
"O silêncio é às vezes o que faz mais mal quando a gente sofre".
Florbela Espanca
[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]
Florbela Espanca
[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]
quarta-feira, julho 10, 2013
quarta-feira, julho 03, 2013
sexta-feira, junho 28, 2013
De mãos dadas
As tuas mãos macias, quentes.
As minhas mãos quentes, rudes,
rigorosamente do mesmo tamanho.
Dar-te a mão,
apertar-te as mãos macias, quentes.
De mãos dadas, tão iguais,
superaremos montanhas,
venceremos até os nossos medos.
Que bem que se dão as nossas mãos.
Entrelaçadas, dão-nos indicação de caminho seguro
que importa percorrer.
De mãos dadas, seremos baluarte inexpugnável.
K
quinta-feira, junho 27, 2013
Always be yourself
"Always be yourself, express yourself, have faith in yourself, do not go out and look for a successful
personality and duplicate it."
Bruce Lee
domingo, junho 23, 2013
Um académico de referência e um humanista: António Simões Lopes
(Invocação de uma homenagem ao académico e ao homem realizada na EEG/UMinho, em 20 de Junho de 2013)
terça-feira, junho 18, 2013
sábado, junho 15, 2013
segunda-feira, junho 10, 2013
Ai as nossas mãos...
As nossas mãos
são do mesmo tamanho,uma tal e qual a outra.
As nossas mãos
mantêm uma irreprimível tendência
para se procurarem,
passearem-se de mão-dada.
Do mesmo tamanho, tão iguais,
as nossas mãos
procuram-se tanto
quanto os meus olhos os teus.
Tão iguais na vontade de agarrar o mundo,
buscam unidas
manter longe o ar agreste
que nalguns dias teima em chegar-nos,
mesmo nesta ocasião que dizem ser de Primavera,
quase Verão.
As nossas mãos
são tanto o espelho da nossa alma
que nalgumas ocasiões me parecem ser a própria
alma,
entrelaçadas, aquecendo-se reciprocamente,
procurando, juntas, agarrar o mundo.
Ai as nossas mãos…
K
domingo, junho 09, 2013
quarta-feira, junho 05, 2013
Falando de pôr-do-Sol
«As quatro estações do ano
Tu és como
as quatro estações:
és a minha branca
e linda neve do Inverno;
és a minha suave
e virgem flor de Primavera;
és o meu doce
e suculento fruto de Verão;
és o meu belo
e magnifico pôr-do-sol de Outono.»
as quatro estações:
és a minha branca
e linda neve do Inverno;
és a minha suave
e virgem flor de Primavera;
és o meu doce
e suculento fruto de Verão;
és o meu belo
e magnifico pôr-do-sol de Outono.»
José Pedro Cadima
(POEMAS ou um grito de vida, edição de autor, Braga, 2004, p.83)
sábado, junho 01, 2013
quinta-feira, maio 30, 2013
As nossas mãos
As nossas mãos
São idênticas
Do mesmo tamanho
Sentem o mesmo…
No teu colo
Procuro a tua mão
Calejada do tempo
Tão grande quanto a minha
Insistes e dizes
Serem do mesmo tamanho
São os teus olhos
Que o querem ver
Acabo por o sentir
Afinal, só duas mãos idênticas
Poderão amar
Com a força de um Deus
C.P.
segunda-feira, maio 27, 2013
sexta-feira, maio 24, 2013
Alegra-me que sejam amarelos
O comboio roda,
balança, apita, corre,
e com ele corre, foge
a paisagem que ladeia a linha.
A velocidade é irregular.
As paisagens sucedem-se,
umas acercando-se rapidamente,
outras tomando mais tempo.
Subitamente, pára.
Pára porquê?
As imagens deixam de ser fugidias.
Fugidia permanece a minha atenção,
saltando entre memórias do ponto de partida
e a realidade que se apresenta a meus olhos.
Formoselha?! Formosa?
Formosa mas não segura?
Mal-me-queres, pelo menos, não faltam,
embora eu prefira papoilas,
o vermelho rubro das papoilas, digo.
Permaneço alerta.
Perscruto o espaço envolvente
e ei-los que surgem
combinados com mal-me-queres amarelos.
Abre-se-me lugar para a esperança,
mesmo que o mais certo sejam os mal-me-queres.
Alegra-me, pelo menos, que sejam amarelos.
K
terça-feira, maio 21, 2013
sábado, maio 18, 2013
Duas Luas
Duas Luas, três Sóis,
K
assim se me apresentam certos dias,
certas noites, também.
