Imagina só poderes ver os meus sonhos no meu reflexo. "Jornal de Parede" de José Pedro Cadima e de José Cadima
terça-feira, abril 03, 2012
O meu pequeno livro de memórias (8)
domingo, abril 01, 2012
Os meus imensos defeitos ...
"Os meus imensos defeitos
tê-los-ão tolhido na afirmação das suas enormes qualidades."
José Cadima
sexta-feira, março 30, 2012
Sameiro, dizes tu.
J. C.
quarta-feira, março 28, 2012
domingo, março 25, 2012
O meu pequeno livro de memórias (7)
[Edífícios da UMinho onde funcionou a Escola de Economia e Gestão num certo momento da sua história de 30 anos: em baixo, Rua D. Pedro V; em cima, Rua do Castelo]
sexta-feira, março 23, 2012
Mensagens curtas, endereçadas
"É um gesto de grande generosidade esse teu de ofereceres-te para escrever um livro comigo. Seria incapaz de pedir-te tanto.
Nesta altura, não vou mais longe que, humildemente, pedir-te um abraço, forte."
José Cadima
quarta-feira, março 21, 2012
segunda-feira, março 19, 2012
Sarau de/sobre Poesia - Dia Mundial da Poesia
«No âmbito da comemoração do Dia Mundial da Poesia, a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva convida V. Exa. a participar no sarau de/sobre poesia (resultante da 3ª edição do concurso Encontro de Poesias), no próximo dia 21 de março (quarta-feira), a partir das 21h30, no auditório da Biblioteca. A entrada é livre.
Intervenção musical a cargo de Catarina Araújo.
Será feito um breve ensaio sobre a importância da poesia na literatura, a cargo de Fernando Pinheiro (escritor, editor, ator).
Nesta sessão serão anunciados os vencedores do concurso, referentes aos 4 escalões etários:
crianças até aos 9 anos; crianças dos 10 até aos 13 anos; jovens dos 14 até aos 17 anos; adultos dos 18 anos em diante.
Na 3ª edição deste concurso participaram 179 pessoas.
A todos a BLCS agradece a participação e interesse demonstrados.
-----------------------------------------------------------------------------------
Aida Alves
Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva
Rua de S. Paulo, nº 1 - Cividade
4700-042 Braga – Portugal»
(reprodução de mensagem que nos caiu entretanto na caixa de correio electrónico)
Poema
Um poema é um estado de espírito, não é expressão de vontade ou exercício simples de escrita. Talvez um dia... Talvez um dia seja capaz de escrever-te um poema.
José Cadima
domingo, março 18, 2012
Um dia...
Um dia...
Um dia escrevi um livro,
e questionei-me se teria forças
para escrever mais algum.
José Cadima
sábado, março 17, 2012
quinta-feira, março 15, 2012
quarta-feira, março 14, 2012
Revisitando "Tu(Eu)"
Senti-me mal. Apeteceu-me correr rua
abaixo. Não fui capaz!
Decidi tomar um banho. A água morna acalmou-me.
Penteei o cabelo para a frente, para me tapar os olhos. Aos poucos, as
pontas encaracolaram-se para cima e deixaram-me ver a minha cara no espelho.
Senti de novo necessidade de gritar. Explodi!
É por isso que não resta de mim senão o que está à vista.
José Pedro Cadima
segunda-feira, março 12, 2012
O meu pequeno livro de memórias (6)
A história das instituições é sobretudo a
história das pessoas que lhe dão corpo
Cheguei a Braga a meio de
Dezembro de 1982 para iniciar funções docentes pouco depois, em Janeiro de 1983. A entidade funcional
em que fui integrado chamava-se UCP (Unidade Científico-Pedagógica) - Economia
e Gestão.
Quando cheguei a Braga,
conhecia uma única pessoa na cidade e na Universidade do Minho. Conhecêramo-nos
enquanto estudantes do Instituto Superior de Economia, da Universidade Técnica
de Lisboa (actualmente, ISEG). Por coincidência, trata-se do Presidente da
Escola de Economia e Gestão (EEG) em funções (Manuel Rocha Armada).
