terça-feira, abril 03, 2012

O meu pequeno livro de memórias (8)

















[Placa inaugural das actuais instalações da Escola de Economia e Gestão e arcadas do edifício da Rua do Castelo onde funcionou a Escola na 2ª metade dos anos 80 e início dos anos 90 do Séc. XX]

domingo, abril 01, 2012

sexta-feira, março 30, 2012

Sameiro, dizes tu.

"Lá em cima, ao fundo: Sameiro. Sameiro, dizes tu, mulher atarefada com a lida da casa, somada aos afazeres do campo. Maria, mulher cada vez mais da cidade, posto que os campos se despovoam a olhos vistos e, na enxurrada, correm risco de ir até as cidades."

J. C. 

domingo, março 25, 2012

O meu pequeno livro de memórias (7)

[Edífícios da UMinho onde funcionou a Escola de Economia e Gestão num certo momento da sua história de 30 anos: em baixo, Rua D. Pedro V; em cima, Rua do Castelo]


sexta-feira, março 23, 2012

Mensagens curtas, endereçadas

"É um gesto de grande generosidade esse teu de ofereceres-te para escrever um livro comigo. Seria incapaz de pedir-te tanto.
Nesta altura, não vou mais longe que, humildemente,  pedir-te um abraço, forte."

José Cadima

segunda-feira, março 19, 2012

Sarau de/sobre Poesia - Dia Mundial da Poesia

«No âmbito da comemoração do Dia Mundial da Poesia, a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva convida V. Exa. a participar no sarau de/sobre poesia (resultante da 3ª edição do concurso Encontro de Poesias), no próximo dia 21 de março (quarta-feira), a partir das 21h30, no auditório da Biblioteca. A entrada é livre.

Intervenção musical a cargo de Catarina Araújo.

Será feito um breve ensaio sobre a importância da poesia na literatura, a cargo de Fernando Pinheiro (escritor, editor, ator).

Nesta sessão serão anunciados os vencedores do concurso, referentes aos 4 escalões etários:
crianças até aos 9 anos; crianças dos 10 até aos 13 anos; jovens dos 14 até aos 17 anos; adultos dos 18 anos em diante.

Na 3ª edição deste concurso participaram 179 pessoas.

A todos a BLCS agradece a participação e interesse demonstrados.
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Aida Alves
Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva
Rua de S. Paulo, nº 1 - Cividade
4700-042 Braga – Portugal»

(reprodução de mensagem que nos caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

Poema

Um poema é um estado de espírito, não é expressão de vontade ou exercício simples de escrita. Talvez um dia... Talvez um dia seja capaz de escrever-te um poema.

José Cadima

domingo, março 18, 2012

quarta-feira, março 14, 2012

Revisitando "Tu(Eu)"


Senti-me mal.  Apeteceu-me correr rua abaixo. Não fui capaz! 
Decidi tomar um banho. A água morna acalmou-me. 
Penteei o cabelo para a frente, para me tapar os olhos. Aos poucos, as pontas encaracolaram-se para cima e deixaram-me ver a minha cara no espelho.
Senti de novo necessidade de gritar. Explodi!
É por isso que  não resta de mim senão o que está à vista.

José Pedro Cadima

segunda-feira, março 12, 2012

O meu pequeno livro de memórias (6)

