quarta-feira, março 06, 2013

segunda-feira, março 04, 2013

Esperando...

"As pessoas vão passando.
Carregam na expressão a determinação
do que as terá trazido a este templo,
em tempo de crise.
Assisto a este movimento, a este frenesim.
Espero por ti."

José Cadima

terça-feira, fevereiro 26, 2013

Das coisas mais e menos prosaicas

[José Pedro Cadima] "Estando habituado a ler livros em que médicos, historiadores e profissionais de diversas profissões se aventuraram na escrita de ficção, nem mesmo a circunstância de ter decidido dedicar-se ao estudo da Economia, porventura uma ciência mais enfeudada ao tratamento de questões mais prosaicas da vida em sociedade, o levou a desistir da escrita de textos poéticos e ficcionais."

(excerto de nota biográfica produzida há uns quantos anos)

domingo, fevereiro 24, 2013

Quem não quiser...

"Quem não quiser sofrer que se isole. Feche as portas da sua alma quanto possível à luz do convívio."

Álvaro de Campos/Fernando Pessoa

(citação retirada de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira)

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Roupagem e forma do corpo

"A linguagem disfarça o pensamento. E principalmente de tal forma que, segundo a forma exterior da roupagem, não é possível concluir sobre a forma do pensamento disfarçado; porque a forma exterior da roupagem visa algo bem diferente do que permite reconhecer a forma do corpo." 

Wittgenstein

(citação retirada de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira)

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

terça-feira, fevereiro 19, 2013

domingo, fevereiro 17, 2013

Mensagens curtas, endereçadas

"Identifico-me com as preocupações que exprimes e entendo a tua angústia. Entretanto, isso são mais razões para não desistir e lutar. É o que eu faço desde há muito.
Obrigado por me acompanhares nesta luta, que tem momentos muito duros, para os quais poucos estão preparados."


K

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Reescrevendo ´Amor que me prende`

O teu olhar, os caracóis do teu cabelo,
a sedução dos teus gestos prenderam-me,
tal como a esperança do teu amor.

Só tu me fazes feliz.
Só o teu amor, só o teu carinho
me fazem sorrir.

José Pedro Cadima
(reescrito por José Cadima)

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

"Tertúlias reConhecer Leiria"


(reprodução de mensagem que nos caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

De regresso

Estou de regresso a casa. Até agora, a viagem foi tranquila, como deviam ser todas as viagens.
Encontrei caras conhecidas. Jantei com o meu filho mais velho. Conversámos sobre as suas frustrações e anseios profissionais. Tem emprego, o que é cada vez menos comum nos tempos que correm em Portugal. Encontrei-me com desconhecidos, a realizar viagem de estudo no país.
É curioso como um relatório feito no âmbito do Campeonato Europeu que decorreu em Portugal em 2004 (Euro 2004) já me levou a Gdansk, Polónia, em duas ocasiões, e a Lisboa, para, neste último caso, sobre ele trocar informações com jovens estudantes suíços (de Lugano). Outros estudos levaram-me a outros lugares, mais longe ou mais perto, mas nenhum se revelou de efeitos aparentes tão duradouros quanto este, pese a respectiva natureza claramente exploratória (exploração que foi de um novo campo de trabalho e de um tipo menos comum de dados empíricos, incluindo alguns sobre a vertente turística do evento).
Depois de dois em Lisboa, estou de regresso a Braga e à minha rotina profissional e pessoal. Alegra-me o retorno. Alegrou-me a ausência. Estarei de partida algures no futuro próximo. Estarei de volta, com vontade de regresso, alguns dias depois.

José Cadima

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Ontem

Ontem sonhámos
com os indianos de fundo
Deslizei a minha mão pela tua
Fechámos os olhos 
e viajámos milhares de quilómetros
...telepaticamente
O tocador de sons e melodias
Sentou-se no chão
Espiritualidade e sentidos
Nos enviou
Num momento pouco comum
Hoje estás a centenas de quilómetros
Tento deslizar a minha mão
Procurando a tua
Telepaticamente te encontro
O amor tudo alcança
O amor tudo ultrapassa

C.P.

domingo, fevereiro 03, 2013

Amar-te

“Não tens dito que me amas!”,
Não? Não to digo todos os dias, em gestos, em atenção, em compreensão, através dos meus silêncios?
“Não! Preciso que me digas que me amas. Preciso que fales comigo.”
É verdade: temos formas de comunicar distintas. Abraçar-te, em silêncio, é a melhor forma que encontro de reconhecer-me em comunhão íntima contigo, de exprimir-te carinho intenso. Adormeço nos teus braços porque eles me confortam, são sinal de que é hora de repousar.
Amar-te? Porque duvidas? Não são os meus abraços suficientemente fortes e envolventes?
Abraçar-te-ei com mais força amanhã!

