Imagina só poderes ver os meus sonhos no meu reflexo. "Jornal de Parede" de José Pedro Cadima e de José Cadima
quarta-feira, maio 04, 2011
domingo, maio 01, 2011
A 1 de Maio, apeteceu-me recordar "Gargalhadas amargas"
O mundo agita-se, roda
e o que eu mais quero é sossego
(e vislumbrar no horizonte sinais de esperança).
Se a agitação é própria do prazer que é a vida,
a tranquilidade não o é menos.
Sentir, sofrer, amar!
Eu sou só um,
e se a agitação me estimula
também me embriaga
e me tortura.
Na mesma medida em que anseio o frémito
desta Terra de oportunidades,
rejeito-lhe a inequidade,
a mesquinhez que grassa.
Daí que sejam amargas
as gargalhadas que por vezes liberto.
José Pedro Cadima
sábado, abril 30, 2011
Mau governo e clientelas
quarta-feira, abril 27, 2011
Amor é
Ficar a mirar a lua
Por entre o teu abraço
Contar as estrelas
Uma a uma
Perdendo-lhes a conta
É constatar que somos almas-gêmeas com defeitos
Que o tempo se encarregará de amolecer
Que a eternidade do nosso amor esconderá
Um bom-dia para ti!
C.P.
terça-feira, abril 26, 2011
Notícias de Braga: coisas mágicas
José Pedro Cadima
segunda-feira, abril 25, 2011
A esperança passou por aqui
que um dia a esperança passou por aqui.
Resistindo ao tempo,
resistindo à frustração dos anos passados,
vai para que também tu
não resultes aprisionado
por esta cadeia de fogos fátuos
que anunciam libertadores
que nos deixam cada dia mais prisioneiros
dos seus pequenos interesses,
e das ambições das suas cortes de amigos.
Vai. Foge desta terra de renegados
para que um dia também nós
possamos acordar e gritar liberdade!
José Cadima
sábado, abril 23, 2011
quinta-feira, abril 21, 2011
segunda-feira, abril 18, 2011
Dias infelizes
queria esconder o que sinto,
neste tempo de turbulência insana,
mas tu existes.
Não fora o teu carinho
me permitir esporádica evasão,
seria tarefa árdua procurar alguma felicidade,
tão árdua quanto procurar agulha em palheiro.
Em contextos passados,
dir-se-ia que nos veríamos gregos.
Nos dias infelizes que correm,
dir-se-á que nos vemos portugueses,
e fica tudo dito.
Que bom é existires!
K
domingo, abril 17, 2011
Sonhar demasiado alto
sábado, abril 16, 2011
terça-feira, abril 12, 2011
Desde que te conheço (II)
Desde que te conheço
que sonho contigo.
Desde que te conheço
que te imaginei o grande amor
com que sempre sonhei.
Só algum tempo depois me apercebi
que, se me amavas,
amavas-te muito mais a ti mesma.
Feitos um para o outro,
imaginei-te eu.
Feito para te servir,
tomaste-me tu.
Desde que te conheço,
fez-se-me claro
quão melhor para mim era saber-te longe,
no outro lado do mundo.
segunda-feira, abril 11, 2011
sexta-feira, abril 08, 2011
Anseio
temeroso do futuro,
desencantado do passado.
Anseio voltar a experimentar o repouso
de uma noite tranquila.
José Pedro Cadima
quarta-feira, abril 06, 2011
segunda-feira, abril 04, 2011
O que te quero dizer agora
sábado, abril 02, 2011
Momentos rosa, pores-do-sol laranja
quarta-feira, março 30, 2011
Marés
Eras o meu tormento”.
É expressão corrente que há mais marés que marinheiros.
"Estranguladora e libertadora",
eras a maré que não me deixava marinhar,
a onda que ameaçava submergir-me.
Para ser marinheiro,
ficava-me a opção de cortar amarras
e zarpar.
Eras o meu ponto de encontro
e o meu martírio.
Eras…
José Cadima
terça-feira, março 29, 2011
O telefone toca...
sábado, março 26, 2011
Maré (II)
Eras a maré com que me debatia.
Eras o meu tormento
e o derradeiro prémio.
Estranguladora e libertadora,
eras a morte da minha criatividade,
a minha paz eterna.
José Pedro Cadima
quinta-feira, março 24, 2011
É agora que começo a minha campanha eleitoral!