A história das instituições é sobretudo a história das pessoas que lhe dão corpo
Cheguei a Braga a meio de Dezembro de 1982 para iniciar funções docentes pouco depois, em Janeiro de 1983. A entidade funcional em que fui integrado chamava-se UCP (Unidade Científico-Pedagógica) - Economia e Gestão.
Quando cheguei a Braga, conhecia uma única pessoa na cidade e na Universidade do Minho. Conhecêramo-nos enquanto estudantes do Instituto Superior de Economia, da Universidade Técnica de Lisboa (actualmente, ISEG). Por coincidência, trata-se do Presidente da Escola de Economia e Gestão (EEG) em funções (Manuel Rocha Armada).
Fui contratado para a dita “unidade” na mesma altura que 5 outros jovens recém-licenciados, dos quais permanecem ao serviço da Universidade do Minho apenas 2: Luís Gonçalves (Escola de Direito) e Pedro Vasconcelos (Escola de Direito). Um outro, que alguns dos presentes conhecerão, ainda é fácil encontrá-lo por Braga mas há muito enveredou por outro percurso profissional (a banca). Refiro-me a António Marques, actual Presidente da Direcção da Associação Industrial do Minho e, curiosamente, também Presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico do Cávado e do AVE (IPCA).
Entre o serviço que me foi distribuído nesse primeiro ano e nos que se seguiram estavam cadeiras como Macroeconomia, Moeda e Crédito, Desenvolvimento Económico Regional e Local, Análise Económica de Projectos e Análise de Projectos. Os destinatários do ensino de que fui encarregue eram alunos de Gestão, de Administração Pública e de Relações Internacionais, se bem que também me tivesse calhado leccionar disciplinas como "Problemas Económicas da Actualidade" em “opções culturais” de cursos de Engenharia.
Entre os alunos que tive logo no meu primeiro ano na UM (a marca UMinho é uma coisa recente) encontravam-se dois(duas) que pouco tempo depois viriam a integrar o corpo docente da “Escola”. Desses(dessas), um(a) aposentou-se entretanto, permanecendo em funções outro(a). Refiro-me a, respectivamente, Elvira Lima e Mª Helena Guimarães.
A UCP-Economia e Gestão era então (Janeiro de 1983), no total, qualquer coisa como 29 docentes e 2 funcionários, todos instalados no último piso de um prédio situado na rua D. Pedro V, construído para servir de habitação. Como local de trabalho, a uns calhou a sala de estar ou os quartos, a outros a cozinha.
Soube algum tempo depois que, até pouco antes, as ditas instalações tinham sidas partilhadas com colegas das Ciências Sociais. Cheguei mesmo a cruzar-me aí com um (Aníbal Alves – Comunicação Social) que, estando no estrangeiro a preparar doutoramento quando a “cisão” se deu, aproveitou uma visita que fez a Portugal mais tarde para recolher livros e outro material que deixara no espaço que usava para trabalhar. Desse processo de emancipação da Economia e Gestão das Ciências Sociais não me chegou mais do que isso. Ouvi falar de nomes, como Lima de Carvalho, que só muito mais tarde conheci.
Foi nesse espaço que travei contacto também com Altamiro Machado (Informática de Gestão/Sistemas de informação). Tal aconteceu numa ocasião em que fez uma visita ao Professor António Vale e Vasconcellos. Ambos, são nesta altura apenas memória, como vários outros professores com que me fui cruzando nos corredores da UMinho e nas ruas das cidades de Braga e de Guimarães, de bastantes dos quais guardo gratas recordações.
A Escola de Economia e Gestão era então apenas um projecto, em todo o caso, partilhado com razoável entusiasmo por muitos de nós.
A fase imediatamente seguinte de materialização desse projecto foi vivida no Edifício da Rua do Castelo, tendo-se constituído num momento particularmente rico em matéria de convívio, tirando proveito da existência logo ao lado de alguns cafés e restaurantes, onde, a meio da tarde, era possível trocar ideias entre um prato de rissóis e algumas cervejas. Tínhamos o futuro pela frente. Sonhar era possível.

J. Cadima Ribeiro 

domingo, março 11, 2012

Monstros marinhos

(Viana do Castelo, praia a Sul)
                                                                                                                                                               [Fotoda Autoriai de C.P.]

sexta-feira, março 09, 2012

De volta a "Sonhos a Um Espelho"

«Na idade dos porquês
Estou outra vez
em mutação,
quer dizer, na idade dos porquês
(se bem que pareça questionar-me em vão).
Não acho resposta para nenhuma pergunta.
Sabes: as folhas no Outono? Eu sinto-me assim!
Nada resulta!
As perguntas ficam por responder
e eu sinto medo das respostas procurar.
Só me apetece esconder…
… e chorar.»