Fui contratado para a dita
“unidade” na mesma altura que 5 outros jovens recém-licenciados, dos quais
permanecem ao serviço da Universidade do Minho apenas 2: Luís Gonçalves (Escola
de Direito) e Pedro Vasconcelos (Escola de Direito). Um outro, que alguns dos
presentes conhecerão, ainda é fácil encontrá-lo por Braga mas há muito
enveredou por outro percurso profissional (a banca). Refiro-me a António
Marques, actual Presidente da Direcção da Associação Industrial do Minho e,
curiosamente, também Presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico do
Cávado e do AVE (IPCA).
Entre o serviço que me foi
distribuído nesse primeiro ano e nos que se seguiram estavam cadeiras como
Macroeconomia, Moeda e Crédito, Desenvolvimento Económico Regional e Local,
Análise Económica de Projectos e Análise de Projectos. Os destinatários do ensino de que fui
encarregue eram alunos de Gestão, de Administração Pública e de Relações
Internacionais, se bem que também me tivesse calhado leccionar disciplinas como
"Problemas Económicas da Actualidade" em “opções culturais” de cursos
de Engenharia.
Entre os alunos que tive logo
no meu primeiro ano na UM (a marca UMinho é uma coisa recente) encontravam-se
dois(duas) que pouco tempo depois viriam a integrar o corpo docente da
“Escola”. Desses(dessas), um(a) aposentou-se entretanto, permanecendo em
funções outro(a). Refiro-me a, respectivamente, Elvira Lima e Mª Helena
Guimarães.
A UCP-Economia e Gestão era
então (Janeiro de 1983), no total, qualquer coisa como 29 docentes e 2
funcionários, todos instalados no último piso de um prédio situado na rua D.
Pedro V, construído para servir de habitação. Como local de trabalho, a uns
calhou a sala de estar ou os quartos, a outros a cozinha.
Soube algum tempo depois que,
até pouco antes, as ditas instalações tinham sidas partilhadas com colegas das
Ciências Sociais. Cheguei mesmo a cruzar-me aí com um (Aníbal Alves –
Comunicação Social) que, estando no estrangeiro a preparar doutoramento quando
a “cisão” se deu, aproveitou uma visita que fez a Portugal mais tarde para
recolher livros e outro material que deixara no espaço que usava para
trabalhar. Desse processo de emancipação da Economia e Gestão das Ciências
Sociais não me chegou mais do que isso. Ouvi falar de nomes, como Lima de
Carvalho, que só muito mais tarde conheci.
Foi nesse espaço que travei
contacto também com Altamiro Machado (Informática de Gestão/Sistemas de
informação). Tal aconteceu numa ocasião em que fez uma visita ao Professor
António Vale e Vasconcellos. Ambos, são nesta altura apenas memória, como
vários outros professores com que me fui cruzando nos corredores da UMinho e
nas ruas das cidades de Braga e de Guimarães, de bastantes dos quais guardo
gratas recordações.
A Escola de Economia e Gestão
era então apenas um projecto, em todo o caso, partilhado com razoável
entusiasmo por muitos de nós.
A fase imediatamente
seguinte de materialização desse projecto foi vivida no Edifício da Rua do
Castelo, tendo-se constituído num momento particularmente rico em matéria de
convívio, tirando proveito da existência logo ao lado de alguns cafés e
restaurantes, onde, a meio da tarde, era possível trocar ideias entre um prato
de rissóis e algumas cervejas. Tínhamos o futuro pela frente. Sonhar era
possível.
J. Cadima Ribeiro
domingo, março 11, 2012
sexta-feira, março 09, 2012
De volta a "Sonhos a Um Espelho"
«Na idade dos porquês
Estou outra vez
em mutação,
quer dizer, na idade dos porquês
(se bem que pareça questionar-me em vão).
Não acho resposta para nenhuma pergunta.
Sabes: as folhas no Outono? Eu sinto-me assim!
Nada resulta!
As perguntas ficam por responder
e eu sinto medo das respostas procurar.
Só me apetece esconder…
… e chorar.»
José Pedro Cadima (2009), Papiro Editora, Lisboa, p.48
Estou outra vez
em mutação,
quer dizer, na idade dos porquês
(se bem que pareça questionar-me em vão).
Não acho resposta para nenhuma pergunta.
Sabes: as folhas no Outono? Eu sinto-me assim!
Nada resulta!
As perguntas ficam por responder
e eu sinto medo das respostas procurar.
Só me apetece esconder…
… e chorar.»