Slogan: VOTA JC!
quarta-feira, março 23, 2011
Velhos são os trapos
Os teus e os meus
À velhice vou resistir
Ao teu lado sem cair
Quando o nosso amor selámos
Na árvore majestosa
O Lima observava-nos
Acolheu o nosso amor
Selando-o para sempre
Com o sangue dos teus dedos
Longe dos nossos trapos…
C. P.
segunda-feira, março 21, 2011
As tuas mentiras (tão bonitas)
que não haveria como sermos um.
Tu és fogo e eu sou lenha.
Daqui só iria sair cinza...
Tanta culpa em mim
de me perder por nada,
em vez de só me perder por um mimo.
Descansa-me saber
que não posso arruinar aquilo de que gosto em ti.
E tu sorris a toda a hora,
preocupando-te sem te perderes.
E descansa-me saber que somos amigos,
que te posso contar sempre a verdade,
sem ter que me confrontar com as tuas mentiras parvas,
que eram tão bonitas...
José Pedro Cadima
domingo, março 20, 2011
sexta-feira, março 18, 2011
Sobressalto
que tenho tudo o que quero,
pois só te quero a ti.
Há ocasiões em que me parece seguro o teu amor,
a tua paixão.
Certa é a tua beleza, que me fascina e me embala.
Neste torpor, resulta sobressaltado o meu coração,
que, ao invés, queria aquietado.
José Pedro Cadima
segunda-feira, março 14, 2011
domingo, março 13, 2011
Ontem
mas a verdade é que os meus pulmões se enchem em pleno.
Ainda olho para trás,
mas não posso voltar.
Seria razão para tonturas,
algo que seria expressão de um fracasso.
O que ficou, ficou.
Quando não se gosta de alguém,
é mais fácil sentir uma paixão alheia.
José Pedro Cadima
Conceito (errado)
Maravilha-me que confundas o meu fascínio com puro gosto, e que me digas que vamos ser bons amigos. Mas enganas-te quando me dizes que sou infantil. Eu sou simplesmente louco. Não sou espontâneo. Sou impulsivo. Não sou curioso. Sou indiscreto.
Dizes que sou um caos, mas encontro padrões no que faço. Tomo decisões baseadas nas fases da lua. Não compreenderás que te diga o que estou a fazer porque falar contigo depende do lado que me sai no dado.
Não te posso olhar de frente. Em razão disso, irei adoptar aquele tipo de olhar de quem está em cobrança. Irei levar-te a mentir-me mais. E cada mentira fica mais feia...
Podes aproximar-te o quão mais quiseres que nada me irá abalar para além da minha própria vontade de ser abalado. Vais passar por mim e aproximar os teus lábios da minha boca, para me enganar, para me ver fechar os olhos. Eu vou respirar a medo, e encher o peito de ar pela medida do que me falta em coragem.
Sinto vontade de te agarrar pela anca e de te puxar contra mim. Sinto quanto condicionas/dominas os meus sonhos. Não obstante isso, sonho derreter os teus desejos na própria medida da minha insanidade.
sábado, março 12, 2011
Afogo-me (II)
afogo-me em pensamentos
sobre o que é e o que não é,
e não encontro resposta.
Neste mar de pensamentos encapelados,
de tanto me interrogar,
acabo por perder as perguntas
no monte das respostas falhadas.
José Pedro Cadima
quarta-feira, março 09, 2011
Escrever-te
De tão enfeitiçado que me deixa,
já não sei o que é a razão.
Ver-te cria-me um nervoso miudinho
que me faz perder a fome,
enchendo-me de borboletas.
Neste equilíbrio precário, a consciência
diz-me que comer é superfluo,
que o orgulho é excessivo,
que escrever-te é uníco.
José Pedro Cadima
Mensagens curtas, endereçadas
Sinto uma sensação de eternidade e de vontade de lutar."
C. P.
segunda-feira, março 07, 2011
Curvas e cor
sábado, março 05, 2011
Vida & Sanidade
para uma cidade assombrada.
Quero ver como ela se safa sem mim,
e eu também sem os seus sermões
pregados de consciência aborrecida.
Leva-me para casa.
Encosta-me à parede.
Destrói-me o juízo com o olhar.
Diz-me as aldrabices que eu te diria a ti
se não te désse o poder da existência.
Vou fingir que nunca mentes.
