[Foto da autoria de C.P.]
Imagina só poderes ver os meus sonhos no meu reflexo. "Jornal de Parede" de José Pedro Cadima e de José Cadima
segunda-feira, outubro 03, 2011
Mágoas indeléveis
Na minha vida aconteceram muitas coisas que me afectaram muito, e em primeiro lugar, a morte da minha filha, Joana Catarina. Tentei ultrapassar as mágoas que tal circunstancia provocou em mim mas acredito que, em grande medida, não fui capaz. Não foi por isso que alguma vez deixei de dar o apoio e o acompanhamento que os meus filhos que nasceram depois precisavam mas, seguramente, isso fez com que eu ficasse aquém do que eles precisariam e desejariam de mim.
Talvez um dia possa ter a sua compreensão para esta realidade que me penaliza até aos dias de hoje, e que, porventura, me acompanhará até aos últimos dias da minha vida.
José Cadima
domingo, outubro 02, 2011
Resistindo
"Resistindo ao tempo, resistindo ao desgaste do ano que passou, aqui estou, resistindo"
José Cadima
sábado, outubro 01, 2011
quarta-feira, setembro 28, 2011
O meu mundo
O mundo funda-se em muita coisa. Porquê? Porque é o mundo de muita gente: o meu mundo; o teu mundo; o mundo dele; o mundo dos outros. Não há o nosso mundo, pois o meu sou incapaz de partilhá-lo seja com quem quer que seja, ou talvez tente partilhá-lo, talvez consiga partilhá-lo, mas facilmente me refugio num sítio aonde ninguém consegue penetrar.
José Pedro Cadima
terça-feira, setembro 27, 2011
domingo, setembro 25, 2011
sábado, setembro 24, 2011
Humor
"Como estava a envergar o meu manto da invisibilidade, não contava que dessem por mim!"
José Cadima
Mensagens curtas, endereçadas
"O trabalho, como tu sabes, é uma componente essencial do meu equilíbrio. Algumas vezes, é mesmo todo o suporte do meu equilíbrio psicossomático, o que, contraditoriamente, não deixa de ser uma circunstância infeliz."
José Cadima
quarta-feira, setembro 21, 2011
Teus olhos (II)
Em teus olhos vejo meu reflexo,
Em teus olhos me afundo.
Em teus olhos me afogo.
De meus olhos escorrem lágrimas, abundantes.
Nelas não sei nadar.
Cria-te meu salva-vidas.
Cria-te meu anjo da guarda.
Achei-te predadora de meus olhos.
Num último gesto, peço-te:
comigo vem acabar.
José Pedro Cadima
Em teus olhos me afundo.
Em teus olhos me afogo.
De meus olhos escorrem lágrimas, abundantes.
Nelas não sei nadar.
Cria-te meu salva-vidas.
Cria-te meu anjo da guarda.
Achei-te predadora de meus olhos.
Num último gesto, peço-te:
comigo vem acabar.
José Pedro Cadima
segunda-feira, setembro 19, 2011
sábado, setembro 17, 2011
Suportado em poucas qualidades
Suportado em poucas qualidades,
penalizado pelos meus imensos defeitos,
cá vou eu,
fazendo este exercício difícil quotidiano que é viver,
alimentado por uma ténue esperança, às vezes,
com imensa raiva, na maior parte do tempo.
De quando em quando,
sempre que as circunstâncias mo permitem,
questiono-me sobre o porquê desta sorte,
deste tamanho azar,
interrogo-me sobre que erros cometi
que me condenaram a este destino.
Terão sido graves os erros cometidos.
A imensidão dos defeitos
esteve muito para lá das poucas qualidades
penalizado pelos meus imensos defeitos,
cá vou eu,
fazendo este exercício difícil quotidiano que é viver,
alimentado por uma ténue esperança, às vezes,
com imensa raiva, na maior parte do tempo.
De quando em quando,
sempre que as circunstâncias mo permitem,
questiono-me sobre o porquê desta sorte,
deste tamanho azar,
interrogo-me sobre que erros cometi
que me condenaram a este destino.
Terão sido graves os erros cometidos.
A imensidão dos defeitos
esteve muito para lá das poucas qualidades
que me assistiram(assistem).
Sobrevi. Sobrevi até aos dias de hoje,
acumulando achaques físicos e desgaste mental.
Em pleno contraste,
desejo a melhor sorte a todos
os que falharam na missão de fazer das suas
e da minha vida algo aprazível.
Os meus imensos defeitos tê-los-ão tolhido
na afirmação das suas imensas qualidades.
Libertos de mim, talvez tenha chegado o momento
de verem triunfar essas qualidades.
Pudera que sim!
José Cadima
Sobrevi. Sobrevi até aos dias de hoje,
acumulando achaques físicos e desgaste mental.
