Imagina só poderes ver os meus sonhos no meu reflexo. "Jornal de Parede" de José Pedro Cadima e de José Cadima
terça-feira, julho 26, 2011
sábado, julho 23, 2011
Violeta, meu trevo de 5 folhas
minha flor singela:
como é bom contemplar-te;
quanto gosto de ter-te por perto,
de preferência, colada a mim.
Violeta, meu trevo da sorte,
a razão está toda do teu lado
quando me lembras a sorte que tenho.
À força de conviver com a pouca sorte,
acabei descrente da sorte
que me acabou reservada, violeta.
Fico-te reconhecido pelo encanto.
Mais te agradeço o modo inesperado
como te ofereceste a meus olhos,
que, de tão inesperada,
resulta-me ainda hoje difícil de crer.
Fazia-me falta uma flor como tu, ontem, hoje,
particularmente hoje,
Meu trevo de 5 folhas:
és tu me impeles para a vida;
és tu a vida que me resta
e a que, pese isso, me agarro com dificuldade,
sem que, a mais das vezes, entenda porquê.
À força de conviver com a pouca sorte,
acabei descrente,
acabei diminuído na dimensão do sonho
que, apesar de tudo, deveria comandar a vida.
Violeta, minha flor:
não desistas de dar cor à minha vida;
não deixes de ser a minha vida,
mesmo quando, descrente
da capacidade que preservo de te fazer sorrir,
te digo: “Até qualquer dia!”.
José Cadima
sexta-feira, julho 22, 2011
Mensagens curtas, endereçadas
quinta-feira, julho 21, 2011
(Re)começar
terça-feira, julho 19, 2011
domingo, julho 17, 2011
sexta-feira, julho 15, 2011
Hoje não te escrevo
quinta-feira, julho 14, 2011
terça-feira, julho 12, 2011
Sinais de desespero?
José Cadima
(mensagem colocada ontem, à noite, no Facebook)
segunda-feira, julho 11, 2011
sexta-feira, julho 08, 2011
Mensagens curtas, endereçadas
quinta-feira, julho 07, 2011
Sempre que me quiseres
Estarei lá
Para te dar força
Para te amar ainda mais
Sempre que me quiseres
abraçar-te-ei com muita força mais
Até te renderes ao meu abraço
Sempre que me quiseste nestes 3 anos
Estive lá
Dei-te força
Amei-te até não poder mais...
C.P.
quarta-feira, julho 06, 2011
Alegoria (esboço de crónica)
terça-feira, julho 05, 2011
domingo, julho 03, 2011
Um dia
plantei uma árvore.
Um dia
tive um(a) filho(a).
Sonhei vê-lo(a) crescer.
Um dia
escrevi um livro
e desejei fazer muitos mais.
Um dia
tive um sonho,
a que se seguiram outros.
Cheguei até a sentir
uma inebriante sensação de liberdade
que me permitiu esvoaçar, por instantes.
Um dia
tive um filho e depois outro.
Não me fizeram esquecer
o sentimento de perda do(a) primeiro(a).
Quis crescer com eles.
Quis brincar com eles
mas não fui capaz.
Plantei uma árvore
e outra, e ansiei plantar uma floresta
(sobretudo depois de ter vista queimada
a que o meu avô me deixou, por herança).
Um dia
escrevi um livro,
e questionei-me se teria forças
para escrever algum mais.
Um dia
desejei ser feliz!
José Cadima
sábado, julho 02, 2011
sexta-feira, julho 01, 2011
terça-feira, junho 28, 2011
domingo, junho 26, 2011
Quanto por escrever
sem que me saia palavra certa
que receio aqui deixar este poema
sem que alguma coisa tenha dito.
coisas sem sentido,
fontes de vaidade,
direcção para a qual oscilo.
sem juízo para escolha,
deixando poder aos outros
para aquilo que se chama futuro.
que a paz é também desejo.
Não me perco nessa luxúria,
todo eu sou electricidade.
por onde passo. Rebentam-se as lâmpadas.
Não vejo fim no horizonte,
só os estilhaços que caem.
não fosse bruta a conta a pagar
de criar uma ligação
tão desperta e instável.