José Pedro Cadima (2009), Papiro Editora, Lisboa, p.48
quarta-feira, março 07, 2012
segunda-feira, março 05, 2012
O meu pequeno livro de memórias (5)
A UCP-Economia e Gestão era então (Janeiro de 1983), no total, qualquer coisa como 29 docentes e 2 funcionários, todos instalados no último piso de um prédio situado na rua D. Pedro V, construído para servir de habitação. A uns, calhou a sala de estar ou os quartos, a outras a cozinha.
J. Cadima Ribeiro
sexta-feira, março 02, 2012
Mensagens curtas, endereçadas
"Só quando não estás sou verdadeiramente capaz de avaliar a falta que me fazes e o conforto que é saber que posso contar com o teu carinho e dedicação."
José Cadima
quinta-feira, março 01, 2012
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
terça-feira, fevereiro 28, 2012
O meu pequeno livro de memórias (4)
"Fui contratado para a dita ´unidade científico-pedagógica` na mesma altura que 5 outros jovens recém-licenciados, dos quais permanecem ao serviço da Universidade do Minho apenas 2, actualmente ao serviço da Escola de Direito. Um outro, que alguns dos leitores conhecerão, ainda é fácil encontrá-lo por Braga mas há muito enveredou por outro percurso profissional (a banca). Refiro-me ao actual presidente da direcção da Associação Industrial do Minho e, curiosamente, também presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico do Cávado e do AVE (IPCA)."
J. Cadima Ribeiro
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
De volta a "Sonhos a Um Espelho"
«Adorar e não adorar
Vi uns poucos, em acto de adoração,
a chamar de rei e senhor
a alguém em que apenas reconheci um homem comum.
Porquê esta necessidade de encontrar alguém a quem idolatrar?
Porquê esta necessidade de alguém que os guie?
Não saberão eles guiar-se a si próprios?
Sentir-se-ão fracos ou é essa postura que os torna fracos?
Eu? Nunca fui de adorações!»
José Pedro Cadima (2009), Papiro Editora, Lisboa, p.74
Vi uns poucos, em acto de adoração,
a chamar de rei e senhor
a alguém em que apenas reconheci um homem comum.
Porquê esta necessidade de encontrar alguém a quem idolatrar?
Porquê esta necessidade de alguém que os guie?
Não saberão eles guiar-se a si próprios?
Sentir-se-ão fracos ou é essa postura que os torna fracos?
Eu? Nunca fui de adorações!»
José Pedro Cadima (2009), Papiro Editora, Lisboa, p.74
sábado, fevereiro 25, 2012
O meu pequeno livro de memórias (3)
"A fase imediatamente seguinte de materialização desse projecto foi
vivida no edifício da Rua do Castelo, tendo-se constituído num momento
particularmente rico em matéria de convívio, tirando proveito da existência
logo ao lado de alguns cafés e restaurantes, onde, a meio da tarde, era
possível trocar ideias entre um prato de rissóis e algumas cervejas. Tínhamos o
futuro pela frente. Sonhar era possível."
J. Cadima Ribeiro
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
O meu pequeno livro de memórias (2)
"Cheguei a Braga a meio de
Dezembro de 1982 para iniciar funções docentes pouco depois, em Janeiro de 1983. A entidade funcional
em que fui integrado chamava-se UCP (Unidade Científico-Pedagógica) - Economia
e Gestão."
J. Cadima Ribeiro
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
O meu pequeno livro de memórias
"Entre os alunos que tive logo no meu primeiro ano (1982/83) na UM (a marca UMinho é
uma coisa recente) encontravam-se dois(duas) que pouco tempo depois viriam a
integrar o corpo docente da ´Escola`. Desses(dessas), um(a) aposentou-se
entretanto, permanecendo em funções outro(a)."
J. Cadima Ribeiro
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
"Entre o Sono e o Sonho"
«Estão todos convidados para o lançamento da Antologia de Poesia Contemporânea "Entre o Sono e o Sonho" Vol. III, edição da Chiado Editora, que se vai realizar Sábado, dia 25 de Fevereiro, pelas 15.30, no Zeno Lounge do Casino Estoril.
São antologiados na obra cerca de 400 Poetas Contemporâneos!A Vossa divulgação do evento é muito bem-vinda!