Em pleno contraste,
desejo a melhor sorte a todos
os que falharam na missão de fazer das suas
e da minha vida algo aprazível.
Os meus imensos defeitos tê-los-ão tolhido
na afirmação das suas imensas qualidades.
Libertos de mim, talvez tenha chegado o momento
de verem triunfar essas qualidades.
Pudera que sim!
José Cadima
quinta-feira, setembro 15, 2011
quarta-feira, setembro 14, 2011
Ser muito ingénuo ou um grande irresponsável
Como uso dizer – e sou inteiramente sincero nisso – só pensa ter filhos hoje em dia quem não tem nada mais com que se ocupar ou, o que é radicalmente pior, quem é muito ingénuo ou um grande irresponsável. Como sabes, eu encaixo-me na categoria dos ingénuos. Feito o erro, vou ter que viver com ele, mesmo que isso me custe para além do que tenho e posso dar. É uma de entre várias fatalidades com que estou confrontado. Daí a expressão cá vou indo com que quero concluir esta mensagem que decidi endereçar-te.
K
segunda-feira, setembro 12, 2011
sábado, setembro 10, 2011
O efeito dos telejornais na minha vida
Sigo, a maior parte das vezes, o telejornal da noite, pelas 20 horas, quando toda a família está toda sentada à mesa para jantar. Não será uma interessante solução, mas, pelo menos, ficamos “informados” sobre o que se vai passando um pouco por todo o mundo e os mais novos sempre vão tendo alguma percepção da situação social e económica que se vive! Claro que a informação que recebemos é filtrada, mas, apesar de tudo, penso que os jornalistas são mais do que necessários… Ainda bem que existem, para o bem e para o mal! Não obstante, quando precisamos de nos sentir mais animados, apagamos a televisão e ficamos a ouvir música ou simplesmente a falar!...
Sim, porque isto de estar quase uma hora, depois de um dia estafante de trabalho, a ouvir notícias tão deprimentes (comparem o perfil actual dos telejornais com o dos anos oitenta), só pode dar problemas! Felizmente, não tenho pensamentos suicidas, acreditando que, caso os tivesse, algumas vezes poria em causa a importância da minha existência!
Para nos cativarem, lá vão dando quase no fim do telejornal alguma notícia positiva, que já não consegue contrabalançar tudo o resto que se ouviu durante quase uma hora!
Que raio de sociedade se está a construir, acelerada e em que os benefícios sociais estão a acabar! E o esquecimento de quem está ao nosso lado e passa mal? E a vontade desenfreada de ganhos económicos faz-nos esquecer os valores humanos.
Vi, por acaso, há dias, uma reportagem que falava do Butão, que nas últimas décadas apostou na felicidade das pessoas e parece estar a dar resultado… No entanto, falta-nos a cultura deles para poder enveredar por esse caminho.
Começo a ter a certeza de que a sociedade vai ter mesmo que mudar; mas terá que ser à custa de “revoluções”? Quanto tempo se demorará a ver o que dá felicidade às pessoas e a encontrar outro caminho? Que bom que era assistir à diminuição do número de “chicos espertos”, à injustiça social, e a muitas outras coisas (por exemplo, diminuição do número das depressões), ainda que o seu extermínio seja impossível. Apesar de tudo, somos seres humanos!
Leonor
sexta-feira, setembro 09, 2011
Dias infelizes: “remake”
Queria alhear-me do que vejo,
queria esconder o que sinto,
neste tempo de turbulência insana.
Queria evadir-me desta prisão
em que se tornou o meu dia-a-dia,
mesmo que a evasão
não possa ser senão esporádica e precária.
Sinto tarefa tremenda
esta de procurar alguma felicidade.
Sinto tarefa penosa
esta de viver, nos dias que correm.
Mais do que gregos,
dir-se-á que me vejo (nos vemos, muitos de nós) português(eses),
o que devia ser sinal de esperança
mas não o é!
Melhores dias virão!?
quinta-feira, setembro 08, 2011
terça-feira, setembro 06, 2011
domingo, setembro 04, 2011
Sonhos
Procuro em meu redor
e só te encontro a ti,
meu sonho,
meu pesadelo, tantas, demasiadas vezes.
Quando se alimentam sonhos,
dá-se espaço para o pesadelo.
Onde crescem flores,
crescem, também, cardos,
exuberantes, até floridos, espinhosos.
Os rios dos sonhadores
são coloridos de vermelho,
vermelho de sangue, insisto.
Procuro em meu redor
e acho saudades de ti,
anseio ardente de ter-te
e só te encontro a ti,
meu sonho,
meu pesadelo, tantas, demasiadas vezes.
Quando se alimentam sonhos,
dá-se espaço para o pesadelo.
Onde crescem flores,
crescem, também, cardos,
exuberantes, até floridos, espinhosos.
Os rios dos sonhadores
são coloridos de vermelho,
vermelho de sangue, insisto.