Sereias encantadas
sexta-feira, junho 24, 2011
A colónia de cegonhas brancas
terça-feira, junho 21, 2011
domingo, junho 19, 2011
Sinto...
Sinto que me esgoto em angústia.
Sinto a felicidade mais longe.
Sinto que já nada importa.
Sinto que já não te quero.
Sinto que nada tenho.
Sinto que o amor
é um detalhe nas nossas vidas
repletas de incidentes e frustrações.
Sinto…
José Pedro Cadima
sexta-feira, junho 17, 2011
Incomoda-me a tua amargura
quinta-feira, junho 16, 2011
segunda-feira, junho 13, 2011
sexta-feira, junho 10, 2011
Notícias de Varsóvia
[http://www.youtube.com/watch?v=Rf4IqPe8JfU]
José Pedro Cadima
Violeta
quanta surpresa ver-te.
Ainda ontem nem sonhava existires.
Porventura, eras promessa
ou impossibilidade, até,
para os meus olhos cansados.
Quanta surpresa, meu trevo da sorte,
violeta.
Refeito de uma semana sem tempo para descanso,
repostos, em parte, sonos em falta,
terei recuperado a capacidade de te vislumbrar
na tua timidez, na tua formosura.
Violeta, minha flor singela:
fico-te reconhecido pelo encanto,
proporcional à singeleza,
e pela modo tão inesperado
quanto oportuno como te ofereceste aos meus olhos.
Fazia-me falta uma flor como tu, hoje,
particularmente hoje,
que estou a refazer caminho
interrompido por uma semana
que não é já para a energia que me resta.
Violeta! Meu trevo de 5 folhas:
só tu me impeles para a vida.
José Cadima
quarta-feira, junho 08, 2011
A esperança de um sorriso teu
domingo, junho 05, 2011
As mulheres muçulmanas ´versus` as outras
sexta-feira, junho 03, 2011
terça-feira, maio 31, 2011
domingo, maio 29, 2011
Resíduo (II)
um detalhe,
um quase nada
nas nossas vidas
plenas de incidentes.
O que nos junta é o vício
e a busca, ansiosa, de conforto.
O amor é
um sentimento maldito:
reclama de nós entrega;
esconde frustração e dor.
Perscrutando o horizonte,
não te enxergo.
Admito que andes por aí,
resíduo…
José Pedro Cadima
sexta-feira, maio 27, 2011
Intoxicação noticiosa
quarta-feira, maio 25, 2011
Lua-de-mel
Dizes que nunca a tiveste.
Por vezes, sinto que sim,
que deixaste de fazer tanta coisa.
Mantiveste-te inacessível a tantas aventuras.
Finalmente, tentas fazê-las.
Envolves-me em mel,
mesmo que a lua não tenha ainda aparecido.
Sinto-me doce.
Quero a Lua,
mas será que preservarei o mel?
C.P.
domingo, maio 22, 2011
Um breve regresso ao passado
quinta-feira, maio 19, 2011
terça-feira, maio 17, 2011
domingo, maio 15, 2011
Maré (III)
Ainda há pouco o mar se sugeria sereno.
Foi o vento,
foi um vento que lhe deu.
Eras a maré
contra a qual tinha que lutar.
Eras a corrente
que me arrastava para o mar alto.
Eras o meu tormento
e o meu prémio derradeiro.
Estranguladora e libertadora,
eras a morte da minha criatividade,
a minha paz eterna.
José Pedro Cadima
quarta-feira, maio 11, 2011
Dizer-te (II)
que sinto de ti
que parece que partistes há muito,
muito tempo.
Amor da minha vida,
mar salgado,
deixa-me dizer-te quanta falta me fazes.
Deixa-me dizer-to vezes sem fim.
Liberta-te desses mostrengos
que te atormentam,
e, libertando-te deles,
liberta-me também.
Mar salgado,
deixa-me dizer-te
quanto me és preciosa,
quanto falta me fazes,
para sempre.
Meu amor, liberta-te desses mostrengos,
liberta-te e liberta-me, para sempre!