Vou fingir-me apaixonado.
Quero a tua loucura viva,
para que me mande embora, à vida.
Quero sentir fantasmas.
Quero sentir o espírito, não o corpo.
Intimida-me a sanidade,
já que contigo não há vergonha que valha.
José Pedro Cadima
quarta-feira, março 02, 2011
Esta terra
para poiso quotidiano.
Não escolheria esta terra,
não porque não me impressionem
a sua luminosidade, que, de tanta, me fere os olhos,
o espaço aberto, que me permite o fluir do pensamento,
o exotismo da sua arquitectura,
que nos transporta para eras remotas.
Não escolheria esta terra
que, paradoxalmente, nestas visitas fortuitas,
me faz sentir bem.
Não escolheria esta terra
sobretudo porque, aqui, sinto-me longe,
para além do que a minha imensa necessidade de amor
me consente.
Longe, porque este espaço aberto,
deixando-me fluir o pensamento,
rapidamente me transporta para memórias
que me fazem sentir mais só.
Não escolheria esta terra
porque não sou capaz de reconhecer-te
nestas ruas estreitas,
neste cenário encadeante,
nesta ausência de sombra,
especialmente hoje.
José Cadima
terça-feira, março 01, 2011
Na vida: sonhos (II)
as insígnias conseguidas,
constata-se que há muitos sonhos
que são muito mais pequenos que a vida.
Reflexos em espelhos sem cantos
permitem a fuga da ilusão.
Tarefa árdua é procurar
agulha em palheiro:
vemo-nos gregos,
dos dias infelizes que correm.
José Pedro Cadima
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
domingo, fevereiro 27, 2011
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
Pessoas que nos inspiram
terça-feira, fevereiro 22, 2011
Lisboa, Fev. de 2011: as mensagens que vão chegando
Temos casos de pessoas que abandonaram o emprego que tinham porque lhes tomava tempo excessivo e lhes prejudicava a saúde. Era mais nessa perspectiva que eu queria recolher contributos.
O meu interesse no projecto é mesmo o dos balões, da produção de mensagens felizes e de cartazes insipiradores. Mas, como equipa, tenho de me sacrificar um bocado também e encontrar oradores.
Eu não tenho muito tempo. Mas a minha dificuldade não é arranjar tempo, mas sim tirar proveito do que tenho. As minhas decisões pessoais são sempre confusas e intrometem-se no restante. Para já, tenho tentado manter distância em relação a muita coisa que me tira o sossego, tal como tenho estudado e feito os trabalhos que me vão sendo agendados.
espairecer.»
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
sábado, fevereiro 19, 2011
Gosto pouco de "decoradores"
No entanto, ao fim de algum tempo, a graça esvanece-se e tudo começa a ser um verdadeiro pesadelo! Além das discussões passarem a ser frequentes, porque tudo é decidido a dois (às vezes até o tipo de papel higiénico), ao fim de algum tempo isso leva-nos a questionar se o homem que vive connosco não terá outras tendências e, aí sim, começa um verdadeiro inferno! Esta é uma experiência de muitos anos que serve de aviso para as minhas amigas em situação semelhante! Sim, porque uma das coisas que aprendi na vida é que não é por acaso que os homens de verdade não ligam à decoração da casa e não andam sempre a intervir na parte estética ou em coisas afins.
Se o seu marido é um desses, cuidado, minha amiga, pois deve haver por aí algo mais...
Arranje um que lhe diga: "tu é que sabes", quando perguntamos algo sobre a casa. Esse sim, ainda que "pouco feminino", revelará ser um verdadeiro homem do tempo das cavernas!
Leonor
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Memórias
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Não vos falo ...
Não é caso único (na sua natureza). Não é só da organização que aqui invoco que vêm esta mesquinhez e esta desconsideração pela saúde e pelas pessoas. A minha revolta e o meu repúdio não são menores, por isso. Pelo contrário, são ainda muito maiores.
J. Cadima Ribeiro
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Arca de Noé
José Pedro Cadima
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Vale a pena?
Todos os dias te dizer
“Amo-te”?
Sim, vale a pena
Pois um dia
Quando eu partir
Terás o meu sussurro recente
Quando meu corpo
À natureza voltar
E não puder mais me declarar…
C.P.
Palavras escritas
não é matar a literatura.
Prender um texto ao que sabemos,
mesmo pouco, é dar-lhe um pouco de nós.