Procuro em meu redor
e acho saudades de ti,
anseio ardente de ter-te
ao alcance dos meus braços,
preso que estou na teia
que me faz refém deste amor
muito procurado, temido, louco.
José Pedro Cadima
preso que estou na teia
que me faz refém deste amor
muito procurado, temido, louco.
José Pedro Cadima
sábado, setembro 03, 2011
sexta-feira, setembro 02, 2011
quarta-feira, agosto 31, 2011
terça-feira, agosto 30, 2011
Crónicas do quotidiano: "não se pode enganar toda a gente o tempo todo"
Ocupei hoje, dia 29 de Agosto, parte substancial da tarde numa reunião com uma doutoranda de origem brasileira. Surpreendeu-se a dita doutoranda por eu ter agendado a reunião de trabalho com ela para um tempo que ela presumia ser de férias (as minhas férias). Disse-me a propósito que, no Brasil, em tempo de férias, os professores estão ausentes da universidade durante todo período, e, até, nem se prevê que possam aceder aos seus gabinetes de trabalho.
Em resposta, disse-lhe que “as férias” eram para mim a oportunidade de pôr em dia trabalho em atraso e, de quando em quando, ir espreitar o campo ou o mar e, também, de trocar o gabinete de trabalho na Escola pelo que tenho em casa e, ainda, de correr menos do que o habitual. Aceito que outros tenham melhor vida, isto é, melhores férias. Algum mérito ou sorte hão-de ter para o conseguir.
Tendo por certo quanto me custa “ganhar a vida”, é com perplexidade que assisto ao percurso que fazem certas pessoas que conheço, algumas há demasiado tempo, a quem a vida parece custar muito pouco, mesmo não se vislumbrando nelas mérito especial, aparte a facilidade com que alardeiam ser o que nunca foram. E a verdade é que, geralmente, vão fazendo o seu percurso sem grandes atribulações, quando não com inesperado sucesso, aos olhos de quem os conhece um pouco melhor.
Creio que é a elas que se dirige o dito popular que reza qualquer coisa próxima do seguinte: “Pode enganar-se uma pessoa toda a vida, pode enganar-se muita gente durante muito tempo, mas não se pode enganar toda a gente o tempo todo”. Não questiono tal afirmação, fundada que é na sabedoria cozida pelo tempo lento da existência dos povos. Pergunto-me, no entanto, se não haverá alguns que são enganados porque gostam ou não se importam de o ser, posto que, não raras vezes, em nome de projectos e ambições pessoais, ignoram o que está à vista, não digo de todos, mas de muita gente. Sendo de um modo ou de outro, tenho para mim que não pode, depois, quem se coloca em tal posição achar ter sido enganado.
Contrariamente ao que se passará no Brasil, em Portugal, no tempo que corre, é disto que é feito o dia-a-dia de um professor universitário ou, pelo menos, de bastantes deles, mesmo em tempo de férias. Disto, quero dizer, de trabalho e do confronto com muita perplexidade.
J. Cadima Ribeiro
segunda-feira, agosto 29, 2011
Mensagens curtas, endereçadas
"Agradeço a tua mensagem. Embora me queixe de receber poucas boas notícias, ainda as há felizmente. Aquela a que te reportas é um desses casos."
José Cadima
domingo, agosto 28, 2011
sábado, agosto 27, 2011
Problemas ´versus` desafios
Sempre lidei com grande desconforto com o que não era capaz de entender ou com dificuldades que escapavam à minha capacidade de dar contributo para a sua superação. Os problemas só existem quando nos escapam os instrumentos para a sua resolução. Doutro modo, não são problemas; são desafios.
José Cadima
sexta-feira, agosto 26, 2011
Mensagens curtas, endereçadas
"Vejo que acordaste toda cor-de-rosa esta manhã. Faço votos de que assim continues o resto da semana."
K
quinta-feira, agosto 25, 2011
Festim de rosas (II)
Num festim de rosas,
podes encontrar coisas espantosas,
loucas, inebriantes,
desde um amor estonteante
a um livro que se lê de um folgo, apaixonante
ou, até, uma dor profunda e obscura,
que te aperta tanto o coração que vais percebê-la como tortura.
José Pedro Cadima
podes encontrar coisas espantosas,
loucas, inebriantes,
desde um amor estonteante
a um livro que se lê de um folgo, apaixonante
ou, até, uma dor profunda e obscura,
que te aperta tanto o coração que vais percebê-la como tortura.
José Pedro Cadima
quarta-feira, agosto 24, 2011
segunda-feira, agosto 22, 2011
domingo, agosto 21, 2011
Quero ser a única
Quero ser a única a olhar o céu
Quero ser a única a tocar as estrelas
Porque não sou a única?