José Pedro Cadima (2009), Papiro Editora, Lisboa, p.48

segunda-feira, março 05, 2012

O meu pequeno livro de memórias (5)

A UCP-Economia e Gestão era então (Janeiro de 1983), no total, qualquer coisa como 29 docentes e 2 funcionários, todos instalados no último piso de um prédio situado na rua D. Pedro V, construído para servir de habitação. A uns, calhou a sala de estar ou os quartos, a outras a cozinha. 

J. Cadima Ribeiro

Candeeiro

(Barcelona)
[Foto da autoria de C.P.]

sexta-feira, março 02, 2012

Mensagens curtas, endereçadas

"Só quando não estás sou verdadeiramente capaz de avaliar a falta que me fazes e o conforto que é saber que posso contar com o teu carinho e dedicação."

José Cadima

terça-feira, fevereiro 28, 2012

O meu pequeno livro de memórias (4)

"Fui contratado para a dita ´unidade científico-pedagógica` na mesma altura que 5 outros jovens recém-licenciados, dos quais permanecem ao serviço da Universidade do Minho apenas 2, actualmente ao serviço da Escola de Direito. Um outro, que alguns dos leitores conhecerão, ainda é fácil encontrá-lo por Braga mas há muito enveredou por outro percurso profissional (a banca). Refiro-me ao actual presidente da direcção da Associação Industrial do Minho e, curiosamente, também presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico do Cávado e do AVE (IPCA)."

J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

De volta a "Sonhos a Um Espelho"

«Adorar e não adorar
Vi uns poucos, em acto de adoração,
a chamar de rei e senhor
a alguém em que apenas reconheci um homem comum.
Porquê esta necessidade de encontrar alguém a quem idolatrar?
Porquê esta necessidade de alguém que os guie?
Não saberão eles guiar-se a si próprios?
Sentir-se-ão fracos ou é essa postura que os torna fracos?
Eu? Nunca fui de adorações!»

José Pedro Cadima (2009), Papiro Editora, Lisboa, p.74

sábado, fevereiro 25, 2012

O meu pequeno livro de memórias (3)

"A fase imediatamente seguinte de materialização desse projecto foi vivida no edifício da Rua do Castelo, tendo-se constituído num momento particularmente rico em matéria de convívio, tirando proveito da existência logo ao lado de alguns cafés e restaurantes, onde, a meio da tarde, era possível trocar ideias entre um prato de rissóis e algumas cervejas. Tínhamos o futuro pela frente. Sonhar era possível."

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

O meu pequeno livro de memórias (2)

"Cheguei a Braga a meio de Dezembro de 1982 para iniciar funções docentes pouco depois, em Janeiro de 1983. A entidade funcional em que fui integrado chamava-se UCP (Unidade Científico-Pedagógica) - Economia e Gestão."

J. Cadima Ribeiro 

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

O meu pequeno livro de memórias

"Entre os alunos que tive logo no meu primeiro ano (1982/83) na UM (a marca UMinho é uma coisa recente) encontravam-se dois(duas) que pouco tempo depois viriam a integrar o corpo docente da ´Escola`. Desses(dessas), um(a) aposentou-se entretanto, permanecendo em funções outro(a)."

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

"Entre o Sono e o Sonho"

«Estão todos convidados para o lançamento da Antologia de Poesia Contemporânea "Entre o Sono e o Sonho" Vol. III, edição da Chiado Editora, que se vai realizar Sábado, dia 25 de Fevereiro, pelas 15.30, no Zeno Lounge do Casino Estoril.
São antologiados na obra cerca de 400 Poetas Contemporâneos!
A Vossa divulgação do evento é muito bem-vinda!
Obrigado.»
  • AntologiaConvite.png
    (reprodução de mensagem que nos chegou entretanto via página Facebook do organizador do livro - Gonçalo Martins)





sábado, fevereiro 18, 2012

"Pensar fora da caixa"

«A importância da intuição está ligada à de percepção. Considere-se um “puzzle” onde tudo parece encaixar-se. Neste contexto, o Empreendedor é alguém que, descartando uma aproximação analítica, acaba por descobrir que, afinal, falta uma peça. Pode também ser colocado na posição de alguém que “pensa fora da caixa”.»