K

A têmpera da nossa alma

"Não é a nossa condição, mas a têmpera da nossa alma que nos torna felizes". 

Voltaire


(citação retirada de mensagem recebida de Clara Costa Oliveira)

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Festa é festa!

Foi dia de festa: foi dia de última reunião do atual mandato do Conselho Geral da Universidade do Minho. Houve espaço para discursos, para despedidas várias e, até, para bolo. Faltaram os foguetes. Viva o Conselho Geral! Paz para a sua alma! 
“Em muitos aspetos, este Conselho Geral foi modelo de funcionamento” (JP). “Defendo que não haja repetição de mandato dos membros externos do Conselho Geral” (ALL). ”Esta matéria mereceria uma reflexão com muito mais tempo do que foi tido hoje, aqui” (APM). “Esta experiência de 4 anos diz-me que este modelo é bom, embora esteja na sua infância” (ACO). 
Somos nós que somos muito bons - que fomos até capazes de ultrapassar as inconsistências do modelo e a respectiva imaturidade - ou são/eram os outros que são/eram muito maus? As coisas funcionaram assim, assim? Nunca! Na UMinho, nunca! Aí está o processo de acreditação do “sistema de qualidade” da UMinho por parte das A3ES para o reafirmar. 
Viva o Conselho Geral! Faltaram os foguetes. Pum!

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Sociedades contemporâneas

"Criar agendas impossíveis e roubar tempo às pessoas é uma realidade das sociedades contemporâneas"

João Fernandes

(afirmação produzida em Braga, a 28 de Janeiro de 2013)

sábado, janeiro 26, 2013

Revisitando "Estou por aqui, ainda"

"Faz-me falta sentir os teus dedos
entrelaçados nos meus.
Faltam-me os teus lábios húmidos.
Falta-me o abraço capaz de transportar-me
para junto do arco-íris,
por instantes, que valem uma vida."

K

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Olhá Maya!

Olhá Maya! Olha a Maya, e não sou capaz de deixar de me interrogar sobre:
i)  onde foi buscar o nome (porventura, à simpática abelha Maya da nossa infância);
ii)  que idade terá aquela abelha, agora loura, de cabelo bem composto e discurso fluente e ininterrupto;
iii) que procurarão nela os telespectadores a quem se dirige com conselhos múltiplos.
Olho a Maya e interrogo-me sobre o que me trouxe a este lugar, onde sempre me sinto desconfortável, aonde me desloco arrastado pela pressão de palavras bem intencionadas mas que não me convencem. O que me trouxe, mesmo, foi a vontade de retribuir a atenção (a preocupação) com um gesto que não desmerecesse essa atenção.
Olhá Maya. Lá está ela de novo, falando ininterruptamente, dirigindo-se a não se sabe bem quem (felizmente, as suas palavras não me chegam inteligíveis). É toda expressão. É toda gestos e atenção dirigidos a interlocutores abstractos (ou concretos?) a partir de uma sala preenchida com uma cadeira, uma mesa, cartas, muita cor e, presume-se, câmaras de filmar, com gente atrás.
Olha a Maya, baralhando cartas, procurando, supostamente, ajudar alguém a desembaralhar a respectiva vida.

José Cadima 

terça-feira, janeiro 15, 2013

Máquina do tempo

As luzes dos candeeiros, lá fora,
misturam-se com as das estrelas.
É noite sem luar
e há gente que se movimenta,
impelida pelas razões de cada um,
porventura, mantendo por menor múltiplo comum
a  luta pela sobrevivência.
Regredimos séculos, num instante.
Esta máquina do tempo
mostra desempenhos surpreendentes, implacáveis.
O tempo do Homem,
o tempo para sermos homens, mulheres
deixou de ser reconhecido.
Válidos são a correria, a esquizofrenia,
o salve-se quem puder.
O horizonte oferece-se de um negro intenso.
As luzes são crescentemente escassas.
Pressente-se o dia
mas não a sua materialidade.
Será esta máquina do tempo capaz
de devolver-nos o presente
ou resta-nos sonhar com o futuro?