Sinto amor armadilhado
Com teias do passado
Teias muitas vezes presentes
Sei que o tempo as começou a apagar
Mas ainda não me deixam passar
Tocar a única estrela que vejo no céu
É o meu único desejo
Quando serei a única a tocar o céu?
C. P.
Quero ser a única a tocar as estrelas
Porque não sou a única?
Sinto amor armadilhado
Com teias do passado
Teias muitas vezes presentes
Sei que o tempo as começou a apagar
Mas ainda não me deixam passar
Tocar a única estrela que vejo no céu
É o meu único desejo
Quando serei a única a tocar o céu?
C. P.
sábado, agosto 20, 2011
Há dias em que acordo triste, muito triste
Há dias em que acordo triste, muito triste. Nesse contexto, falham-me, sobram-me as palavras. Mesmo as palavras escritas é com grande esforço que as enuncio.
Hoje foi(é) um desses dias!
José Cadima
quinta-feira, agosto 18, 2011
Mensagens curtas, endereçadas
"Li com atenção o que escreveste. Procurarei ser capaz de responder a essa vontade de futuro."
K
terça-feira, agosto 16, 2011
domingo, agosto 14, 2011
De quando em quando
“Ainda não partiste e já morro de saudade!”
De quando em quando, apetece-me partir.
De quando em quando, apetece-me voltar às origens,
aos campos de morangos, para sempre.
De quando em quando,
gosto de olhar os lírios do campo,
o mar que se estende para lá do horizonte.
De quando em quando,
sinto que és o meu horizonte,
o meu ponto de encontro,
mesmo quando, louco, te digo o contrário.
De quando em quando,
apetece-me voltar aos campos de morangos,
De quando em quando, apetece-me partir.
De quando em quando, apetece-me voltar às origens,
aos campos de morangos, para sempre.
De quando em quando,
gosto de olhar os lírios do campo,
o mar que se estende para lá do horizonte.
De quando em quando,
sinto que és o meu horizonte,
o meu ponto de encontro,
mesmo quando, louco, te digo o contrário.
De quando em quando,
apetece-me voltar aos campos de morangos,
aos lírios do campo
que tão bem conheci.
De quando em quando, morro de saudades tuas,
mesmo se não partiste,
meu campo de morangos, para sempre.
José Cadima
De quando em quando, morro de saudades tuas,
mesmo se não partiste,
meu campo de morangos, para sempre.
José Cadima
sábado, agosto 13, 2011
terça-feira, agosto 09, 2011
segunda-feira, agosto 08, 2011
Mensagens curtas, endereçadas
«És muito benevolente na apreciação que fazes das minhas qualidades e defeitos. Isso dá-me indicação de quanto prezas a nossa relação, o que me conforta bastante.
Infelizmente, tenho pouco com que retribuir-te, aparte o meu amor e dedicação.»
K
domingo, agosto 07, 2011
sexta-feira, agosto 05, 2011
quarta-feira, agosto 03, 2011
Mar e Rio
Tu és o mar, o sol, a praia.
Sou o rio, a sombra, o bosque.
Areia que se move com o vento,
se fez um dia de uma pedra
para embelezar a fronteira do mar.
se fez um dia de uma pedra
para embelezar a fronteira do mar.
As árvores que refrescam,
que nos fazem companhia
e nos dão o ar para respirar.
que nos fazem companhia
e nos dão o ar para respirar.
O sol que brilha,
espalhando alegria
e apagando o escuro do nosso mundo.
espalhando alegria
e apagando o escuro do nosso mundo.
A sombra que nos protege
e nos dá poiso para meditar,
trazendo a paz necessária para o repouso.
e nos dá poiso para meditar,
trazendo a paz necessária para o repouso.
És o mar, as ondas do caos,
uma força que tudo derruba,
movendo-se em todas as direcções
sem que ninguém te faça jus(tiça).
uma força que tudo derruba,
movendo-se em todas as direcções
sem que ninguém te faça jus(tiça).
Sou o rio no seu percurso,
sincero nos meus meios,
sempre confiante no caminho.
Sei que algum dia
te vou encontrar.
José Pedro Cadima
Mensagens curtas, endereçadas
"Pareces não perceber o que sinto, a não ser nos momentos em que fica mais cruelmente exposto o meu enorme sofrimento. Esses são, entretanto, os instantes em que o reencontro fica mais distante."
José Pedro Cadima
segunda-feira, agosto 01, 2011
domingo, julho 31, 2011
Ninguém compra o boneco foleiro (II)
Nas minhas poucas qualidades,
nos meus imensos defeitos,
ninguém parece quer-me,
nem mesmo eu.
Cresceu em mim
uma imensa raiva de mim.
Tal como te pressinto,
nem sequer te imaginas a meu lado.
Sou simplesmente algo,
como um boneco foleiro,
que ninguém compra.