Expressar sentimentos,
embora de forma rudimentar,
pode ser mais belo
e ter mais significado
que fazê-lo através de palavras trabalhadas
mas vazias de sentimento.
José Pedro Cadima
sábado, fevereiro 12, 2011
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Sonhos com Insónias
se estou acordado ou a dormir.
Sinto-me numa repetição imensa.
Sonhei com tudo o que vou fazer;
já sei como acaba.
Tenho tantas dúvidas de que estou a dormir
como dúvidas de que esteja acordado.
Estas insónias corrompem-me a liberdade de escolha:
tudo o que faço foi planeado.
Será que realmente já fiz o que sonhei?
Será que apenas sonhei com isso?
Será que decido alguma coisa?
Cometo uma imensidade de crimes de olhos fechados.
Estas insónias trazem-me cansaço:
ver a realidade durante tanto tempo
dá cabo de um gajo!
nestas estrofes posso escrever a palavra gajo,
Sinto falta de saber quando me deitei.
Parece que "vivo" as vinte e quatro horas de cada dia.
Sei que há horas em que apenas me confundo.
Abro os olhos para entender.
de que consiga dormir.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
terça-feira, fevereiro 08, 2011
domingo, fevereiro 06, 2011
Sonho Molhado
chateiam até os meus cabelos.
Não sei o que fazer à imaginação;
não tenho forma da prender!
Observo-te de perto,
à distancia de um toque,
contradizendo todo o desejo,
como num pesadelo.
Queria dizer-te como tudo
me faz tender
para um sonho molhado,
onde tu me dizes o que escrevo.
José Pedro Cadima
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
Lutar até ao fim
Por uma vida que valha a pena
Nem sempre me sorriu
Tive que renascer
Para te poder amar
Para me defender
Hoje sinto-me mulher
Mais corajosa que muitas
Com bastão tento defender-me
Dum mundo tão imperfeito
Como eu gostaria que fosse diferente…
Mais logo vou reencontrar-te
Esquecer tanta imperfeição
Tocar a lua
E gritar ao mundo, bem lá de cima
Vou lutar até ao fim!…
Vou lutar até que a vida me fuja!…
C.P.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
(De volta a)O mundo
não vá ele enfurecer-se.
Pressinto-o zangado,
deixando-me descrente de que tenhamos futuro.
Puxo das forças e da coragem que me restam
e olho-o nos olhos.
Tento dizer-lhe que ele está no centro das minhas preocupações.
Procuro dar-lhe expressão do meu empenho
na construção de um projecto económico
menos delapidador de recursos,
mais respeitador dos equilíbrios naturais.
Falo-lhe com carinho.
Vejo-o rosnar, primeiro, sacudir-se, depois,
e aquietar-se, de seguida.
Questiono-me se acreditou no que lhe disse.
Acreditando ou não,
deixou-me seguir caminho.
José Pedro Cadima
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Navegar (II)
Vai forte a brisa. Faltam-me as forças para remar. Desafio imenso já tu és/eras. Alcançar-te com esta minha embarcação sugere-se-me utopia. Navegar sim, mas para onde?
Já não vislumbro a silhueta da tua barca. A tua silhueta há muito que havia deixado da descortinar. Foi utopia sonhar que as nossas barcas podiam seguir juntas. Sem te ter no horizonte, fico sem rumo. Sigo já sem rumo algum, se é que navego e não é antes a ondulação que me transmite esta sensação de navegar.
domingo, janeiro 30, 2011
A esperança que me resta
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Está tudo tão industrial (II)
tão industrial.
É como se a vida
não passasse de uma peça de maquinaria.
Se assim é, se assim tiver que ser
deixai-me, pelo menos, ser o manobrador desta máquina,
deste engenho que me pertence.
Quero poder rodar manivelas.
Quero ensaiar novos ritmos de rotação.
Quero saltar sobre os maus tempos.
Quero ser o operador desta vida
que é a minha.
José Pedro Cadima
quinta-feira, janeiro 27, 2011
terça-feira, janeiro 25, 2011
O tempo é infinito - pormenor
A saudade aumenta
sem que deseje um beijo,
sem que precise de te ver.
Não vejo o porquê
de momentos intermédios
que me façam esperar.
Faltam-me apenas os pormenores:
o desacelerar do fecho de pestanas;
o ofegar da respiração;
a forma como podia deitar a cabeça no teu colo,
que me embalava a vida.