K
terça-feira, maio 10, 2011
sábado, maio 07, 2011
A cor do mar (II)
que és tão belo,
que fizeste ao azul
para ele de ti fugir?
Mar verde,
que és imenso e ondulante,
que fizeste ao azul
com que me cruzei há instantes?
Mar verde,
que me enches de esperança,
vem enrolar-te nos meus pés,
vem trazer-me a frescura que me escapa,
vem com tuas conchas segredar-me ao ouvido
que, amanhã, ao raiar da aurora, voltarás a ser azul dourado.
José Pedro Cadima
sexta-feira, maio 06, 2011
É bonito o poema
quarta-feira, maio 04, 2011
domingo, maio 01, 2011
A 1 de Maio, apeteceu-me recordar "Gargalhadas amargas"
O mundo agita-se, roda
e o que eu mais quero é sossego
(e vislumbrar no horizonte sinais de esperança).
Se a agitação é própria do prazer que é a vida,
a tranquilidade não o é menos.
Sentir, sofrer, amar!
Eu sou só um,
e se a agitação me estimula
também me embriaga
e me tortura.
Na mesma medida em que anseio o frémito
desta Terra de oportunidades,
rejeito-lhe a inequidade,
a mesquinhez que grassa.
Daí que sejam amargas
as gargalhadas que por vezes liberto.
José Pedro Cadima
sábado, abril 30, 2011
Mau governo e clientelas
quarta-feira, abril 27, 2011
Amor é
Ficar a mirar a lua
Por entre o teu abraço
Contar as estrelas
Uma a uma
Perdendo-lhes a conta
É constatar que somos almas-gêmeas com defeitos
Que o tempo se encarregará de amolecer
Que a eternidade do nosso amor esconderá
Um bom-dia para ti!
C.P.
terça-feira, abril 26, 2011
Notícias de Braga: coisas mágicas
José Pedro Cadima
segunda-feira, abril 25, 2011
A esperança passou por aqui
que um dia a esperança passou por aqui.
Resistindo ao tempo,
resistindo à frustração dos anos passados,
vai para que também tu
não resultes aprisionado
por esta cadeia de fogos fátuos
que anunciam libertadores
que nos deixam cada dia mais prisioneiros
dos seus pequenos interesses,
e das ambições das suas cortes de amigos.
Vai. Foge desta terra de renegados
para que um dia também nós
possamos acordar e gritar liberdade!
José Cadima
sábado, abril 23, 2011
quinta-feira, abril 21, 2011
segunda-feira, abril 18, 2011
Dias infelizes
queria esconder o que sinto,
neste tempo de turbulência insana,
mas tu existes.
Não fora o teu carinho
me permitir esporádica evasão,
seria tarefa árdua procurar alguma felicidade,
tão árdua quanto procurar agulha em palheiro.
Em contextos passados,
dir-se-ia que nos veríamos gregos.
Nos dias infelizes que correm,
dir-se-á que nos vemos portugueses,
e fica tudo dito.
Que bom é existires!
K
domingo, abril 17, 2011
Sonhar demasiado alto
sábado, abril 16, 2011
terça-feira, abril 12, 2011
Desde que te conheço (II)
Desde que te conheço
que sonho contigo.
Desde que te conheço
que te imaginei o grande amor
com que sempre sonhei.
Só algum tempo depois me apercebi
que, se me amavas,
amavas-te muito mais a ti mesma.
Feitos um para o outro,
imaginei-te eu.
Feito para te servir,
tomaste-me tu.
Desde que te conheço,
fez-se-me claro
quão melhor para mim era saber-te longe,
no outro lado do mundo.
segunda-feira, abril 11, 2011
sexta-feira, abril 08, 2011
Anseio
temeroso do futuro,
desencantado do passado.
Anseio voltar a experimentar o repouso
de uma noite tranquila.
José Pedro Cadima
quarta-feira, abril 06, 2011
segunda-feira, abril 04, 2011
O que te quero dizer agora
sábado, abril 02, 2011
Momentos rosa, pores-do-sol laranja
quarta-feira, março 30, 2011
Marés
Eras o meu tormento”.