Em perfeito contraste,
eu sinto que te quero muito,
sinto que me fazes toda a falta do mundo,
mesmo desejando ter força bastante
para te ignorar da próxima vez que nos cruzemos,
rua abaixo, rua acima.
Cresceu em mim uma raiva imensa.
Sinto-me um boneco foleiro.
José Pedro Cadima
nos meus imensos defeitos,
ninguém parece quer-me,
nem mesmo eu.
Cresceu em mim
uma imensa raiva de mim.
Tal como te pressinto,
nem sequer te imaginas a meu lado.
Sou simplesmente algo,
como um boneco foleiro,
que ninguém compra.
Em perfeito contraste,
eu sinto que te quero muito,
sinto que me fazes toda a falta do mundo,
mesmo desejando ter força bastante
para te ignorar da próxima vez que nos cruzemos,
rua abaixo, rua acima.
Cresceu em mim uma raiva imensa.
Sinto-me um boneco foleiro.
José Pedro Cadima
sábado, julho 30, 2011
O que gosto em ti
O que gosto em ti
Tudo ou nada posso dizer
Tudo ou nada quero dizer
O que posso dizer que és?
Companheiro és
Dedicado és
Atrevido és
Honesto és
Maduro és
Empreendedor és
Que homem és!
Mas, como quase todos os homens,
tens dificuldade em expressares o que és
Tento ajudar-te
És bom aprendiz
Que homem és!...
Tudo ou nada posso dizer
Tudo ou nada quero dizer
O que posso dizer que és?
Companheiro és
Dedicado és
Atrevido és
Honesto és
Maduro és
Empreendedor és
Que homem és!
Mas, como quase todos os homens,
tens dificuldade em expressares o que és
Tento ajudar-te
És bom aprendiz
Que homem és!...
C.P.
sexta-feira, julho 29, 2011
quarta-feira, julho 27, 2011
" 102nd most networked person in Portugal on Social Networks"
José is the 102nd most networked person in Portugal on Social Networks: José has friends in 23 countries, covering a distance of 362,145 Kilometers [...]»
(excerto de mensagem disponível nesta data no Facebook de José Pedro Cadima)
terça-feira, julho 26, 2011
sábado, julho 23, 2011
Violeta, meu trevo de 5 folhas
Violeta! Meu trevo de 5 folhas,
minha flor singela:
como é bom contemplar-te;
quanto gosto de ter-te por perto,
de preferência, colada a mim.
Violeta, meu trevo da sorte,
a razão está toda do teu lado
quando me lembras a sorte que tenho.
À força de conviver com a pouca sorte,
acabei descrente da sorte
que me acabou reservada, violeta.
Fico-te reconhecido pelo encanto.
Mais te agradeço o modo inesperado
como te ofereceste a meus olhos,
que, de tão inesperada,
resulta-me ainda hoje difícil de crer.
Fazia-me falta uma flor como tu, ontem, hoje,
particularmente hoje,
Meu trevo de 5 folhas:
és tu me impeles para a vida;
és tu a vida que me resta
e a que, pese isso, me agarro com dificuldade,
sem que, a mais das vezes, entenda porquê.
À força de conviver com a pouca sorte,
acabei descrente,
acabei diminuído na dimensão do sonho
que, apesar de tudo, deveria comandar a vida.
Violeta, minha flor:
não desistas de dar cor à minha vida;
não deixes de ser a minha vida,
mesmo quando, descrente
da capacidade que preservo de te fazer sorrir,
te digo: “Até qualquer dia!”.
José Cadima
minha flor singela:
como é bom contemplar-te;
quanto gosto de ter-te por perto,
de preferência, colada a mim.
Violeta, meu trevo da sorte,
a razão está toda do teu lado
quando me lembras a sorte que tenho.
À força de conviver com a pouca sorte,
acabei descrente da sorte
que me acabou reservada, violeta.
Fico-te reconhecido pelo encanto.
Mais te agradeço o modo inesperado
como te ofereceste a meus olhos,
que, de tão inesperada,
resulta-me ainda hoje difícil de crer.
Fazia-me falta uma flor como tu, ontem, hoje,
particularmente hoje,
Meu trevo de 5 folhas:
és tu me impeles para a vida;
és tu a vida que me resta
e a que, pese isso, me agarro com dificuldade,
sem que, a mais das vezes, entenda porquê.
À força de conviver com a pouca sorte,
acabei descrente,
acabei diminuído na dimensão do sonho
que, apesar de tudo, deveria comandar a vida.
Violeta, minha flor:
não desistas de dar cor à minha vida;
não deixes de ser a minha vida,
mesmo quando, descrente
da capacidade que preservo de te fazer sorrir,
te digo: “Até qualquer dia!”.
José Cadima
sexta-feira, julho 22, 2011
Mensagens curtas, endereçadas
"Desculpa todos os desgostos que te tenho dado. Fico profundamente constrangido com isso mas não sei como evitá-lo."