Obrigado.»
terça-feira, fevereiro 21, 2012
domingo, fevereiro 19, 2012
sábado, fevereiro 18, 2012
"Pensar fora da caixa"
«A importância da intuição está ligada à de percepção. Considere-se um “puzzle” onde tudo parece encaixar-se. Neste contexto, o Empreendedor é alguém que, descartando uma aproximação analítica, acaba por descobrir que, afinal, falta uma peça. Pode também ser colocado na posição de alguém que “pensa fora da caixa”.»
José Pedro Cadima
quinta-feira, fevereiro 16, 2012
terça-feira, fevereiro 14, 2012
Amar é:
querer abraçar-te,
todos os dias, antes de ires trabalhar;
sentir o aconchego dos teus braços
e fazer perdurar esse abraço até ao dia seguinte,
quando receberei outro abraço.
C.P.
todos os dias, antes de ires trabalhar;
sentir o aconchego dos teus braços
e fazer perdurar esse abraço até ao dia seguinte,
quando receberei outro abraço.
C.P.
De volta a "Sonhos a Um Espelho"
«O meu amor por ti
Se o meu amor por ti
fosse o responsável pelo girar dos planetas,
um ano duraria menos que um segundo.
Se o meu amor por ti
fosse a energia que alimenta as estrelas,
seria sempre dia.
Se o meu amor por ti
fossem apenas palavras,
este poema não teria fim.»
José Pedro Cadima (2009), Papiro Editora, Lisboa, p.20
Se o meu amor por ti
fosse o responsável pelo girar dos planetas,
um ano duraria menos que um segundo.
Se o meu amor por ti
fosse a energia que alimenta as estrelas,
seria sempre dia.
Se o meu amor por ti
fossem apenas palavras,
este poema não teria fim.»
José Pedro Cadima (2009), Papiro Editora, Lisboa, p.20
domingo, fevereiro 12, 2012
sábado, fevereiro 11, 2012
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
De volta a "Sonhos a Um Espelho"
«Aqueles momentos
Há aqueles momentos sem nada que escrever,
sem nada para dizer.
Pois bem, este não é um deles,
e, mais do que nunca, apetece-me escrever,
correr, saltar, delirar
e, sobretudo, estar a teu lado e abraçar-te.
Apetece-me inspirar
e expirar muito lentamente,
ouvir a tua respiração em sincronia com a minha.
E apetece-me
chegar os meus lábios ao teu ouvido, lentamente,
e dizer-te: amo-te!»
José Pedro Cadima (2009), Papiro Editora, Lisboa, p. 14
Há aqueles momentos sem nada que escrever,
sem nada para dizer.
Pois bem, este não é um deles,
e, mais do que nunca, apetece-me escrever,
correr, saltar, delirar
e, sobretudo, estar a teu lado e abraçar-te.
Apetece-me inspirar
e expirar muito lentamente,
ouvir a tua respiração em sincronia com a minha.
E apetece-me
chegar os meus lábios ao teu ouvido, lentamente,
e dizer-te: amo-te!»
José Pedro Cadima (2009), Papiro Editora, Lisboa, p. 14
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
De volta a "Sonhos a Um Espelho"
«No fundo
É usual dizer-se que, no fundo,esta ou aquela pessoa ainda gosta de nós.
Mas, no fundo,
no caso do poço, está a água
e, no vulcão, está a lava.
Para mim, tanto faz morrer afogado
como por lava queimado.»
José Pedro Cadima (2009), Papiro Editora, Lisboa, p. 18
terça-feira, fevereiro 07, 2012
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
Em momento algum...
"Em momento algum me arrependi da ´ousadia` da iniciativa, a que conto dar continuidade, enquanto as forças para tal me assistirem."
J. Cadima Ribeiro
sábado, fevereiro 04, 2012
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
quarta-feira, fevereiro 01, 2012
terça-feira, janeiro 31, 2012
Dias infelizes: “remake”(2)
Queria alhear-me do que vejo.
Queria esquecer a desgraça que por aí vai,
a que não sou imune, longe disso.
Queria esconder o que sinto,
abafar o meu protesto,
mas não consigo,
nem talvez deva fazê-lo.
Queria evadir-me desta prisão,
deste desencanto que se tornou
o dia-a-dia, o meu, o teu, o nosso.
Será que alguém é capaz reconhecer-se
neste vazio de esperança,
neste percurso insano?
Vemo-nos “governados” por gente sem alma,
e sem capacidade de ver para além do horizonte próximo.