José Pedro Cadima

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Amar é:

querer abraçar-te,
todos os dias, antes de ires trabalhar;
sentir o aconchego dos teus braços
e fazer perdurar esse abraço até ao dia seguinte,
quando receberei outro abraço.

C.P.

De volta a "Sonhos a Um Espelho"

«O meu amor por ti
Se o meu amor por ti
fosse o responsável pelo girar dos planetas,
um ano duraria menos que um segundo.
Se o meu amor por ti
fosse a energia que alimenta as estrelas,
seria sempre dia.
Se o meu amor por ti
fossem apenas palavras,
este poema não teria fim.»


José Pedro Cadima (2009), Papiro Editora, Lisboa, p.20

sábado, fevereiro 11, 2012

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

De volta a "Sonhos a Um Espelho"

«Aqueles momentos
Há aqueles momentos sem nada que escrever,
sem nada para dizer.
Pois bem, este não é um deles,
e, mais do que nunca, apetece-me escrever,
correr, saltar, delirar
e, sobretudo, estar a teu lado e abraçar-te.
Apetece-me inspirar
e expirar muito lentamente,
ouvir a tua respiração em sincronia com a minha.
E apetece-me
chegar os meus lábios ao teu ouvido, lentamente,
e dizer-te: amo-te!»

José Pedro Cadima (2009), Papiro Editora, Lisboa, p. 14

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

De volta a "Sonhos a Um Espelho"

«No fundo

É usual dizer-se que, no fundo,
esta ou aquela pessoa ainda gosta de nós.
Mas, no fundo,
no caso do poço, está a água
e, no vulcão, está a lava.
Para mim, tanto faz morrer afogado
como por lava queimado.»



José Pedro Cadima (2009), Papiro Editora, Lisboa, p. 18  

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Em momento algum...

"Em momento algum me arrependi da ´ousadia` da iniciativa, a que conto dar continuidade, enquanto as forças para tal me assistirem."

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

terça-feira, janeiro 31, 2012

Dias infelizes: “remake”(2)


Queria alhear-me do que vejo.
Queria esquecer a desgraça que por aí vai,
a que não sou imune, longe disso.
Queria esconder o que sinto,
abafar o meu protesto,
mas não consigo,
nem talvez deva fazê-lo.
Queria evadir-me desta prisão,
deste desencanto que se tornou
o dia-a-dia, o meu, o teu, o nosso.
Será que alguém é capaz reconhecer-se
neste vazio de esperança,
neste percurso insano?
Vemo-nos “governados” por gente sem alma,
e sem capacidade de ver para além do horizonte próximo.
Esta é a realidade que se configura
de forma patente aos olhos de cada vez mais gente,
gente que, apesar disso, se recusa a crer
no que lhe entra, friamente, olhos dentro.    
Sinto tremenda a tarefa
de procurar alguma felicidade
para além das portas do espaço íntimo em que me fecho,
com que me protejo.
Sinto penosa esta tarefa de viver nos dias que correm.
Mais do que gregos,
dir-se-á que nos vemos portugueses,
o que devia ser sinal de esperança,
de esperança, digo.
Melhores dias virão!?