José Cadima

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Desesperadamente, procurando…

Queria dormir,
queria mergulhar na abstracção
trazida pelo sono
mas o vazio de um dia sem termo
não mo permite.
De diferente, este dia,
trouxe a recusa de esgotar-se.
Esgoto-me eu em pensamentos.
Esgoto-me num cansaço
que não se resolve em sono.
Queria tanto evadir-me desta desgraça
em que se resolveu o meu dia
que saí refém
de um dia que recusa dar-se por esgotado.
Esgoto-me eu…
Esgoto-me eu olhando as luzes da rua
nesta noite sem lugar para estrelas.

José Cadima

domingo, janeiro 06, 2013

Doces e belas (as tuas mãos)

Quando me acariciam,
as tuas mãos são doces e belas.
As tuas mãos
são tão doce e belas
quanto o teu carinho.
Tocar-me,
acariciar-me,
é o que faz delas doces e belas.
Sem isso, podiam até ser belas
mas não seriam doces.
Podiam até parecer doces
mas jamais seriam doces e belas.

José Pedro Cadima

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Manifestações de arte pós-moderna (urbana)

(Lisboa, Dezembro de 2012)
[Fotos da autoria de C.P.]

Mensagens curtas, endereçadas

"Obrigado pelas tuas mais recentes mensagens e pela tua atenção. Lamento o final de ano e o início de ano novo desastrosos que tivemos  que, infelizmente, não fugiu muito às minhas expectativas, dado o contexto que estava criado. Peço-te desculpa pelo contributo que dei para esse desastre.
Vou acreditar que o novo ano pode ser bem melhor. Nesse sentido, podes contar com o meu empenho e muito amor."

K

quinta-feira, dezembro 27, 2012

quarta-feira, dezembro 19, 2012

Esperando por ti

As pessoas vão passando,
num movimento contínuo.
Carregam na expressão a determinação
do que as terá trazido a este templo,
em tempo de crise, em época de compras.
Imagino-as em busca de coisas utilitárias,
de prendas, de “souvenirs”, de “recuerdos”,
de redenção, e de muitas coisas mais.
Assisto a este movimento, a este frenesim
enquanto espero por ti.

Movida pela curiosidade,
refém de idêntico frenesim,
vi-te seguir o mesmo trilho, há instantes.
Olho quem passa.
Interrogo-me sobre as lógicas
que trazem mulheres, homens e outras gentes,
nesta hora matinal, nestes tempos incertos,
a este lugar de perdição e/ou de encontro.

Do movimento das pessoas,
a minha atenção vai rodando, ciclicamente, para ti.
Questiono-me sobre quando verei emergir o teu vulto
no imenso espelho de luz
que se configura na minha frente.
Aparecerás rodeada de auréola dourada?
Requisitar-te-á este deus para sua sacerdotisa?
Espero por ti
submergido num mar de questões
para as quais me escapa resposta.
Ainda assim ou por isso mesmo,
espero por ti.

José Cadima

quinta-feira, dezembro 13, 2012

(Retorno aos) Arquivos do passado

Vasculhando em arquivos, 
encontrei algo de muito precioso,
que me fez sentir saudades não de ti
mas do que tu eras.

Vasculhando os meus arquivos,
deparei-me com algo de muito querido,
que me fez sentir saudades não de ti
mas do que sonhei que tu fosses.

José Pedro Cadima

sábado, dezembro 08, 2012

Mensagens curtas, endereçadas

"Não eram para mim, seguramente, as mensagens que, produzidas por ti, entretanto me caíram na caixa de correio electrónico. Deves ter-te enganado no endereço. Eu não tenho imperfeições e o meu ´charme` não tem limites, como tu facilmente reconhecerás."

José Cadima

quarta-feira, dezembro 05, 2012

“Vozes Confluentes: Poesia, ficção e evocação de Autores de Braga”

«A Biblioteca Pública de Braga/Universidade do Minho, a comissão liquidatária da Associação Autores de Braga e a Editora Opera Omnia têm o prazer de convidar V. Exa. Para a apresentação do livro “Vozes Confluentes: Poesia, ficção e evocação de Autores de Braga”.
A apresentação, a decorrer no Salão Nobre da Universidade do Minho, no Largo do Paço, tem lugar às 21,30h, do dia 10 de Dezembro (segunda-feira), estando a cargo do Exmo. Sr. Prof. Doutor Vítor Manuel Aguiar e Silva.»