É expressão corrente que há mais marés que marinheiros.
"Estranguladora e libertadora",
eras a maré que não me deixava marinhar,
a onda que ameaçava submergir-me.
Para ser marinheiro,
ficava-me a opção de cortar amarras
e zarpar.
Eras o meu ponto de encontro
e o meu martírio.
Eras…
José Cadima
terça-feira, março 29, 2011
O telefone toca...
sábado, março 26, 2011
Maré (II)
Eras a maré com que me debatia.
Eras o meu tormento
e o derradeiro prémio.
Estranguladora e libertadora,
eras a morte da minha criatividade,
a minha paz eterna.
José Pedro Cadima
quinta-feira, março 24, 2011
É agora que começo a minha campanha eleitoral!
Slogan: VOTA JC!
quarta-feira, março 23, 2011
Velhos são os trapos
Os teus e os meus
À velhice vou resistir
Ao teu lado sem cair
Quando o nosso amor selámos
Na árvore majestosa
O Lima observava-nos
Acolheu o nosso amor
Selando-o para sempre
Com o sangue dos teus dedos
Longe dos nossos trapos…
C. P.
segunda-feira, março 21, 2011
As tuas mentiras (tão bonitas)
que não haveria como sermos um.
Tu és fogo e eu sou lenha.
Daqui só iria sair cinza...
Tanta culpa em mim
de me perder por nada,
em vez de só me perder por um mimo.
Descansa-me saber
que não posso arruinar aquilo de que gosto em ti.
E tu sorris a toda a hora,
preocupando-te sem te perderes.
E descansa-me saber que somos amigos,
que te posso contar sempre a verdade,
sem ter que me confrontar com as tuas mentiras parvas,
que eram tão bonitas...
José Pedro Cadima
domingo, março 20, 2011
sexta-feira, março 18, 2011
Sobressalto
que tenho tudo o que quero,
pois só te quero a ti.
Há ocasiões em que me parece seguro o teu amor,
a tua paixão.
Certa é a tua beleza, que me fascina e me embala.
Neste torpor, resulta sobressaltado o meu coração,
que, ao invés, queria aquietado.
José Pedro Cadima
segunda-feira, março 14, 2011
domingo, março 13, 2011
Ontem
mas a verdade é que os meus pulmões se enchem em pleno.
Ainda olho para trás,
mas não posso voltar.
Seria razão para tonturas,
algo que seria expressão de um fracasso.
O que ficou, ficou.
Quando não se gosta de alguém,
é mais fácil sentir uma paixão alheia.
José Pedro Cadima
Conceito (errado)
Maravilha-me que confundas o meu fascínio com puro gosto, e que me digas que vamos ser bons amigos. Mas enganas-te quando me dizes que sou infantil. Eu sou simplesmente louco. Não sou espontâneo. Sou impulsivo. Não sou curioso. Sou indiscreto.
Dizes que sou um caos, mas encontro padrões no que faço. Tomo decisões baseadas nas fases da lua. Não compreenderás que te diga o que estou a fazer porque falar contigo depende do lado que me sai no dado.
Não te posso olhar de frente. Em razão disso, irei adoptar aquele tipo de olhar de quem está em cobrança. Irei levar-te a mentir-me mais. E cada mentira fica mais feia...
Podes aproximar-te o quão mais quiseres que nada me irá abalar para além da minha própria vontade de ser abalado. Vais passar por mim e aproximar os teus lábios da minha boca, para me enganar, para me ver fechar os olhos. Eu vou respirar a medo, e encher o peito de ar pela medida do que me falta em coragem.
Sinto vontade de te agarrar pela anca e de te puxar contra mim. Sinto quanto condicionas/dominas os meus sonhos. Não obstante isso, sonho derreter os teus desejos na própria medida da minha insanidade.
sábado, março 12, 2011
Afogo-me (II)
afogo-me em pensamentos
sobre o que é e o que não é,
e não encontro resposta.
Neste mar de pensamentos encapelados,
de tanto me interrogar,
acabo por perder as perguntas
no monte das respostas falhadas.