K

domingo, janeiro 29, 2012

Recuperando uma coisa divulgada algures e com algum tempo de existência, que não tem actualidade nos factos mas tem-na nas circunstâncias


1.      Já mais do que uma vez tive oportunidade de me referir ao desconforto com que algumas pessoas e entidades lidam com a informação. Por eles(as) o “lápis azul” ainda existia. E não me estou a referir só ao governo de Sócrates.
2.      Numa Escola universitária assistiu-se ultimamente ao desenrolar de uma série de estranhos incidentes. Timidamente, um blogue dá uma breve notícia disso, relatando ipsis verbis alguns detalhes do acontecido, em verdade, coisas do arco-da-velha. Fá-lo na expectativa de que alguém se interesse pelo assunto.
3.      Enquanto há quem diz que vai resolver o assunto e enquanto os requerimentos e as mensagens de correio electrónico vão andando de um lado para o outro, substantivamente tudo permanece na mesma. Na mesma é uma forma de dizer já que houve quem tivesse que assegurar serviços que não lhe tinham sido atribuídos e houve quem, com paninhos quentes, tentasse que o problema não ganhasse maior e mais dramática dimensão.
4.      Posto o arrastar da situação e a inércia instalada, o blogue que já se tinha referido (timidamente) ao assunto, volta à carga alguns dias depois. Desta vez, de forma mais veemente, relatando factos, uma vez mais. O “sistema” reage com desconforto e o assunto tem o esclarecimento formal que urgia mas não aparecia.
5.      A abrir a 4ª semana, ainda nem tudo está resolvido mas parece caminhar nesse sentido. É então que surge distribuído na Escola uma “nota informativa” onde, no essencial, se enumeram vários dos factos já relatados mas, sobretudo, se crítica “a boataria e os bogs que só tem contribuído para prejudicar a imagem de[…]”. Gera-se-me daqui a dúvida se factos e “boataria” não passam de uma e mesma coisa. Por outro lado, fica a dúvida se é a ausência de informação que alimenta a “boataria” ou se é porque há informação que se cria espaço para a “boataria”. Sobre como estas coisas interagem com a imagem também creio que será melhor deixar a problemática para ocasião mais oportuna.
6.      Última peça da nota informativa: “[dada a inoperância do Departamento em solucionar o problema […], a Escola[…]”. É remate brilhante, sem dúvida, para quem primou pela operacionalidade e eficácia ao longo das três semanas já corridas. Não somos injustos ao ponto de dizer que o problema tinha resolução fácil. Lida(va)-se com pessoas, para mais em situação crítica, mas… E depois fala-se de imagem de e, se calhar, de transparência de procedimentos, e de lealdade institucional e de … uma série de coisas que se sabe não terem substância alguma em razão de…

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Crónica do (mau) tempo que corre

"Olhando João Proença, não pude deixar de recordar Torres Couto, há bastantes anos e numa altura em que ainda não éramos capazes de crer que fosse possível ver degradar tanto a economia e a qualidade da governação do país."

J. Cadima Ribeiro

sábado, janeiro 21, 2012

“What makes an entrepreneur? The role of feelings”

«“What makes an entrepreneur? The role of feelings”, traduzido para português, dá qualquer coisa do género "O que é que torna alguém empresário? O papel dos sentidos", o que resulta numa expressão bastante ambígua. 
Muito menos ambígua será a problemática que está por trás desse título, que se prende com a questão de saber se é de natureza intuitiva ou racional a decisão que leva alguém a criar uma empresa ou, se quiserem, a ser empreendedor.  
Esta foi a questão central a que se propôs responder o meu filho José Pedro Cadima na dissertação de mestrado que defendeu ontem, 6ª feira,  na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, desde há poucos meses redenominada Nova School of Business and Economics, para, entre outras coisas, estar em maior consonância com o ensino em língua inglesa que pratica nos seus cursos de pós-graduação, pelo menos.»

J. Cadima Ribeiro

As últimas notícias chegadas de Lisboa

"Quero agradecer ao pikachu porque me ensinou a fazer regressões."
José Pedro Cadima

(mensagem datada de hoje, disponível na página do Facebook de José Cadima)

sábado, janeiro 14, 2012

Amo-te, um bocadinho (2)

Questionas-me, declaras-te insatisfeita
por te amar um bocadinho. 
Pese isso, confesso-te que achei a tua mensagem carinhosa, 
se bem que imprecisa na captação da realidade das coisas. 
Em boa verdade, o que eu te digo, 
e agora reafirmo, 
é que te amo um bocadinho grande, 
o que é mais que amar-te, simplesmente. 
Devias reconhecer isso, 
ao invés de aparecer como mal-agradecida, 
digamos assim. 
Pelo que te amo, 
desculpo-te isso.
...
K

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Frutos

(Dióspiros)
[Foto da autoria de C.P.]