(reprodução de mensagem que nos caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

quarta-feira, novembro 28, 2012

No cais de embarque

Avisto-te no cais de embarque,
ao longe,
e alegro-me por ver-te ali,
alegro-me tanto quanto me surpreendo.
Estou de saída, novamente.
Vou ao encontro do meu destino,
que és tu, no regresso da jornada.
Não estarás no cais de chegada, 
presumo.
Estiveste no cais de partida
e isso basta-me.
Regressar é quase sempre mais fácil,
quase sempre...

José Cadima

terça-feira, novembro 27, 2012

És o meu diamante

És o meu diamante
Aquele que reluz no escuro
Que eu identifico na multidão

És o meu diamante
Mais brilhante do que o sol
Mais claro que o luar

És o meu diamante
Reluzes sempre para mim
Mesmo antes de seres lapidado
A rugosidade superficial tento tirar
Faço deslizar-te na minha mão
Ofereces resistência
Mas o meu desejo é mais forte
Afinal, eu também sou um diamante...

C.P.

terça-feira, novembro 20, 2012

segunda-feira, novembro 19, 2012

Mentir

"Se dissesse que não pensei no que diria aquando deste momento, estaria a mentir."

José Pedro Cadima
(Braga, , 09/03/25)

quarta-feira, novembro 14, 2012

Mensagens curtas, endereçadas

"Permaneces um encanto. Pena é que tenhamos tantos obstáculos a complicarem o nosso quotidiano e a retirarem-nos o tempo que precisávamos para nós. Ser feliz, num tal contexto, é um exercício no limiar do impossível.Temos que tomá-lo como alcançável."

K

segunda-feira, novembro 12, 2012

Eternidade

Dás-me a eternidade
Ao dizeres que me amas
Dás-me a eternidade 
Quando me abraças
Dás-me a eternidade
Quando juntos lutamos
Contra a desigualdade
Contra a falta de democracia
É uma eternidade 
De que necessito
É uma eternidade
Que vais beber
Dou-te a eternidade
Digo que te amo...

C.P.

domingo, novembro 11, 2012

Partir, sem ti

Uma outra vez, parto sem ti,
mesmo se a ausência não se prevê longa.
De novo, parto sem ti
e a tua memóriia não me abandona nem um instante,
parte que és do meu existir.
Parto e interrogo-mo se não é saudável partir,
libertar-te  de uma presença
que, às vezes, me interrogo se não te sufoca.
Em boa verdade, o que mais sufoca,
a ambos, creio,  serão as margens que nos comprimem,
mas isso basta para que me sinta impelido a partir
e, logo depois, seja o fantasma da tua ausência
que me capture a mente, de forma insistente.
Equilíbrio precário este em que me balanço,
onde a tua ausência me é insuportável
mas a materialização do teu presente,
que não a tua materialidade,
me impelem  a partir,
na esperança de que a ausência seja breve
e, no regresso, o reencontro
seja  a única coisa que importe.

José Cadima

quinta-feira, novembro 08, 2012

Cartas com destinatário certo, e leitura incerta

"Havendo que ser pragmático e olhar para o presente e o futuro, acredito que podemos encontrar maneira de resolver as nossas diferenças e ajudar-nos mutuamente. Pelo que me diz respeito, preciso muito da tua ajuda."

José Cadima

segunda-feira, novembro 05, 2012

Cartas com destinatário certo, e leitura incerta

"O que me desconforta sobremaneira é não entender porque é que te recusas a falar comigo sobre as coisas que te preocupam e, mais do que isso, não entender do que é que me culpas nas coisas que não te correram bem ou não correm bem, no presente. 
Obviamente que terei cometido erros  mas creio que tens consciência que me preocupo contigo e tenho tentado dar-te o apoio que me tem sido possível. Se mais não tenho dado é porque não sei como fazê-lo.
Peço que aceites conversar comigo. Ouvir-te-ei com toda a atenção."

José Cadima

sexta-feira, novembro 02, 2012