José Pedro Cadima
quarta-feira, março 09, 2011
Escrever-te
De tão enfeitiçado que me deixa,
já não sei o que é a razão.
Ver-te cria-me um nervoso miudinho
que me faz perder a fome,
enchendo-me de borboletas.
Neste equilíbrio precário, a consciência
diz-me que comer é superfluo,
que o orgulho é excessivo,
que escrever-te é uníco.
José Pedro Cadima
Mensagens curtas, endereçadas
Sinto uma sensação de eternidade e de vontade de lutar."
C. P.
segunda-feira, março 07, 2011
Curvas e cor
sábado, março 05, 2011
Vida & Sanidade
para uma cidade assombrada.
Quero ver como ela se safa sem mim,
e eu também sem os seus sermões
pregados de consciência aborrecida.
Leva-me para casa.
Encosta-me à parede.
Destrói-me o juízo com o olhar.
Diz-me as aldrabices que eu te diria a ti
se não te désse o poder da existência.
Vou fingir que nunca mentes.
Vou fingir-me apaixonado.
Quero a tua loucura viva,
para que me mande embora, à vida.
Quero sentir fantasmas.
Quero sentir o espírito, não o corpo.
Intimida-me a sanidade,
já que contigo não há vergonha que valha.
José Pedro Cadima
quarta-feira, março 02, 2011
Esta terra
para poiso quotidiano.
Não escolheria esta terra,
não porque não me impressionem
a sua luminosidade, que, de tanta, me fere os olhos,
o espaço aberto, que me permite o fluir do pensamento,
o exotismo da sua arquitectura,
que nos transporta para eras remotas.
Não escolheria esta terra
que, paradoxalmente, nestas visitas fortuitas,
me faz sentir bem.
Não escolheria esta terra
sobretudo porque, aqui, sinto-me longe,
para além do que a minha imensa necessidade de amor
me consente.
Longe, porque este espaço aberto,
deixando-me fluir o pensamento,
rapidamente me transporta para memórias
que me fazem sentir mais só.
Não escolheria esta terra
porque não sou capaz de reconhecer-te
nestas ruas estreitas,
neste cenário encadeante,
nesta ausência de sombra,
especialmente hoje.
José Cadima
terça-feira, março 01, 2011
Na vida: sonhos (II)
as insígnias conseguidas,
constata-se que há muitos sonhos
que são muito mais pequenos que a vida.
Reflexos em espelhos sem cantos
permitem a fuga da ilusão.
Tarefa árdua é procurar
agulha em palheiro:
vemo-nos gregos,
dos dias infelizes que correm.
José Pedro Cadima
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
domingo, fevereiro 27, 2011
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
Pessoas que nos inspiram
terça-feira, fevereiro 22, 2011
Lisboa, Fev. de 2011: as mensagens que vão chegando
Temos casos de pessoas que abandonaram o emprego que tinham porque lhes tomava tempo excessivo e lhes prejudicava a saúde. Era mais nessa perspectiva que eu queria recolher contributos.
O meu interesse no projecto é mesmo o dos balões, da produção de mensagens felizes e de cartazes insipiradores. Mas, como equipa, tenho de me sacrificar um bocado também e encontrar oradores.
Eu não tenho muito tempo. Mas a minha dificuldade não é arranjar tempo, mas sim tirar proveito do que tenho. As minhas decisões pessoais são sempre confusas e intrometem-se no restante. Para já, tenho tentado manter distância em relação a muita coisa que me tira o sossego, tal como tenho estudado e feito os trabalhos que me vão sendo agendados.
espairecer.»
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
sábado, fevereiro 19, 2011
Gosto pouco de "decoradores"
No entanto, ao fim de algum tempo, a graça esvanece-se e tudo começa a ser um verdadeiro pesadelo! Além das discussões passarem a ser frequentes, porque tudo é decidido a dois (às vezes até o tipo de papel higiénico), ao fim de algum tempo isso leva-nos a questionar se o homem que vive connosco não terá outras tendências e, aí sim, começa um verdadeiro inferno! Esta é uma experiência de muitos anos que serve de aviso para as minhas amigas em situação semelhante! Sim, porque uma das coisas que aprendi na vida é que não é por acaso que os homens de verdade não ligam à decoração da casa e não andam sempre a intervir na parte estética ou em coisas afins.