A luz é tanta que me encandeia.
As Luas e os Sóis são o que consigo vislumbrar.
Tudo o resto são sombras, são imagens fantasmagóricas.
Fecho os olhos,
concentro-me na luz que me vem de dentro
e ensaio o
regresso ao tempo
em que via uma só Lua,
um só Sol.
Velhos tempos esses em que era possível mirar a
Lua,
repousar os olhos em campos de morangos, para
sempre,
assistir, inebriado pelo estonteante das cores formadas,
ao pôr-do-sol,
à beira-mar,
à beira-mar,
abraçar o arco-íris.
Faz-me falta, sobretudo, abraçar o arco-íris.
Eram outros tempos,
tempos que, receio, não voltem mais.
Eram tempos em que havia uma Lua e um Sol,
apenas.
E como era rubro o vermelho das papoilas!
K
quinta-feira, maio 16, 2013
Pelo menos, há luar!
Dizem
que sou K,
que sou
Y.
Dizem,
até, que sou J.
Todos
dizem saber quem sou.
Só eu
continuo sem saber quem sou,
e gostava
tanto de sabê-lo.
Procuro,
vagueio por lugares incertos,
procuro
ainda mais,
e a
resposta permanece este vazio de resposta.
Dizem
que sou Z.
Z(é) acredito
que não sou!
Batem à
porta, leve, levemente.
Trar-me-ão
a resposta que busco
ou será
a chuva que bate leve, levemente,
que a
neve não bate assim?
Pelo
menos, está luar.
Assim,
posso buscar mais longe,
posso procurar
perto da Lua,
que me
dizem ter todas as respostas que procuro.
Terá?
Pelo
menos, há luar!
K
domingo, maio 12, 2013
sexta-feira, maio 10, 2013
A arte do silêncio
"Os desgostos da vida ensinam a arte do silêncio".
Séneca
[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]
Séneca
[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]
quinta-feira, maio 09, 2013
A natureza sou eu!
(reprodução de imagem, de autor não identificado, que entretanto nos caiu na caixa de correio electrónico)
quarta-feira, maio 08, 2013
Mensagem de alento
De longe,
envias-me uma mensagem de alento.
De longe,
os nossos desencontros.
ficam também mais distantes.
Que bom que era percebê-los epifenómenos
de um dia-a-dia desgastante.
Tento reconduzi-los a essa dimensão.
Tento sublinhar a empatia
que nos torna tão próximos
quando não se nos entrepõem
expressões de percursos passados,
manifestações de trajectórias fracassadas.
Que bom é sentir-te próxima
mesmo quando o reencontro possível
está a algumas horas de distância.
José Cadima
terça-feira, maio 07, 2013
Amor verdadeiro (2)
O Amor verdadeiro
Sempre alcança
Ainda que com sofrimento.
Que melhor solução
do que um Tojo
Amar uma Urze?!
De qual gosto mais?
Não sei.
Mas sei que um sem o outro
não alcançam o
Amor Verdadeiro.
C.P.
domingo, maio 05, 2013
Amor verdadeiro
Amar de forma verdadeira
É a mais difícil tarefa
Eu amo-te de forma verdadeira
Mas não quero que seja uma árdua tarefa.
Pensar em ti
É pensar na vida
Na nossa vida
Onde a urze e o tojo se cruzam
Onde o violeta e o amarelo se mesclam
Na paisagem imbuída de prazer
Onde se consegue buscar
O amor verdadeiro.
C.P.
sábado, maio 04, 2013
terça-feira, abril 30, 2013
Lamento ter que te dizer que...
"Lamento ter que te dizer que... Um abraço muito, muito apertado para um amor que receio estar próximo de perder."
K
K
sexta-feira, abril 26, 2013
Sofrimento
"Só nos curamos de um sofrimento depois de o haver suportado até ao fim".
M. Proust
[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]
M. Proust
[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]
terça-feira, abril 23, 2013
sábado, abril 20, 2013
Sofrer intensamente
"Quem é capaz de sofrer intensamente, também pode ser capaz de intensa alegria".
Clarice Inspector
[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]
Clarice Inspector
[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]
quinta-feira, abril 18, 2013
quarta-feira, abril 17, 2013
Happiness
"Happiness is not
something ready made. It comes from your own actions."