Esta é a realidade que se configura
de forma patente aos olhos de cada vez mais gente,
gente que, apesar disso, se recusa a crer
no que lhe entra, friamente, olhos dentro.
Sinto tremenda a tarefa
de procurar alguma felicidade
para além das portas do espaço íntimo em que me fecho,
com que me protejo.
Sinto penosa esta tarefa de viver nos dias que correm.
Mais do que gregos,
dir-se-á que nos vemos portugueses,
o que devia ser sinal de esperança,
de esperança, digo.
Melhores dias virão!?
K
segunda-feira, janeiro 30, 2012
domingo, janeiro 29, 2012
Recuperando uma coisa divulgada algures e com algum tempo de existência, que não tem actualidade nos factos mas tem-na nas circunstâncias
1.
Já
mais do que uma vez tive oportunidade de me referir ao desconforto com que
algumas pessoas e entidades lidam com a informação. Por eles(as) o “lápis azul”
ainda existia. E não me estou a referir só ao governo de Sócrates.
2.
Numa
Escola universitária assistiu-se ultimamente ao desenrolar de uma série de estranhos
incidentes. Timidamente, um blogue dá
uma breve notícia disso, relatando ipsis
verbis alguns detalhes do acontecido, em verdade, coisas do arco-da-velha.
Fá-lo na expectativa de que alguém se interesse pelo assunto.
3.
Enquanto
há quem diz que vai resolver o assunto e enquanto os requerimentos e as
mensagens de correio electrónico vão andando de um lado para o outro,
substantivamente tudo permanece na mesma. Na mesma é uma forma de dizer já que
houve quem tivesse que assegurar serviços que não lhe tinham sido atribuídos e
houve quem, com paninhos quentes, tentasse que o problema não ganhasse maior e
mais dramática dimensão.
4.
Posto
o arrastar da situação e a inércia instalada, o blogue que já se tinha referido (timidamente) ao assunto, volta à
carga alguns dias depois. Desta vez, de forma mais veemente, relatando factos,
uma vez mais. O “sistema” reage com desconforto e o assunto tem o
esclarecimento formal que urgia mas não aparecia.
5.
A
abrir a 4ª semana, ainda nem tudo está resolvido mas parece caminhar nesse
sentido. É então que surge distribuído na Escola uma “nota informativa” onde,
no essencial, se enumeram vários dos factos já relatados mas, sobretudo, se
crítica “a boataria e os bogs que só tem contribuído para prejudicar a imagem
de[…]”. Gera-se-me daqui a dúvida se factos e “boataria” não passam de uma e
mesma coisa. Por outro lado, fica a dúvida se é a ausência de informação que
alimenta a “boataria” ou se é porque há informação que se cria espaço para a
“boataria”. Sobre como estas coisas interagem com a imagem também creio que
será melhor deixar a problemática para ocasião mais oportuna.
6.
Última
peça da nota informativa: “[dada a inoperância do Departamento em solucionar o
problema […], a Escola[…]”. É remate brilhante, sem dúvida, para quem primou pela
operacionalidade e eficácia ao longo das três semanas já corridas. Não somos
injustos ao ponto de dizer que o problema tinha resolução fácil. Lida(va)-se
com pessoas, para mais em situação crítica, mas… E depois fala-se de imagem de
e, se calhar, de transparência de procedimentos, e de lealdade institucional e
de … uma série de coisas que se sabe não terem substância alguma em razão de…
J. Cadima
Ribeiro
quinta-feira, janeiro 26, 2012
Crónica do (mau) tempo que corre
"Olhando
João Proença, não pude deixar de recordar Torres Couto, há bastantes anos e
numa altura em que ainda não éramos capazes de crer que fosse possível ver
degradar tanto a economia e a qualidade da governação do país."
J. Cadima Ribeiro
quarta-feira, janeiro 25, 2012
terça-feira, janeiro 24, 2012
sábado, janeiro 21, 2012
“What makes an entrepreneur? The role of feelings”
«“What makes an entrepreneur?
The role of feelings”, traduzido para português, dá qualquer coisa do género "O que é que torna alguém empresário? O papel dos
sentidos", o que resulta numa expressão bastante ambígua.
Muito menos ambígua será a
problemática que está por trás desse título, que se prende com a questão de
saber se é de natureza intuitiva ou racional a decisão que leva alguém a criar
uma empresa ou, se quiserem, a ser empreendedor.