Amo-te, um bocadinho

Amo-te, um bocadinho
dizes-me tu,
depois de te tentar seduzir.
Toco no meu cabelo,
ponho um brilho nos olhos
e preparo-me para te receber,
no meu abraço,
na minha boca,
na minha alma.
Amo-te, um bocadinho,
dizes-me tu,
tentando esconder a emoção,
do sentimento que é
constatares, finalmente,
que alguém te ama,
que te quer a ti
e que tu a queres a ela.
 Meu amor, quando vais dizer Amo-te, apenas?
...
C.P.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

sexta-feira, dezembro 30, 2011

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Minha querida Cláudinha

Embora se possam fazer balanços todos os dias, há ocasiões em que faz mais sentido fazê-los e o final do ano é uma delas. No balanço do ano que faço, tenho que pôr do lado do activo e agradecer-te a atenção, o carinho, o amor que me dedicaste, que me fez sentir valer a pena este quotidiano penoso que é viver e trabalhar em Portugal nos tempos que correm, infelizes, longe de qualquer alento, cada vez mais longe do atendimento das expectativas básicas do comum do cidadão, de que eu me sinto parte, substantiva e subjectivamente.
Foi bom saber-te a meu lado, ter seguro um abraço no fim do dia, saber garantido o refúgio necessário de quem enfrenta um dia longo sem momentos de tréguas. Foi bom, foi um renovar de esperança saber que alguém me esperava no final de cada jornada.
Pena tenho de, por força deste desgaste de muitos anos que levo, não ter sido capaz de responder a cada abraço teu com outro abraço, de não ter sabido dobrar em beijos aqueles que me deste, de não ter sido capaz de fazer de cada dia teu um hino à alegria e ao amor. Não era fácil, é certo, mas devia ter feito bem mais e melhor.
Em hora de balanço, não sou capaz de alinhar dados do lado do passivo. Obviamente que houve momentos em que senti que não eras capaz de acompanhar-me nos silêncios que me eram tão necessários, na minha visão das pessoas e do mundo mas isso não chega para que faça sentido relevá-los. No passivo, quedam apenas as minhas incapacidades e limitações, entre elas avultando os abraços que não cheguei a dar-te.
Não sei se o tempo que se avizinha pode ser tomado por tempo de esperança, para ti, digo, embora o deseje muito. Os sinais que nos chegam vão quase todos em sentido contrário. Acreditando que o futuro não pode ser construído unicamente de mágoas e pesadelos, sou levado a achar que o teu te reservará também muitas coisas boas, porque o mereces.
Até qualquer dia, meu amor!

José Cadima

terça-feira, dezembro 27, 2011

Acredito, tento acreditar

Acredito, tento acreditar que as coisas vão melhorar mas, algumas vezes, demasiadas, sou levado a descrer disso. É um equilíbrio desgastante este em que me movo.


K

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Angústia, ansiedade, insónia