Dalai Lama
(citação extraída de SBANC Newsletter, April 16, Issue 763 - 2013, http://www.sbaer.uca.edu)
Dalai Lama
(citação extraída de SBANC Newsletter, April 16, Issue 763 - 2013, http://www.sbaer.uca.edu)
segunda-feira, abril 15, 2013
domingo, abril 14, 2013
sexta-feira, abril 12, 2013
quarta-feira, abril 10, 2013
In the end…
"In the end, it's not
the years in your life that count. It's the life in your years."
Abraham Lincoln
(citação extraída de SBANC Newsletter, April 9, Issue 762 - 2013, http://www.sbaer.uca.edu)
Abraham Lincoln
(citação extraída de SBANC Newsletter, April 9, Issue 762 - 2013, http://www.sbaer.uca.edu)
segunda-feira, abril 08, 2013
Controlar o sofrimento
"Todos podemos controlar o sofrimento excepto aquele que o sente".
Shakespeare
[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]
Shakespeare
[citação constante de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira]
domingo, abril 07, 2013
"O amor não é razoável"
"O amor não é razoável
É como uma segunda vida
Cresce na alma
Aquece todas as veias."
Adaptado de Joseph Addison (1672-1719)
sábado, abril 06, 2013
quinta-feira, abril 04, 2013
Mensagens curtas, endereçadas
"És um amor, embora haja momentos em que me fazes perder a paciência e a disponibilidade para consentir coisas que vão para além daquilo que acho que devo consentir."
K
K
quarta-feira, abril 03, 2013
"Circundando-te de amor"
"Toda a minha alma te segue, circundando-te de amor - E, por ser tua, vivo..."
Robert Browing (1812-1889)
segunda-feira, abril 01, 2013
quinta-feira, março 28, 2013
O medo do desespero (2)
Aproxima-se a meia-noite
e com ela afasta-se a sobriedade
de pensamentos.
O desespero
possui uma certa magia,
mas é como a água:
dela ninguém respira.
de pensamentos.
O desespero
possui uma certa magia,
mas é como a água:
dela ninguém respira.
O que me mete medo
é vir a sonhar com ele.
Quando me vir no sonho,
o desespero fugirá?
Sentirá também o medo
que eu sinto dele?
é vir a sonhar com ele.
Quando me vir no sonho,
o desespero fugirá?
Sentirá também o medo
que eu sinto dele?
A passo largo, a meia noite aproxima-se...
José Pedro Cadima
terça-feira, março 26, 2013
segunda-feira, março 25, 2013
domingo, março 24, 2013
sexta-feira, março 22, 2013
quarta-feira, março 20, 2013
Sofrimento
"Nunca pertenci a maiorias, e sou especialista em sofrimento: a única maneira de aprender com ele é não o negar."
CCO
CCO
domingo, março 17, 2013
Linda, linda
Linda, linda é a vida
que eu gostava de dar-te,
não esta que te dou.
Linda, linda é a vida
que eu gostava de partilhar contigo,
diferente desta que vamos tendo,
nestes dias de ocaso,
nestes dias de amargura.
Lindo, desafiante, cheio de armadilhas
é o caminho que vamos tentando percorrer, juntos.
Hoje, que aqui não estás,
sinto-o mais,
sinto mais a falta que me fazes,
é-me mais presente o sentido de ausência.
Quis que partisses
para que também para ti
fossem mais vivas as armadilhas
que nos tolhem,
que nos deixam a perder,
que nos atiram para o fio da navalha
quando tudo devia convergir para a beleza
de uma vida partilhada em pleno,
linda, linda como é este amor tardio.
José Cadima
sábado, março 16, 2013
Mensagens curtas, endereçadas
"Tem sido um privilégio acompanhar-te no trabalho científico e agora na ´tentativa de mudar o mundo`."
K
K
quinta-feira, março 14, 2013
domingo, março 10, 2013
Quem sou (hoje aqui)?
Em busca de reconhecimento,
sem nada ter feito.
Em busca de futuro,
tendo-te dado tão pouco.
Hoje aqui,
amanhã num qualquer lugar remoto.
Quero ser tanto na vida
que me esqueço de quem sou.
José Pedro Cadima
sem nada ter feito.
Em busca de futuro,
tendo-te dado tão pouco.
Hoje aqui,
amanhã num qualquer lugar remoto.
Quero ser tanto na vida
que me esqueço de quem sou.
José Pedro Cadima
sábado, março 09, 2013
quarta-feira, março 06, 2013
segunda-feira, março 04, 2013
Esperando...
"As pessoas vão passando.
Carregam na expressão a determinação
do que as terá trazido a este templo,
em tempo de crise.
Assisto a este movimento, a este frenesim.
Espero por ti."
José Cadima
domingo, março 03, 2013
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