K
quinta-feira, julho 21, 2011
(Re)começar
Começar é abalançar-se a dar os primeiros passos e, sucedidos estes, avançar para os segundos e assim por diante. Amor meu: o amor não é apenas uma emoção nascida de razões que estão para além de racionalidades circunstanciais. O amor cultiva-se como se cultivam as roseiras, os pessegueiros que dão pêssegos grossos (quando dão poucos) ou os dióspireiros: nenhum deles dispensa ser regado; nenhum deles gera flores e/ou frutos bonitos e grossos se deixarmos que as ervas e as silvas as/os minem e envolvam.
José Cadima
terça-feira, julho 19, 2011
domingo, julho 17, 2011
sexta-feira, julho 15, 2011
Hoje não te escrevo
Há ocasiões em que o trabalho, pouco que seja, me esgota. Lembro-me de outras em que o trabalho se esgotava sem que lhe sentisse o peso. Não é, sei-o bem, apenas uma questão de esforço. É, muito mais, um problema de motivação, de crença que valha a pena enfrentar o dia seguinte, estado de espírito que me escapa nesta altura e de que não estou certo de ser capaz de libertar-me. A não ser... A não ser que...
Estou sem esperança. Estou sem ânimo. Sinto-me profundamente cansado, a ponto de me falhar a energia sequer para te gritar a falta que me fases. Por isso, hoje não te escrevo.
José Cadima
quinta-feira, julho 14, 2011
terça-feira, julho 12, 2011
Sinais de desespero?
"Quem está em Lisboa? Mandem-me uma sms! :)"
José Cadima
(mensagem colocada ontem, à noite, no Facebook)
José Cadima
(mensagem colocada ontem, à noite, no Facebook)
segunda-feira, julho 11, 2011
sexta-feira, julho 08, 2011
Mensagens curtas, endereçadas
"Estou consciente de quanto peco na resposta à atenção que me tens votado".
K
quinta-feira, julho 07, 2011
Sempre que me quiseres
Sempre que me quiseres
Estarei lá
Para te dar força
Para te amar ainda mais
Sempre que me quiseres
abraçar-te-ei com muita força mais
Até te renderes ao meu abraço
Sempre que me quiseste nestes 3 anos
Estive lá
Dei-te força
Amei-te até não poder mais...
C.P.
Estarei lá
Para te dar força
Para te amar ainda mais
Sempre que me quiseres
abraçar-te-ei com muita força mais
Até te renderes ao meu abraço
Sempre que me quiseste nestes 3 anos
Estive lá
Dei-te força
Amei-te até não poder mais...
C.P.
quarta-feira, julho 06, 2011
Alegoria (esboço de crónica)
Lá em cima, ao fundo: Sameiro. Sameiro, dizes tu, mulher atarefada com a lida da casa, somada aos afazeres do campo. Maria, mulher cada vez mais da cidade, posto que os campos se despovoam a olhos vistos e, na enxurrada, correm risco de ir até as cidades.
Primeiro, foram as mais pequenas mas agora, ai agora, até algumas maiores experimentam já a hemorragia humana de que se julgavam salvaguardadas.
Escândalo! Escândalo! Nem Guimarães escapa. Se os dados galopantes do desemprego o indiciavam, os dos censos, acabados de anunciar, não parecem deixar margem para dúvida. E os seus actores políticos que se achavam tão certos, tão seguros.
Maria! Maria do Sameiro! E agora? Porque há-de ser uma serra, para mais pequena, a constituir a fronteira entre duas faces de uma mesma realidade económica, social atravessada de forma aguda pela crise, por agudas crises de naturezas múltiplas, digo?
Ai Sameiro, Maria do Sameiro, que vai ser de ti, mulher abandonada à tua (pouca) sorte?
JC
terça-feira, julho 05, 2011
domingo, julho 03, 2011
Um dia
Um dia
plantei uma árvore.
Um dia
tive um(a) filho(a).
Sonhei vê-lo(a) crescer.
Um dia
escrevi um livro
e desejei fazer muitos mais.
Um dia
tive um sonho,
a que se seguiram outros.
Cheguei até a sentir
uma inebriante sensação de liberdade
que me permitiu esvoaçar, por instantes.
Um dia
tive um filho e depois outro.
Não me fizeram esquecer
o sentimento de perda do(a) primeiro(a).
Quis crescer com eles.
Quis brincar com eles
mas não fui capaz.
Plantei uma árvore
e outra, e ansiei plantar uma floresta
(sobretudo depois de ter vista queimada
a que o meu avô me deixou, por herança).
Um dia
escrevi um livro,
e questionei-me se teria forças
para escrever algum mais.
Um dia
desejei ser feliz!
José Cadima
plantei uma árvore.
Um dia
tive um(a) filho(a).
Sonhei vê-lo(a) crescer.