Esta
foi a questão central a que se propôs responder o meu filho José Pedro Cadima na
dissertação de mestrado que defendeu ontem, 6ª feira, na Faculdade de
Economia da Universidade Nova de Lisboa, desde há poucos meses redenominada Nova School of Business and Economics,
para, entre outras coisas, estar em maior consonância com o ensino em língua
inglesa que pratica nos seus cursos de pós-graduação, pelo menos.»
J. Cadima Ribeiro
As últimas notícias chegadas de Lisboa
"Quero agradecer ao pikachu porque me ensinou a fazer regressões."
José Pedro Cadima
José Pedro Cadima
quarta-feira, janeiro 18, 2012
terça-feira, janeiro 17, 2012
Correio dos(as) leitores(as): "O Estranho Palco da Vida"
«A friend has sent you a link to a product that (s)he thinks may interest
you.
"O Estranho Palco da Vida":
segunda-feira, janeiro 16, 2012
sábado, janeiro 14, 2012
Amo-te, um bocadinho (2)
Questionas-me, declaras-te insatisfeita
por te amar um bocadinho.
Pese isso, confesso-te que achei a tua mensagem carinhosa,
se bem que imprecisa na captação da realidade das coisas.
Em boa verdade, o que eu te digo,
e agora reafirmo,
é que te amo um bocadinho grande,
o que é mais que amar-te, simplesmente.
Devias reconhecer isso,
ao invés de aparecer como mal-agradecida,
digamos assim.
Pelo que te amo,
desculpo-te isso.
...
K
por te amar um bocadinho.
Pese isso, confesso-te que achei a tua mensagem carinhosa,
se bem que imprecisa na captação da realidade das coisas.
Em boa verdade, o que eu te digo,
e agora reafirmo,
é que te amo um bocadinho grande,
o que é mais que amar-te, simplesmente.
Devias reconhecer isso,
ao invés de aparecer como mal-agradecida,
digamos assim.
Pelo que te amo,
desculpo-te isso.
...
K
quinta-feira, janeiro 12, 2012
Amo-te, um bocadinho
Amo-te, um bocadinho
dizes-me tu,
depois de te tentar seduzir.
Toco no meu cabelo,
ponho um brilho nos olhos
e preparo-me para te receber,
no meu abraço,
na minha boca,
na minha alma.
Amo-te, um bocadinho,
dizes-me tu,
tentando esconder a emoção,
do sentimento que é
constatares, finalmente,
que alguém te ama,
que te quer a ti
e que tu a queres a ela.
Meu amor, quando vais dizer Amo-te, apenas?
...
C.P.
dizes-me tu,
depois de te tentar seduzir.
Toco no meu cabelo,
ponho um brilho nos olhos
e preparo-me para te receber,
no meu abraço,
na minha boca,
na minha alma.
Amo-te, um bocadinho,
dizes-me tu,
tentando esconder a emoção,
do sentimento que é
constatares, finalmente,
que alguém te ama,
que te quer a ti
e que tu a queres a ela.
Meu amor, quando vais dizer Amo-te, apenas?
...
C.P.
quarta-feira, janeiro 11, 2012
Correio dos(as) leitores(as): "Já disse tantas vezes"
«Exmos. Srs.
Poesia e Voz de Maria Azenha:
Mais informação sobre a Autora - http://pt.wikipedia.org/wiki/ Maria_Azenha
Para apreciar e divulgar se assim o entender.
Boa semana.

Mïr»
terça-feira, janeiro 10, 2012
segunda-feira, janeiro 09, 2012
sexta-feira, janeiro 06, 2012
Lisboa: última hora
"Finishing thesis english corrections at 5 a.m. Close enough!"
José Pedro Cadima
(via Facebook - http://www.facebook.com/jpgcadima)
José Pedro Cadima
(via Facebook - http://www.facebook.com/jpgcadima)
quarta-feira, janeiro 04, 2012
terça-feira, janeiro 03, 2012
segunda-feira, janeiro 02, 2012
Encontrar tempo para a meditação
"Nesta vida tão acelerada, encontrar tempo para a meditação é um grande desafio..."
C.P.
sexta-feira, dezembro 30, 2011
Pergunta que fica, a fechar o ano
A culpa é toda minha, por não entender a tua psicologia feminina, mas quem seria capaz da entender?