José Pedro Cadima
sábado, janeiro 22, 2011
O tempo é infinito - o poço
O tempo é infinito.
Porque não desperdiçar um pouco?
Seja dia, seja noite,
vamos viver o que poderia ter sido.
Respirar, que é daí que se vive.
Ser afectado pelo que não foi!
Meter-se a caminho do que correu mal.
Repetir, repetir,
para saber quanto podemos aguentar.
Nessa altura,
ir ao local onde estive contigo,
onde te namorei discretamente.
Procurar aquele poço e mergulhar.
Descer devagar, sem precipitação,
continuar até ao fundo
e trazer a moeda que lá havia deixado.
José Pedro Cadima
Raiva(II)
e me deixa sempre em guerra.
Tropeço num vazo que caiu
do alto dos meios receios.
Pior era ter por lá ficado!
A gravidade é forte
e traz tudo para os meus pés,
excepto os problemas.
Esses teimam em manter-se lá no alto,
ameaçando-me a tranquilidade,
quando não alimentando-me a raiva.
José Pedro Cadima
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Refém+
e não acho nada.
Procuro dentro de mim
e só te acho a ti.
Porquê???
Porque é que me encontro tão sensível?
Porque é que cada palavra dói tanto?
Porque é que cada passo que dou
me traz um temível transtorno da alma?
Anseio ardentemente ter-te
ao alcance dos meus braços.
Anseio…
Porquê?
Porque choro
eu por palavras?
José Pedro Cadima
terça-feira, janeiro 18, 2011
Mensagens curtas, endereçadas
K
segunda-feira, janeiro 17, 2011
quinta-feira, janeiro 13, 2011
Festa
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Filhozes
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Experiências
Aceito que o seja,
sendo que há experiências que resultam
e outras que resultam fracassadas.
Mais discutível é a afirmação:
“The more experiments you make the better"(R.W.E.).
Com dose bastante de experiência,
sei que as há que não vale a pena vivê-las,
sei que há experiências que nos matam,
de desapontamento, de tristeza,
de ansiedade, de desgosto.
Experimentar sim, mas respirar o ar fresco
trazido pela brisa do mar.
Experimentar sim, mas a alegria
de ver-te caminhar rápido ao meu encontro.
Experimentar sim, mas o voo
livre da águia.
“Quem me dera experimentar de novo a embriaguês
dos nossos corpos em rodupio,
pairando sobre campos pejados de malmequeres
ou de lírios dos campos.”
Viver sim…
José Cadima
domingo, janeiro 09, 2011
Resíduo
um elemento residual.
O que nos junta
é o vício e o conforto.
O amor é
um sentimento maldito:
reclama de nós entrega;
esconde dor.
Perscrutando o horizonte,
não te enxergo.
Admito que andes por aí,
resíduo…
José Pedro Cadima
sábado, janeiro 08, 2011
Fonte
quinta-feira, janeiro 06, 2011
Casa
quarta-feira, janeiro 05, 2011
2011
2010 viu o amor solidificar
2010 trouxe-te para mais perto de mim
Que trará 2011?
Queres pôr-te a adivinhar?...
Alimentar uma relação de carinho
Alimentar uma maior partilha
Aguentar o dia-a-dia penoso
que os outros nos propõem
Poderei oferecer-te tudo…
Com toda a artilharia possível
enfrentaremos juntos os embates
que poderão surgir…
Por ti até à lua marcharei
a chuva negarei
e ao sol resistirei…
C.P.
segunda-feira, janeiro 03, 2011
Resistindo
nesta semana,
neste início de ano,
cá estou,
resistindo ao tempo
e resistindo ao desgaste
do ano que passou.
Resistindo, digo,
mesmo que, de quando em quando,
a vontade me falte,
mesmo que, algumas, muitas vezes,
se me ofereça empreendimento de loucos
viver.
Neste dia,
nesta tarde que corre,
neste ano que está lançado,
perscruto o futuro e não acho
alimento bastante para a sede de esperança
que se foi instalando neste corpo que os anos
foram deixando crescentemente maltratado, angustiado.
Viver,
seguir caminho
porquê? Para onde?
Onde está a paz que acreditei merecer?
Resistindo ao tempo,
resistindo ao desgaste do ano que passou, aqui estou!