Um dia
escrevi um livro
e desejei fazer muitos mais.
Um dia
tive um sonho,
a que se seguiram outros.
Cheguei até a sentir
uma inebriante sensação de liberdade
que me permitiu esvoaçar, por instantes.
Um dia
tive um filho e depois outro.
Não me fizeram esquecer
o sentimento de perda do(a) primeiro(a).
Quis crescer com eles.
Quis brincar com eles
mas não fui capaz.
Plantei uma árvore
e outra, e ansiei plantar uma floresta
(sobretudo depois de ter vista queimada
a que o meu avô me deixou, por herança).
Um dia
escrevi um livro,
e questionei-me se teria forças
para escrever algum mais.
Um dia
desejei ser feliz!
José Cadima
sábado, julho 02, 2011
sexta-feira, julho 01, 2011
terça-feira, junho 28, 2011
domingo, junho 26, 2011
Quanto por escrever
Ando há tantos dias para escrever
sem que me saia palavra certa
que receio aqui deixar este poema
sem que alguma coisa tenha dito.
sem que me saia palavra certa
que receio aqui deixar este poema
sem que alguma coisa tenha dito.
São vozes que me gritam
coisas sem sentido,
fontes de vaidade,
direcção para a qual oscilo.
coisas sem sentido,
fontes de vaidade,
direcção para a qual oscilo.
Sinto-me em excesso de liberdade,
sem juízo para escolha,
deixando poder aos outros
para aquilo que se chama futuro.
sem juízo para escolha,
deixando poder aos outros
para aquilo que se chama futuro.
E já a ansiedade pede por calma,
que a paz é também desejo.
Não me perco nessa luxúria,
todo eu sou electricidade.
que a paz é também desejo.
Não me perco nessa luxúria,
todo eu sou electricidade.
Iluminam-se as ruas escuras
por onde passo. Rebentam-se as lâmpadas.
Não vejo fim no horizonte,
só os estilhaços que caem.
por onde passo. Rebentam-se as lâmpadas.
Não vejo fim no horizonte,
só os estilhaços que caem.
Nas casas, apenas existem velas,
não fosse bruta a conta a pagar
de criar uma ligação
tão desperta e instável.
não fosse bruta a conta a pagar
de criar uma ligação
tão desperta e instável.
José Pedro Cadima
Sereias encantadas
Repara: lendo Camões ou Bocage (naquilo que deles me recordo), retirava-se a ilação que na génese de cada verso estavam grandes paixões, fossem elas a pátria ou sereias encantadas, também chamadas musas. Mas eu, na minha ingenuidade de então, atrevia-me a pôr sempre uma Helena de carne e osso, a transpirar sensualidade, no corpo de cada uma dessas musas. Vejo agora quão ingénuo era: eram mesmo sereias encantadas que, transportadas para os dias de hoje, não passariam de seres virtuais; perfeitas, sim, mas desprovidas de sentidos e, logo, de sentimentos e de qualquer arremedo de sensualidade.
José Cadima
sexta-feira, junho 24, 2011
A colónia de cegonhas brancas
Durante bastante tempo subsistiu em Portugal grande preocupação com a colónia de cegonhas brancas que demandavam o país em certa altura do ano, que foi diminuindo.
Mais recentemente, é o inverso que se passa, com essa colónia a expandir-se a olhos vistos. Ao que parece, há mesmo uma franja crescente que se terá estabelecido permanentemente no país.
Para entender uma e outra das situações, uma hipótese aventada prende-se estreitamente com o papel cometido àquelas aves de transportarem desde París os bebés que chegam(vam) a Portugal. Com o trabalho imenso que tinham noutros tempos, cedendo à fadiga, não admirará que o respectivo efectivo fosse diminuindo. Agora, que os bebés se podem já encomendar pela INTERNET, sobra-lhes tempo para se alimentarem convenientemente e procriarem, elas próprias.
Não deixa, no entanto, de impressionar o apesar de tudo curto lapso de tempo que decorreu entre uma e outra das situações. Será talvez tempo equivalente àquele que Portugal leva como membro da CEE/UE.
terça-feira, junho 21, 2011
domingo, junho 19, 2011
Sinto...
Sinto que te quero muito.
Sinto que me esgoto em angústia.
Sinto a felicidade mais longe.
Sinto que já nada importa.
Sinto que já não te quero.
Sinto que nada tenho.
Sinto que o amor
é um detalhe nas nossas vidas
repletas de incidentes e frustrações.
Sinto…
José Pedro Cadima
Sinto que me esgoto em angústia.
Sinto a felicidade mais longe.
Sinto que já nada importa.
Sinto que já não te quero.
Sinto que nada tenho.
Sinto que o amor
é um detalhe nas nossas vidas
repletas de incidentes e frustrações.