José Cadima
José Cadima
quarta-feira, dezembro 28, 2011
Minha querida Cláudinha
Embora
se possam fazer balanços todos os dias, há ocasiões em que faz mais sentido fazê-los
e o final do ano é uma delas. No balanço do ano que faço, tenho que pôr do lado
do activo e agradecer-te a atenção, o carinho, o amor que me dedicaste, que me
fez sentir valer a pena este quotidiano penoso que é viver e trabalhar em
Portugal nos tempos que correm, infelizes, longe de qualquer alento, cada vez
mais longe do atendimento das expectativas básicas do comum do cidadão, de que
eu me sinto parte, substantiva e subjectivamente.
Foi
bom saber-te a meu lado, ter seguro um abraço no fim do dia, saber garantido o
refúgio necessário de quem enfrenta um dia longo sem momentos de tréguas. Foi
bom, foi um renovar de esperança saber que alguém me esperava no final de cada
jornada.
Pena
tenho de, por força deste desgaste de muitos anos que levo, não ter sido capaz
de responder a cada abraço teu com outro abraço, de não ter sabido dobrar em
beijos aqueles que me deste, de não ter sido capaz de fazer de cada dia teu um
hino à alegria e ao amor. Não era fácil, é certo, mas devia ter feito bem mais
e melhor.
Em
hora de balanço, não sou capaz de alinhar dados do lado do passivo. Obviamente
que houve momentos em que senti que não eras capaz de acompanhar-me nos silêncios
que me eram tão necessários, na minha visão das pessoas e do mundo mas isso não
chega para que faça sentido relevá-los. No passivo, quedam apenas as minhas
incapacidades e limitações, entre elas avultando os abraços que não cheguei a dar-te.
Não
sei se o tempo que se avizinha pode ser tomado por tempo de esperança, para ti,
digo, embora o deseje muito. Os sinais que nos chegam vão quase todos em sentido
contrário. Acreditando que o futuro não pode ser construído unicamente de mágoas
e pesadelos, sou levado a achar que o teu te reservará também muitas coisas boas,
porque o mereces.
Até
qualquer dia, meu amor!
José Cadima
terça-feira, dezembro 27, 2011
Acredito, tento acreditar
Acredito, tento acreditar que as coisas vão melhorar mas, algumas vezes, demasiadas, sou levado a descrer disso. É um equilíbrio desgastante este em que me movo.
K
K
sábado, dezembro 24, 2011
sexta-feira, dezembro 23, 2011
Angústia, ansiedade, insónia
Há ocasiões em que sou levado a
sentir-me o mais infeliz dos seres, mesmo sabendo que mundo fora, neste país, nesta cidade há
pessoas que não têm asseguradas condições
básicas de sobrevivência: pão, paz, habitação.
Angústia, ansiedade, insónia, são
três das dimensões que corporizam o desconforto que me atinge, isto é, que me
agride.
Interrogo-me. Interrogo-me outra
vez e não alcanço resposta. Porque será que tenho que cruzar todas as etapas
deste calvário se nem sequer alimento a esperança de alcançar a redenção final,
dos justos, como alguém diria?
Um existir sofrido; poucas vezes
sereno. Vale a pena uma existência assim? E porquê se não regateio entrega, sacrifício
até, algumas vezes.
Estado de alma ou alma sem
estado, sem estância segura, sem lugar onde viver em paz? Será tempo de abandonar
esta luta ou, antes, de abraçá-la com mais força, na esperança derradeira de atingir
o oásis, um qualquer oásis, assumindo que os haja? E se não houver?
Há ocasiões em que sinto,
acredito que a quietude, o repouso de espírito, a paz exterior e interior são possíveis. Há ocasiões em que sinto que há-de haver razão para esta travessia
que faço, quer dizer, que julgo que o caminho que percorro tem razão de ser, que o meu
esforço, a minha entrega valem a pena, que a paz que tão ansiosamente procuro não
é apenas uma miragem, como têm sido os oásis que, ocasionalmente, tenho perscrutado
no horizonte.
Pobre da minha mente, pobre de
mim que já não vislumbro a diferença entre realidade e sonho, por ser pesadelo
continuado o quotidiano. Destino? Sorte? Mas porque hei-de sofrer de tamanha mal
sorte?