José Cadima
domingo, janeiro 02, 2011
sexta-feira, dezembro 31, 2010
quinta-feira, dezembro 30, 2010
terça-feira, dezembro 28, 2010
O que deixaste à porta (um breve regresso a 2007)
escusado é voltar atrás.
Não está lá
nem pensa em depressa voltar.
Em retorno, desejo-te do coração
que não se alongue teu caminho.
Ficarias abandonada neste mundo,
outra vez.
Hás-de iludir-te
para a esperança procurar,
que também lá atrás ficou
pedindo ao bem que te espere.
Aqui, espera-te o mal,
carregando ironia vida adiante,
sempre erguido e com mãos largas,
alardeando alegria a tua expensas.
José Pedro Cadima
segunda-feira, dezembro 27, 2010
A não ser que...
domingo, dezembro 26, 2010
Árvore com frutos
sábado, dezembro 25, 2010
quinta-feira, dezembro 23, 2010
terça-feira, dezembro 21, 2010
À chuva
vais à chuva,
sempre à chuva.
E eu, coberto por guarda-chuva
que ora me parece real
ora se me oferece imaginário,
enquanto a minha mente deambula
por paragens eternamente soalheiras,
pergunto-me:
porque vais à chuva?
José Pedro Cadima
segunda-feira, dezembro 20, 2010
Tempo de festas
sábado, dezembro 18, 2010
Eu também não...
Depois disso, continuei a ser, a sentir assim, com a diferença que fui ficando progressivamente mais desencantado e menos esperançoso que as coisas mudassem e, mesmo, que houvesse real vontade de tornar o nosso quotidiano e o nosso futuro, como cidadãos e como portugueses, mais risonhos."
J. Cadima Ribeiro
(22 de Outubro de 2008)
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Teia de aranha
quinta-feira, dezembro 16, 2010
quarta-feira, dezembro 15, 2010
A tempestade grande és tu
José Pedro Cadima
terça-feira, dezembro 14, 2010
Relaxar relaxa-me
Relaxar é o que me falta
Relaxo quando Tlim-Tlão faço
Relaxo quando para ti olho
A linha do horizonte relaxa-me
A humanidade raramente o consegue
Quando é que o ser humano
vai aprender a relaxar?
Quero que me deixem relaxar
Quero ficar a olhar eternamente para ti
Quero fazer Tlim-Tlão tal como uma criança
C.P.
domingo, dezembro 12, 2010
sexta-feira, dezembro 10, 2010
Marcos de correio
quinta-feira, dezembro 09, 2010
A tua sensibilidade
causa-me perplexidade.
Como pode alguém
ser, no mesmo passo, forte e sensível?
O passado persegue-te,
torna-te vulnerável.
Tento ajudar-te,
ajudar-te a renascer
das cinzas que povoaram os teus últimos 20 anos.
Entretanto, vou dizer ao mundo que te amo.
Posso, finalmente, dizer ao mundo que te amo...
C.P.
quarta-feira, dezembro 08, 2010
A chama que me chama
Ela és tu,
uma chama triste
que eu quero alegrar,
sentir por entre os meus braços,
dando-me conforto,
dando-me serenidade.
Continuarei a tentar alegrar essa chama
pois ela ajuda-me a percorrer a vida,
ajuda-me a saber quem sou.
C.P.
terça-feira, dezembro 07, 2010
O mar
Alterado, bravio,
sem dúvida, estava.
Não deixava, por isso, de ser o mar salgado.
Sei-o e sabem-no as gaivotas,
que, alinhadas, em bando,
se aconchegam junto a uma saliência da praia.
Há outras que preferem tirar partido do vento
que as fustiga
elevando-se no ar,
bailando nos braços do vento.
Como pano de fundo,
têm a imensidão do mar
que se espraia para além do horizonte,
agitado, bravio,
e, seguramente, salgado,
mar salgado.
José Cadima
segunda-feira, dezembro 06, 2010
49 Primaveras (II)
49 Primaveras
domingo, dezembro 05, 2010
Noites em claro (II)
Não durmo.
Não sinto, nem sonho.
Não vivo.
Deambulo em busca
do que me escapa.
E nas noites em que não durmo,
mato-me;
aos poucos, é certo, mas mato-me.
Arde-me o corpo.
São ácidos do passado.
É a embriaguez do futuro.
José Pedro Cadima