Sinto…
José Pedro Cadima
sexta-feira, junho 17, 2011
Incomoda-me a tua amargura
Incomoda-me a tua amargura; ferem-me as sombras que atravessam o teu olhar e fazem empalidecer o teu rosto. Bonita? Perguntas tu. Bonita, sim, quando o teu rosto desanuvia, quando os teus olhos e os teus lábios consentem uma réstia de ternura. Bonita, fresca quando retornas ao teu corpo de adolescente e te espraias no meu colo ou me apertas para um “xicoração” cúmplice.
José Cadima
quinta-feira, junho 16, 2011
segunda-feira, junho 13, 2011
sexta-feira, junho 10, 2011
Notícias de Varsóvia
"O melhor sitio do mundo para sair: WARSAW"
[http://www.youtube.com/watch?v=Rf4IqPe8JfU]
José Pedro Cadima
[http://www.youtube.com/watch?v=Rf4IqPe8JfU]
José Pedro Cadima
Violeta
Violeta! Meu trevo de 5 folhas:
quanta surpresa ver-te.
Ainda ontem nem sonhava existires.
Porventura, eras promessa
ou impossibilidade, até,
para os meus olhos cansados.
Quanta surpresa, meu trevo da sorte,
violeta.
Refeito de uma semana sem tempo para descanso,
repostos, em parte, sonos em falta,
terei recuperado a capacidade de te vislumbrar
na tua timidez, na tua formosura.
Violeta, minha flor singela:
fico-te reconhecido pelo encanto,
proporcional à singeleza,
e pela modo tão inesperado
quanto oportuno como te ofereceste aos meus olhos.
Fazia-me falta uma flor como tu, hoje,
particularmente hoje,
que estou a refazer caminho
interrompido por uma semana
que não é já para a energia que me resta.
Violeta! Meu trevo de 5 folhas:
só tu me impeles para a vida.
José Cadima
quanta surpresa ver-te.
Ainda ontem nem sonhava existires.
Porventura, eras promessa
ou impossibilidade, até,
para os meus olhos cansados.
Quanta surpresa, meu trevo da sorte,
violeta.
Refeito de uma semana sem tempo para descanso,
repostos, em parte, sonos em falta,
terei recuperado a capacidade de te vislumbrar
na tua timidez, na tua formosura.
Violeta, minha flor singela:
fico-te reconhecido pelo encanto,
proporcional à singeleza,
e pela modo tão inesperado
quanto oportuno como te ofereceste aos meus olhos.
Fazia-me falta uma flor como tu, hoje,
particularmente hoje,
que estou a refazer caminho
interrompido por uma semana
que não é já para a energia que me resta.
Violeta! Meu trevo de 5 folhas:
só tu me impeles para a vida.
José Cadima
quarta-feira, junho 08, 2011
A esperança de um sorriso teu
"Li o jornal embora o meu pensamento estivesse centrado em ti, nesta esperança de um sorriso teu, meu amor."
José Cadima
domingo, junho 05, 2011
As mulheres muçulmanas ´versus` as outras
Que o controlo social pode ser tramado, já todos sabemos há muito tempo. Que as mulheres em termos biológicos não diferem muito à escala mundial, também já o sabíamos! Que elas podem diferir muito em termos culturais, também é óbvio!...
Que as mulheres têm todas as suas estratégias de atrair a atenção dos homens, …mesmo as muçulmanas, … talvez não tenhamos reflectido muito sobre o assunto! Habituá-mo-nos a pensar nelas como as que se tapam e se privam dos olhares dos outros, que são poupadas aos olhos dos outros homens. Mas podemos facilmente desmontar a forma inteligente de sedução! O cabelo, que é um dos mais importantes elementos de sedução é tapado, assim como as “curvas” do seu corpo (o que até pode dar jeito). Mas que dizer dos olhos carregados de lápis preto, das pulseiras e anéis reluzentes, dos chinelos com brilhantes?...
Estou num aeroporto e fico impressionada com a multiculturalidade que encontro. Mas o que me surpreende mais é ver um par de mulheres acompanhadas de uma filha de 12 anos e do presumível marido das duas! Ele é o único que se veste de forma ocidental. Porquê?
Elas estão neste momento a comer batatas fritas de pacote, mexendo agilmente os dedos carregados de anéis luminosos. Há 5 minutos atrás usava cada uma o seu telemóvel, logo após a saída, por breves minutos, do presumível marido. Estão vestidas de negro, da cabeça até aos pés. É engraçado constatar que as mulheres do mundo ocidental usam menos acessórios porque têm o cabelo e as “curvas” para mostrar. As muçulmanas usam mais acessórios, porque não tem o cabelo e as “curvas” para mostrar!
Será que são felizes? As que observo deverão sê-lo. Pertencem a uma classe média alta e o telemóvel comprova algum estatuto de mulheres empoderadas. As outras, … não sei…
Leonor
sexta-feira, junho 03, 2011
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