Há ocasiões em que me interrogo e
não encontro resposta alguma, sendo certo que não é a ausência de respostas que
me desespera mas, antes, esta intranquilidade que me agride, esta sensação de
caminho conducente a nenhures que percorro, esta condenação ao purgatório que
me terá sido destinada.
Um existir sofrido; raras vezes
sereno.
K
quinta-feira, dezembro 22, 2011
terça-feira, dezembro 20, 2011
sábado, dezembro 17, 2011
(O tempo que passo) Sem ti
As horas passam,
o tempo voa,
e eu continuo aqui
sem amor, sem ti.
Se conquistar o teu amor
tem sido um sonho,
nesta hora, só em sonho te tenho comigo.
O tempo passa.
Nesta hora, só em sonho te tenho aqui,
só no meu coração te encontro,
te beijo e te abraço.
Conquistar o teu amor
tem sido um sonho
não concretizado.
José Pedro Cadima
o tempo voa,
e eu continuo aqui
sem amor, sem ti.
Se conquistar o teu amor
tem sido um sonho,
nesta hora, só em sonho te tenho comigo.
O tempo passa.
Nesta hora, só em sonho te tenho aqui,
só no meu coração te encontro,
te beijo e te abraço.
Conquistar o teu amor
tem sido um sonho
não concretizado.
José Pedro Cadima
sexta-feira, dezembro 16, 2011
quarta-feira, dezembro 14, 2011
terça-feira, dezembro 13, 2011
Tu(Eu)
Senti-me mal. Apeteceu-me chorar. Apeteceu-me correr rua abaixo até não me restar energia para mais. Não fui capaz!
Decidi tomar um banho. A água morna acalmou-me, mas não chegava. Peguei num pente. O pente deslizou-me sobre os cabelos encaracolados. Arrancou montes deles. Penteei o cabelo para a frente para me tapar os olhos. Aos poucos, as pontas encaracolaram-se para cima e deixaram-me ver a minha cara no espelho.
Senti uma vez mais necessidade de gritar; senti que se não gritasse acabaria para abafar. Explodi!
É por isso que hoje não resta de mim senão o que está à vista.
José Pedro Cadima
domingo, dezembro 11, 2011
Notícias de um mundo paralelo: heterodoxias
"Sendo de saudar a heterodoxia, percebe-se amiúde que as leituras de situação feitas e as recomendações elaboradas reflectem um claro défice de visão e de reflexão sobre os princípios e a problemática da gestão da(s) organização(ões), isto é, bem intencionadas que são as ideias veiculadas, falha-lhes em muitos casos o pragmatismo associado à gestão e adequada estruturação da(s) organização(ões)."
J. Cadima Ribeiro
sábado, dezembro 10, 2011
quinta-feira, dezembro 08, 2011
Um quotidiano incerto e pouco portador de esperança
"Não é caso para ficares demasiado ansioso, se bem que devas estar atento a todas as oportunidades que surjam."
J. Cadima Ribeiro
terça-feira, dezembro 06, 2011
Hoje, especialmente hoje, apetece-me reler o texto
Escondido num novelo de lã
Num novelo de lã me quero esconder,
quietinho, aconchegado, a salvo;
a salvo do que vai lá fora,
a salvo do que ficar fora do meu novelo de lã.
Deixem-me procurar um lugar
onde possa permanecer recolhido,
longe da impiedosa lei
que, nos sonhos, traz a luz.
A opressão ataca os pobres
que querem sonhar,
encurrala-os em becos sem saída,
enche-nos a vida de medos.
Pressinto longe o meu novelo de lã.
Quem me dera tê-lo mais perto,
ali, ao alcance de uma mão.
José Pedro Cadima
Num novelo de lã me quero esconder,
quietinho, aconchegado, a salvo;
a salvo do que vai lá fora,
a salvo do que ficar fora do meu novelo de lã.
Deixem-me procurar um lugar
onde possa permanecer recolhido,
longe da impiedosa lei
que, nos sonhos, traz a luz.
A opressão ataca os pobres
que querem sonhar,
encurrala-os em becos sem saída,
enche-nos a vida de medos.
Pressinto longe o meu novelo de lã.
Quem me dera tê-lo mais perto,
ali, ao alcance de uma mão.
José Pedro Cadima
domingo, dezembro 04, 2011
sexta-feira, dezembro 02, 2011
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