Se o seu marido é um desses, cuidado, minha amiga, pois deve haver por aí algo mais...
Arranje um que lhe diga: "tu é que sabes", quando perguntamos algo sobre a casa. Esse sim, ainda que "pouco feminino", revelará ser um verdadeiro homem do tempo das cavernas!
Leonor
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Memórias
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Não vos falo ...
Não é caso único (na sua natureza). Não é só da organização que aqui invoco que vêm esta mesquinhez e esta desconsideração pela saúde e pelas pessoas. A minha revolta e o meu repúdio não são menores, por isso. Pelo contrário, são ainda muito maiores.
J. Cadima Ribeiro
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Arca de Noé
José Pedro Cadima
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Vale a pena?
Todos os dias te dizer
“Amo-te”?
Sim, vale a pena
Pois um dia
Quando eu partir
Terás o meu sussurro recente
Quando meu corpo
À natureza voltar
E não puder mais me declarar…
C.P.
Palavras escritas
não é matar a literatura.
Prender um texto ao que sabemos,
mesmo pouco, é dar-lhe um pouco de nós.
Expressar sentimentos,
embora de forma rudimentar,
pode ser mais belo
e ter mais significado
que fazê-lo através de palavras trabalhadas
mas vazias de sentimento.
José Pedro Cadima
sábado, fevereiro 12, 2011
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Sonhos com Insónias
se estou acordado ou a dormir.
Sinto-me numa repetição imensa.
Sonhei com tudo o que vou fazer;
já sei como acaba.
Tenho tantas dúvidas de que estou a dormir
como dúvidas de que esteja acordado.
Estas insónias corrompem-me a liberdade de escolha:
tudo o que faço foi planeado.
Será que realmente já fiz o que sonhei?
Será que apenas sonhei com isso?
Será que decido alguma coisa?
Cometo uma imensidade de crimes de olhos fechados.
Estas insónias trazem-me cansaço:
ver a realidade durante tanto tempo
dá cabo de um gajo!
nestas estrofes posso escrever a palavra gajo,
Sinto falta de saber quando me deitei.
Parece que "vivo" as vinte e quatro horas de cada dia.
Sei que há horas em que apenas me confundo.
Abro os olhos para entender.
de que consiga dormir.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
terça-feira, fevereiro 08, 2011
domingo, fevereiro 06, 2011
Sonho Molhado
chateiam até os meus cabelos.
Não sei o que fazer à imaginação;
não tenho forma da prender!
Observo-te de perto,
à distancia de um toque,
contradizendo todo o desejo,
como num pesadelo.
Queria dizer-te como tudo
me faz tender
para um sonho molhado,
onde tu me dizes o que escrevo.
José Pedro Cadima
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
Lutar até ao fim
Por uma vida que valha a pena
Nem sempre me sorriu
Tive que renascer
Para te poder amar
Para me defender
Hoje sinto-me mulher
Mais corajosa que muitas
Com bastão tento defender-me
Dum mundo tão imperfeito
Como eu gostaria que fosse diferente…
Mais logo vou reencontrar-te
Esquecer tanta imperfeição
Tocar a lua
E gritar ao mundo, bem lá de cima
Vou lutar até ao fim!…
Vou lutar até que a vida me fuja!…
C.P.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
(De volta a)O mundo
não vá ele enfurecer-se.
Pressinto-o zangado,
deixando-me descrente de que tenhamos futuro.
Puxo das forças e da coragem que me restam
e olho-o nos olhos.
Tento dizer-lhe que ele está no centro das minhas preocupações.
Procuro dar-lhe expressão do meu empenho
na construção de um projecto económico
menos delapidador de recursos,
mais respeitador dos equilíbrios naturais.
Falo-lhe com carinho.
Vejo-o rosnar, primeiro, sacudir-se, depois,
e aquietar-se, de seguida.
Questiono-me se acreditou no que lhe disse.
Acreditando ou não,
deixou-me seguir caminho.
José Pedro Cadima