Há ocasiões em que sou levado a sentir-me o mais infeliz dos seres, mesmo sabendo que mundo fora, neste país, nesta cidade há pessoas que não têm asseguradas condições  básicas de sobrevivência: pão, paz, habitação.
Angústia, ansiedade, insónia, são três das dimensões que corporizam o desconforto que me atinge, isto é, que me agride.
Interrogo-me. Interrogo-me outra vez e não alcanço resposta. Porque será que tenho que cruzar todas as etapas deste calvário se nem sequer alimento a esperança de alcançar a redenção final, dos justos, como alguém diria?
Um existir sofrido; poucas vezes sereno. Vale a pena uma existência assim? E porquê se não regateio entrega, sacrifício até, algumas vezes.  
Estado de alma ou alma sem estado, sem estância segura, sem lugar onde viver em paz? Será tempo de abandonar esta luta ou, antes, de abraçá-la com mais força, na esperança derradeira de atingir o oásis, um qualquer oásis, assumindo que os haja? E se não houver?
Há ocasiões em que sinto, acredito que a quietude, o repouso de espírito, a paz exterior e interior são possíveis. Há ocasiões em que sinto que há-de haver razão para esta travessia que faço, quer dizer, que julgo que o caminho que percorro tem razão de ser, que o meu esforço, a minha entrega valem a pena, que a paz que tão ansiosamente procuro não é apenas uma miragem, como têm sido os oásis que, ocasionalmente, tenho perscrutado no horizonte.
Pobre da minha mente, pobre de mim que já não vislumbro a diferença entre realidade e sonho, por ser pesadelo continuado o quotidiano. Destino? Sorte? Mas porque hei-de sofrer de tamanha mal sorte?
Há ocasiões em que me interrogo e não encontro resposta alguma, sendo certo que não é a ausência de respostas que me desespera mas, antes, esta intranquilidade que me agride, esta sensação de caminho conducente a nenhures que percorro, esta condenação ao purgatório que me terá sido destinada.
Um existir sofrido; raras vezes sereno.

K

sábado, dezembro 17, 2011

(O tempo que passo) Sem ti

As horas passam,
o tempo voa,
e eu continuo aqui
sem amor, sem ti.
Se conquistar o teu amor
tem sido um sonho,
nesta hora, só em sonho te tenho comigo.

O tempo passa.
Nesta hora, só em sonho te tenho aqui,
só no meu coração te encontro,
te beijo e te abraço.
Conquistar o teu amor
tem sido um sonho
não concretizado.

José Pedro Cadima

terça-feira, dezembro 13, 2011

Tu(Eu)

Senti-me mal. Apeteceu-me chorar. Apeteceu-me correr rua abaixo até não me restar energia para mais. Não fui capaz!
Decidi tomar um banho. A água morna acalmou-me, mas não chegava. Peguei num pente. O pente deslizou-me sobre os cabelos encaracolados. Arrancou montes deles. Penteei o cabelo para a frente para me tapar os olhos. Aos poucos, as pontas encaracolaram-se para cima e deixaram-me ver a minha cara no espelho.
Senti uma vez mais necessidade de gritar; senti que se não gritasse acabaria para abafar. Explodi!
É por isso que hoje não resta de mim senão o que está à vista.

José Pedro Cadima

domingo, dezembro 11, 2011

Notícias de um mundo paralelo: heterodoxias

"Sendo de saudar a heterodoxia, percebe-se amiúde que as leituras de situação feitas e as recomendações elaboradas reflectem um claro défice de visão e de reflexão sobre os princípios e a problemática da gestão da(s) organização(ões), isto é, bem intencionadas que são as ideias veiculadas, falha-lhes em muitos casos o pragmatismo associado à gestão e adequada estruturação da(s) organização(ões)."

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, dezembro 08, 2011

Um quotidiano incerto e pouco portador de esperança

"Não é caso para ficares demasiado ansioso, se bem que devas estar atento a todas as oportunidades que surjam."

J. Cadima Ribeiro

terça-feira, dezembro 06, 2011

Hoje, especialmente hoje, apetece-me reler o texto

Escondido num novelo de lã

Num novelo de lã me quero esconder,
quietinho, aconchegado, a salvo;
a salvo do que vai lá fora,
a salvo do que ficar fora do meu novelo de lã.
Deixem-me procurar um lugar
onde possa permanecer recolhido,
longe da impiedosa lei
que, nos sonhos, traz a luz.

A opressão ataca os pobres
que querem sonhar,
encurrala-os em becos sem saída,
enche-nos a vida de medos.
Pressinto longe o meu novelo de lã.
Quem me dera tê-lo mais perto,
ali, ao alcance de uma mão.

José Pedro Cadima